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Durante essa semana a importância da retrocompatibilidade foi posta em cheque, depois de algumas declarações de um executivo da Sony e de uma pesquisa de mercado. Primeiro, Jim Ryan, que é um dos executivos da Sony disse apesar de os jogadores pedirem muito o recurso no PS4, ele é pouco utilizado, pois ninguém quer jogar um jogo velho.

Quando falamos da retrocompatibilidade, posso dizer que é uma dessas características que são muito solicitadas, mas que realmente não se usam muito. Estive recentemente num evento de Gran Turismo, onde tinham os jogos para PS1, PS2, PS3 e PS4, e os jogos para a PS1 e PS2 pareciam antigos, porque é que alguém jogaria isso?

Uma declaração no mínimo estranha, pois qual base ele tem para dizer que ninguém usa a retrocompatibilidade? Outro fator curioso é que, se o recurso não é utilizado, porque a Sony insiste em vender jogos remasterizados no PS4 ? Outro questão curiosa é que a própria Sony disponibiliza esses jogos “velhos” no PS4, desde que o jogador pague um valor, que é até mesmo alto, para que possa jogá-lo novamente. Ou seja, a Sony não quer investir na retrocompatibilidade, mas coloca jogos dos seus consoles antigos à venda na Store, pois se seus jogadores quiserem jogá-los terão que pagar por eles, mas não poderão usar os que já possuem em casa ou os que podem conseguir em uma promoção em outro lugar para usar no seu novo console.

A questão aqui é que a retrocompatibilidade é uma OPÇÃO para os jogadores. Se você possui um jogo do Xbox 360, mas não possui mais o console ou simplesmente não tem espaço ou não quer mais ter o console no seu canto gamer, você pode utilizar o Xbox One para isso. Outra circunstância é que muitos jogadores que possuem o Xbox One hoje não tiveram a oportunidade de ter um Xbox 360, então pode comprar o jogo em qualquer lugar e usar no novo console, seja por via digital ou física.

A retrocompatibilidade se trata disso, dar opções aos jogadores para que eles joguem o quiserem onde acharem melhor. O recurso é algo a mais para o console, ele nunca deveria ser tratado como algo negativo, pois ele agrega mais valor para o consumidor do Xbox. Se a Sony não tem interesse em atender as sugestões dos seus jogadores, por achar mais lucrativo vender remaster e os jogos antigos na sua loja, ou até mesmo por não ter capacidade de desenvolver a ferramenta, não deveria tentar depreciar a retrocompatibilidade do Xbox One, que foi implementada para atender o pedido dos seus jogadores.

Mike Ybarra, vice-presidente do Xbox, se pronunciou no seu Twitter e deixou claro que discorda da opinião do executivo da Sony. Ele acredita que os jogadores devem poder jogar os melhores jogos de qualquer época.

Não concordo. Queremos que os jogadores joguem aos melhores jogos do passado, presente e futuro. É o que os jogadores estão pedindo.

Eu citei a falta de capacidade da Sony acima, pois o próprio Shuhei Yoshida, presidente da Sony Studios, disse, quando a retrocompatibilidade foi anunciada para o Xbox One, que recurso é algo muito complexo de ser implementado e ao que parece eles não querem ter trabalho para desenvolver isso, mesmo que seja algo requisitado por seus jogadores.

A retrocompatibilidade é muito interessante, a tecnologia envolvida para consegui-la deve ser muito desafiante. Mas esse anúncio não muda nada. Não acredito que mude a nossa perspectiva. O PlayStation 4 não terá retrocompatibilidade

Por coincidência, ou não, um dia depois da declaração do executivo da Sony de que ninguém usava a retrocompatibilidade, surgiu uma pesquisa na internet dizendo que a funcionalidade é pouco usada no Xbox One. O estudo, feito pela ARS Technica, usou uma amostra de 930 mil usuários do Xbox Live, com dados recolhidos entre 26 de Setembro de 2016 a 12 de Fevereiro de 2017 e chegou à conclusão que apenas 1.5% do tempo é gasto nos títulos retrocompatíveis. O mais engraçado é que eles não deixam claro de onde retiraram esses dados e o porquê do estudo só aparecer agora.

Mike Nichols, o CMO do Xbox, revelou no seu Twitter novas informações oficias acerca das horas passadas nos títulos disponíveis na retrocompatibilidade do Xbox One. Segundo os dados oficias da empresa 508 milhões de horas foram passadas nos títulos retrocompatíveis e que quase metade dos usuários do Xbox One usam ou usaram a funcionalidade.

Vale lembrar também que os jogos que entraram na retrocompatibilidade também geram muitos recursos para os estúdios, pois a as vendas deles costumam crescer bastante quando entram no serviço, como as vendas de Red Dead Redemption que subiram 6000% e de Call of Duty: Black Ops que dispararam em 13000%.

Uma coisa que a Sony precisa entender e que independentemente de qualquer dado ou ponto de vista, o recurso é algo que agrega muito valor ao console e mostra muito respeito com os jogadores, que podem jogar e conhecer jogos do Xbox 360 no Xbox One. A retrocompatibilidade se trata de escolha e de respeito com os jogadores e seus pedidos.

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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