Tom Clancy’s Ghost Recon é uma série de jogos de tiro tático criada pela Ubisoft. Ele coloca o jogador no comando de um grupo de elite fictício do exército americano. São os melhores soldados da Delta Company, SEAL Team Six ou JSOC.

Durante a E3 de 2015 a Ubisoft anunciava seu mais novo jogo Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands. Localizado na Bolívia, o jogo é o primeiro a apresentar um mundo aberto dentro da franquia.

Um país dominado pelas drogas

Situado no ano de 2019, o país tem se tornado cada vez mais instável conforme o cartel Santa Blanca ganha mais poder e influência, levando a Bolívia ao status de “narco-estado” e maior produtora de cocaína do mundo. O governo do Estados Unidos da América começou a ter receio, enquanto o poder de Santa Blanca se espalhava para além da Bolívia.

A última gota vem quando um ataque bomba ocorre na embaixada americana de La Paz e o agente Ricardo “Ricky” Sandoval é raptado, torturado e morto pelo cartel. Como retaliação os EUA dá inicio a operação “regicida“, uma ação conjunta entre a CIA, DEA e JSOC com objetivo de acabar com cartel e revelar as conexões entre Santa Blanca e o governo local.

O imponente El Sueño

O brilhante líder do cartel. O cara consegue admiração e lealdade daqueles que o conhecem e é brutal contra aqueles que o desafiam. Com sua liderança, Santa Blanca deixou de ser um pequeno cartel no México para dominar a Bolívia. Um complexo sistema hierárquico foi criado dentro do cartel graças a sua perspicácia.

El Sueño

Sueño reuniu músicos, líderes religiosos, químicos e comprou autoridades bolivianas. Músicas com apologia as drogas eram cantadas em rádios. Padres pregavam que o caminho de Santa Blanca levaria ao paraíso. A melhor cocaína eram criadas em seus laboratórios. Por último, e não menos importante, a polícia tinha sido comprada.

O povo o amava, políticos amavam seu dinheiro e a polícia temia sua força. Sueño estava a um passo de deixar de ser um traficante e tornar-se um ditador.

A Resistência

Os “Ghosts” tinham a difícil, quase impossível, missão de acabar com todo poder do cartel. Mas eles não estarão sozinhos nessa. Nem todos estão felizes com a atual situação da Bolívia, um grupo de rebeldes denominado Katari 26 é a ultima resistência contra o poder de Santa Blanca.

Ajude os rebeldes para também ser ajudado

Chefiado por Pac Katari, o grupo de resistência dará suporte aos Ghosts passando informações, suporte de veículos e soldados para batalhas. Lembrando muito o suporte que tivemos durante Far Cry 4.

Desmantelando o cartel

O jogo conta com 26 “chefes” dentro do cartel, espalhados por 21 regiões e 11 ecossistemas. É preciso começar com os peixes pequenos para chamar atenção dos peixes grandes, até finalmente chegarmos em Sueño. O cartel é dividido em quatro segmentos: Produção, contrabando, influência e segurança.

Os buchones representam a classe mais baixa da hierarquia do cartel. É necessário cuidar deles para que seus chefes apareçam no mapa. Após acabar com dois segmentos do cartel, uma missão para enfrentar El Sueño aparecerá no mapa.

O longo caminho até Sueño

Uma infinidade de conteúdo para jogar

Além das missões principais, que envolvem derrotar chefes do cartel, temos várias missões secundárias para ajudar o Katari 26 a ganhar mais poder. Os famigerados coletáveis, no melhor estilo Ubisoft, também se encontram no jogo.

Roubar caminhões de gasolina, hackear sinais de rádio e levar alimentos em bimotores são algumas tarefas que aguardam os jogadores.

Caso você seja aquele caçador de coletáveis (eu), a Bolívia está recheada deles. Armas, peças de armas, medalhas de sicários e documentos sobre lendas do país. Você terá que visitar locais bem improváveis para achá-los.

Jogabilidade

O jogo possui uma jogabilidade que lembra Metal Gear Solid: The Phantom Pain. Seu agente agacha, deita, pode atirar com visão em primeira/terceira pessoa e salta sobre objetos. Também é possível entrar em modo cobertura, mas diferente do jogo da Konami, aqui seu personagem entra automaticamente em cobertura assim que encosta em um objeto.

Periferias dominadas pelo cartel

Assim como nas versões anteriores, Wildlands presa pelo realismo. É necessário calcular a projeção do tiro conforme a distância e a potência da arma mudam. Normalmente 1 tiro do abdômen pra cima dá conta da maioria dos inimigos. Isso vale para nós, também. Com poucos tiros já somos abatidos.

A árvore de habilidades de seu agente

Falando em parceiros, faltou capricho na I.A. deles. Se no beta eles nos seguiam onde íamos chamando atenção de todos, agora eles somente se movem quando ordenamos. Ajuda nas aproximações silenciosas? Sim, mas caso você seja descoberto eles provavelmente serão de pouca ajuda, pois estarão a uma longa distância de você. Existem poucos comandos que limitam-se a apontar onde nossos parceiros devem ir, ficar parados ou seguir-nos.

As viajens de helicópteros são uma ótima maneira de apreciar a paisagem

Os agentes também contam com diversos veículos a disposição. Carros, motos, tanques, helicópteros e aviões. Tudo para ajudar a aumentar o número de abordagens durante suas missões. Precisa de uma fuga rápida? Que tal uma moto para cortar caminho pelas densas florestas bolivianas. Está sem saco para uma abordagem mais silenciosa? Roube um tanque e vá destruindo tudo em seu caminho. Ou uma invasão surpresa vindo pelos céus ao cair de paraquedas? Você é livre para escolher sua abordagem.

Tudo funciona de forma dinâmica…quando funciona. As vezes nosso personagem não consegue pular sobre alguns objeto ou então ele não entra em cobertura, atrapalhando nas horas de tiroteio. Mas a direção de veículos terrestres talvez seja a parte mais malfeita do jogo. A sensação que tive durante a análise é de que você dirige uma caixa com rodas. O carros, caminhões, vans…independente do tipo e tamanho, os veículos parecem ter o mesmo peso e uma física bizarra.

Gráficos e Som

A parte de maior destaque do jogo vai facilmente para os gráficos. A Ubisoft sempre capricha bastante na ambientação dos jogos de mundo aberto. Tem sido assim em Assassin’s Creed, Far Cry e The Division. Em Wildlands não é diferente.

Tudo lindo por aqui, câmbio

A mudança de ecossistemas é linda. Você passa por desertos áridos, densas florestas com lagos e riachos, além de regiões montanhosas. Há uma riqueza nos detalhes que aumenta bastante a imersão ao jogar. Houve uma melhora nos detalhes dos personagens, comparado a versão beta do jogo, mas não é nada que se destaque. O povo da Bolívia e muitos traficantes possuem rostos genéricos, algo comum em jogos de mundo aberto.

Aqui também, câmbio

A parte sonora também está muito boa. Ouvir o som de pássaros enquanto você invade silenciosamente um local passa aquela sensação de estar no local. A rádio só toca músicas em espanhol. Sons de tiro e explosões saem de forma convincente.

A exceção fica por parte da dublagem. O jogo é totalmente localizado em pt-br. Temos alguns personagens com dublagens muito boas, como a de Sueño, mas também temos dublagens sem emoção, como a do agente Nomad.

Multiplayer

Devido aos recentes problemas de conexão que For Honor vem sofrendo, houve uma pequena comoção em relação ao multiplayer de Wildlands. Felizmente, o modo funciona perfeitamente e é o principal foco do jogo.

Jogar com outras pessoas online é tão simples como em The Division. Você pode iniciar uma sessão cooperativa antes de começar o jogo ou até mesmo durante uma missão. O número de agentes da sessão cooperativa remete ao número de jogadores. Se há dois jogadores, serão somente dois agentes durante a missão.

É difícil entender algumas decisões da Ubisoft, enquanto For Honor que tem uma maior foco online sofre para que suas partidas não caiam (vejam na nossa análise), em Wildlands tudo funciona perfeitamente.

Opinião

Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands traz uma ótima experiência de shooter tático. O gigante mundo aberto para explorar com amigos é simplesmente demais. A liberdade de agir como um fantasma ou destruindo pelo seu caminho garante muita diversão. Explorar o cenário também é muito bacana. Seja pela terra, ar ou água, onde você for, tenha certeza que será um belo local.

Mas nem tudo são flores, jogar sozinho pode tornar-se frustrante com a I.A. pobre de seus parceiros. A mecânica dos veículos terrestres também pode atrapalhar a diversão, principalmente durante perseguições.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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