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Mass Effect: Andromeda é um jogo muito aguardado pelos fãs da franquia que estava parada desde 2012, quando foi lançado o Mass Effect 3, que fechou a trilogia protagonizada pelo icônico Shepard. O novo jogo chega com a difícil missão de continuar a qualidade da série e agradar os fãs, além de modernizá-la e conquistar novos jogadores. Andromeda apresenta uma história digna da epopéia sci-fi que fez com que a série fosse conhecida e incrementa sua jogabilidade, com um sistema de tiro e combos eficiente, em conjunto com um RPG consistente.

Preparados para uma interessante viagem à Andromeda?

História

Mass Effect: Andromeda tira a franquia da Via Láctea e leva os jogadores para uma nova aventura na galáxia de Andrômeda. Ele inicia uma nova história que se passa 600 anos depois da trilogia original, com personagens totalmente novos. A narrativa do jogo se inicia em 2185 com a criação da Iniciativa Andrômeda período que se passa após os acontecimentos de Mass Effect 2. Essa Iniciativa consiste em uma grande estação espacial, chamada Nexus, onde Arcas gigantes contendo milhares de pessoas, cada uma com uma espécie diferente (Turians, Asaris, Salarians, Quarians e Humanos), devem se acoplar. Os tripulantes dessas arcas não sabem de nada do que ocorreu no universo durante esses anos, visto que estavam em sono criogênico.

A narrativa se inicia quando a arca que estava trazendo os humanos, a Arca Hyperion, consegue chegar ao Nexus, mas constata que as demais arcas desapareceram e devem ser encontradas. Outra problemática é que os planetas que deveriam dar condições para serem colonizados estão cheio de problemas ambientais, políticos e sociais, que devem resolvidos para viabilizar a ida da Iniciativa Andrômeda para esses locais.

Nexus

O território é totalmente hostil, onde os humanos são os alienígenas. Devemos assumir o comando como o Explorador, que é a pessoa escolhida para liderar toda a tripulação, e estabelecer uma colônia segura e produtiva para os seres da Via Láctea. Nosso personagem será um dos irmãos Ryder e ele fica encarregado de viajar e explorar cada canto desses planetas para viabilizar a vida em Andrômeda. Ao chegar nesses locais eles se deparam com novos inimigos, que possuem interesse na tecnologia misteriosa espalhada pelos planetas e são um grande desafio a ser encarado durante a jornada. O foco é viver uma novas experiências e criar novas memórias. O protagonista sabe tanto quanto os jogadores sobre a que está acontecendo, então precisamos descobrir tudo junto com Ryder.

Vale mencionar que a dinâmica do relacionamento entre os irmãos também é um grande diferencial dentro do jogo, pois os dois coexistem no mesmo contexto e se importam um com o outro.

Habitat 7

As missões secundárias de Mass Effect: Andromeda variam desde entregar objetos em determinados lugares, explorar para achar recursos, investigar áreas e resolver os problemas locais. São muitos planetas para se explorar no Aglomerado de Heleus, cada um com sua própria história, personagens e desafios, com temática e experiência únicas. Além da uma missão principal, todos terão missões secundárias que envolvem as dificuldades daquele local, sua população e sua cultura. É muito interessante entender os problemas de cada planeta e conseguir ajudá-lo. É recompensador você identificar um problema ambiental que aflige o lugar e após resolvê-lo poder ver o lugar recuperando sua vida. Existem um total de 6 planetas que podem ser amplamente explorado pelos jogadores.

Os novos inimigos, os Ketts, trazem consigo uma história de fundo interessante e muito bem inserida no contexto do jogo e da própria história do universo de Mass Effect. Esses vilões estão raptando exemplares de outras raças para algumas experiências e também estão atrás das Relíquias, que são os únicos vestígios de uma civilização que existia em Andrômeda que desapareceu. Essa tecnologia é essencial para tornar os planetas habitáveis e apenas Ryder, com seu SAM (uma IA implantada no Explorador), consegue decifrar seus mistérios.

Liderando esses Ketts, existe o Arconte, uma figura enigmática, que considera sua raça melhor do que as demais e quer o controle de toda a galáxia de Andrômeda. Seu estilo de liderança  lembra muito uma seita religiosa.

Os Ketts

A história se desenvolve muito bem e consegue mostrar as dificuldades das pessoas em enfrentarem o desconhecido, se adaptarem a um novo estilo de vida e lutarem por um novo lugar para viver.

Jogabilidade

A jogabilidade foi muito melhorada, em relação ao jogos anteriores, trazendo um combate bem mais dinâmico e rápido. A adição do Jetpack, dá mais liberdade para a exploração e aumenta as possibilidades das batalhas. O sistema de tiro recebeu grandes avanços, ficando mais preciso e rápido, e os combos com os poderes das classes estão dinâmicos, bonitos e cheios de possibilidades. O sistema de combate está muito bom mesmo, sendo o melhor da franquia até o momento.

Mass Effect: Andromeda manteve o sistema de peso de Mass Effect 3, que traz um pensamento estratégico muito interessante ao jogo. O jogador deve pensar bem quando escolher suas armas, pois quanto mais armamentos você equipa, mais tempo suas habilidades demorarão para recarregar. Nesse ponto depende do estilo do jogador, se ele é mais fã de eliminar tudo no seu caminho com armas, ele pode se armar ao máximo e usar pouco suas habilidades, já os que são adeptos dos super poderes deverão levar um armamento mais leve para o campo de batalha.

A parte realmente irritante do combate é a inteligência artificial dos inimigos e dos seus companheiros, muitas vezes eles simplesmente param de realizar sua tarefas, não apresentando nenhuma reação.

As Classes do jogo estão com muita liberdade para os jogadores, que não ficam mais presos a um estilo específico, podendo se aventurar por diversas habilidades. Os jogadores podem focar em uma classe do começo ao fim do jogo e fortalecê-la, mas também podem experimentar e se arriscarem em outras possibilidades. Isso aumenta a complexidade do gameplay, mas também o deixa mais abrangente para que o jogador se adapte a cada tipo de situação.

As Habilidades estão divididas entre Tático, Combate e Biótico, que conforme forem evoluindo irão liberar Perfis de classes, que possuem habilidades passivas únicas. Podemos equipar no acesso rápido quatro desses Perfis e alterná-los durante o gameplay e nos adaptar a cada tipo de combate. Além de Ryder, também devemos distribuir pontos de habilidades para os nossos companheiros, de acordo com suas habilidades, que já são pré-determinadas.

O sistema de criação do jogo também recebeu grandes mudanças. Podemos criar armas e armaduras com os projetos e planos que recolhemos durante a exploração. Esses itens podem ser criados na nave Tempest e em lugares dos planetas que você consegue pacificar. Cada item requer determinados itens ou informações para serem criados. Para desenvolver itens é necessário ter os dados que você coleta escaneando os ambientes e para construir precisamos dos recursos que pegamos na exploração, tipo minerais e etc…

Mass Effect: Andromeda também possui um sistema de puzzles para acessar determinados lugares e baús. Eles seguem o sistema do jogo Sudoku, onde você precisa inserir determinados símbolos, mas sem repetir nenhum deles na mesma linha e coluna. O mini-game traz uma vertente diferente ao jogo e faz o jogador colocar a cabeça para pensar nesse jogo de pura lógica.

Um grande destaque do jogo são as batalhas que você enfrenta contra os Arquitetos que é um tipo de Big Boss que existe nos planetas. Algo bem parecido com o esquema dos dragões de Dragon Age Inquisition. Eles proporcionam uma luta bem desafiadora, para colocar em prova todo o seu entendimento das mecânicas de combate do jogo, mas é uma batalha recompensadora. O que poderia ter sido mais bem elaborado é cada Arquiteto poderia ter características físicas e mecânicas de combate diferentes, para poder gerar surpresa e expectativa nos jogadores antes de cada batalha. Mas, infelizmente, isso não acontece.

Relacionamentos e Escolhas

Sem dúvida um dos grandes destaques do jogos da Bioware é o seu intricado e imersivo sistema de relacionamentos e os romances que podem surgir. Uma das principais mudanças que a série recebeu em Mass Effect: Andromeda foi em relação à exclusão do sistema de Paragon/Renegade. Para quem não conhece esse sistema, ele te dava escolhas durante as conversas que levavam para um caminho do bem (Paragon) ou do mal (Renegade) com nenhuma flexibilidade. A ideia em Andromeda é fazer o jogador pensar bem em cada resposta, de que ele lide com as consequências de suas escolhas de acordo com o seu julgamento de cada situação em particular. O jogo cria um ambiente onde você realmente se importa e se envolve com cada situação.

Os diálogos terão sempre quatro opções disponíveis: Coração, Cabeça, Profissional e Casual, um sistema bem parecido com o que existe em Dragon Age. Os momentos de decisão rápida durante as cutscenes estão de volta, mas dessa vez estão mais enigmáticos, sem serem caracterizados por escolhas boas e ruins.

Construir relacionamentos é importante!

Cada escolha e diálogo de Mass Effect: Andromeda mostra a importância dos relacionamentos, algo muito importante nos jogos da BioWare. O convívio com os companheiros está bem interessante, com interações na nave Tempest e também nas áreas sociais de alguns planetas. As missões de lealdade estão muito bem desenvolvidas e mostram bastante da personalidade e história de cada companheiro. Todo o desenvolvimento da nossa tripulação nesse jogo é feito de maneira mais complexa e trabalhada do que em qualquer outro jogo da série.

Seus companheiros

Exploração

O grande foco de Mass Effect: Andromeda é a exploração da desconhecida Andrômeda e no estabelecimento de colônias para que a vida se torne viável nos planetas. Os mapas são bem grandes e possuem muitos segredos escondidos que serão descobertos por aqueles jogadores que gostam de fuçar cada canto. Alguns mapas possuem perigos ambientais sérios, como radiação, calor, frio… Para nos dar velocidade e também nos proteger desses perigos, temos um carro chamado Nomad, que nos ajuda na locomoção e como abrigo durante a exploração do desconhecido. A jogabilidade com ele é bastante intuitiva e os comandos são bem fáceis. Ele também pode receber melhorias que precisamos construir na estação de pesquisa.

O Mapa da Galáxia, que segue o mesmo padrão dos jogos anteriores, agora está mais dinâmico e mostra em tempo real as viagens entre os planetas, oferecendo um grande espetáculo visual, Além disso, todo o ambiente externo da sua nave Tempest também poderá ser conferido nas janelas, o que aumenta a imersão no jogo. É incrível a maneira como viajamos entre os planetas e podemos ver da nossa janela onde estamos.

Cada planeta deve ser escaneado em busca de recursos e informações, mas esse sistema está mais dinâmico e é realizado de maneira mais rápida, pois o jogo já mostra se existe ou não algo a ser examinado no planeta, ao acessá-lo.

Uma bela visão

Nesses planetas precisamos procurar e eliminar as ameaças e circunstâncias que impedem a criação de Postos Avançados da Iniciativa para poder iniciar a colonização. Para tal precisamos aumentar o percentual de viabilidade nos planetas. A exploração dessas áreas será muito importante para a descoberta de novas tecnologias, armas e equipamentos e também para melhorar as condições na Nexus e liberar mais gente do sono criogênico.

Os planetas possuem áreas chamadas de drop zones, que quando descobertas podem estabelecer mini bases que se tornarão pontos de reabastecimento e viagem rápida. Existem grandes espaços vazios, mas isso é algo que faz sentido dentro da narrativa do jogo, pois estamos explorando planetas selvagens e recém descobertos, algo que traz a sensação de descoberta, que é parte essencial de Mass Effect Andromeda.

Gráficos e Som

Agora a parte mais polêmica desde o lançamento de Mass Effect: Andromeda: sua qualidade gráfica. Como o último jogo da franquia foi lançado há 5 anos atrás esperava-se um salto gráfico gigantesco, até mesmo pelo trabalho primoroso que a BioWare realizou em Dragon Age: Inquisition de 2014. Os ambientes de cada mapa estão muito bonitos, cheios de detalhes e bem diversificados, a cada novo desembarque somos recompensados com lugares maravilhosos e cheios de particularidades.

Porém, a modelagem dos personagens beira ao ridículo, estão realmente muito mal feitas, e chegam a parecer inferiores as que foram apresentadas em Mass Effect 3, de 2012. Esse resultado é muito estranho ao se analisar a trajetória da empresa como um todo. Mesmo que Mass Effect nunca tenha sido um primor se formos levar em conta suas animações, o estúdio apresentou um resultado muito superior ao que vemos em Andromeda, há dois anos atrás em Dragon Age: Inquisition, com personagens muito bem feitos.

O jogo também sofre com outros sérios problemas técnicos, como quedas constantes de fps, travamentos quando estamos dirigindo, algumas partes dos cenários que demoram a renderizar, inimigos que ficam flutuando… São problemas recorrentes e que deixam a sensação de que o jogo precisava de mais tempo para ser finalizado.

Esse voa sem jetpack…

Já a trilha sonora, está muito bem desenvolvida, com canções que expressam bem o sentimento de cada situação e que se encaixam bem em cada momento. Ela foi composta por John Paesano, conhecido por seu trabalho nos filmes The Maze Runner e DareDevil. A trilha vai agradar tanto os novos jogadores quanto aos fãs de longa data. A dublagem está boa, dando a emoção certa aos diálogos, infelizmente o trabalho dos dubladores foi prejudicado pelas animações faciais sem vida do jogo. Mass Effect: Andromeda está totalmente legendado no nosso idioma e com os menus também em português.

Multiplayer

O modo online do jogo me surpreendeu muito, sendo divertido e incorporado à campanha de forma muito natural. Dentro da campanha, temos as Missões de Assalto, que são tarefas cronometradas que podemos realizar enviando Equipes de Assalto para terminá-las, com um sistema bem parecido com a Mesa de Guerra de Dragon Age: Inquisition. Algumas dessas missões também podem ser realizadas no modo multiplayer. Cada uma delas que for realizada com sucesso fornece pontos para conseguir recrutar mais equipes e recompensas como itens, minerais, créditos…

O modo segue o modelo de Mass Effect 3 com o estilo cooperativo de hordas, com quatro jogadores tendo que sobreviver a diversas ondas de inimigos, completando diversos objetivos e ainda tentando realizar uma extração bem sucedida. Existe uma grande diversidade de personagens e armas, que podem ser melhoradas e customizadas. O modo é muito divertido e pode render muitas horas a mais tanto para aqueles que já terminaram a campanha, quanto para aqueles que querem dar um tempo na história e se divertir com outros jogadores.

Esse modo não traz impacto sobre o final do jogo, como acontece em Mass Effect 3, mas tem vantagens em sua jornada na campanha solo, pois com os pontos ganhos nas missões de assalto, você pode recrutar mais membros para o APEX Strike teams e conseguir fazer mais missões ao mesmo tempo, ganhando mais recompensas também.

Essas missões também podem ser realizadas pelo aplicativo Mass Effect Andromeda Apex HQ disponível para Android e iOS, que permite aos jogadores personalizarem seus personagens antes de uma partida, comandar as missões das Equipes de Assalto, conferir estatísticas e gerenciar todo o seu personagem do modo multiplayer.

Opinião

Mass Effect Andromeda apresenta uma história que demora a engatar, mas que possui uma estrutura interessante, com personagens muito bons e que são muito bem desenvolvidos durante os relacionamentos, que é onde o jogo brilha de verdade. Os planetas oferecem cenários incríveis e cheios de nuances interessantes e que valem a pena serem explorados. O sistema de combate é o melhor da série, trazendo ótimas opções para os jogadores se divertirem.

Mas infelizmente, o jogo sofre com uma série de problemas técnicos que passam a impressão de ele foi lançado antes do que deveria e que carecia de mais tempo para ser polido.

Resumindo, Mass Effect: Andromeda traz um pacote interessante e robusto para os jogadores com um sistema de combate divertido, história interessante, ambientes maravilhosos, boa trilha sonora, sistema de criação e customização robusto e muitas missões interessantes. Mas precisava de mais polimento para evitar os problemas técnicos que o assombram.

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Também não deixe de conferir nossas análises de Mass Effect, Mass Effect 2 e Mass Effect 3.

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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