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Com os recentes rumores envolvendo a Microsoft, muitos fãs estão perdidos com relação a algumas informações e alguns citam até mesmo o futuro e improvável abandono da Microsoft com os consoles. Por mais que eu acredite que “hardware não dá lucro“, ele faz parte de uma fatia suficiente de mercado para que a Microsoft não tente algo absurdo.

Entre meus passeios na internet, encontrei um artigo que pode ilustrar melhor a atual posição da Microsoft, clarifica um pouco o seu futuro e ainda, mostra com pontos fatídicos porque a Microsoft não deixaria o mercado de consoles.

É válido lembrar que os créditos para o artigo devem ser totalmente direcionados ao site Windows Central. Concordei com os pontos apresentados do artigo e resolvi trazê-lo traduzido para os nossos leitores, sendo esse meu único trabalho neste artigo. Aproveite a leitura e digam aqui nos comentários se vocês concordam ou não.

1 – OLHO NO SURFACE

Para as pessoas que acham que a Microsoft quer sair do mercado de hardware, elas devem, antes de mais nada, olhar para o Surface. O ecossistema de laptops do Windows não é a potência que já foi, enfrentando a dura concorrência dos Chromebooks e dos dispositivos móveis em geral, mas ainda há muitos grandes participantes no espaço ganhando muito dinheiro.

Entre o Surface e o Xbox, a Microsoft agora possui alguns dos recursos de design industrial mais avançados do mundo.

Dell, Lenovo e HP são as marcas de PCs mais conhecidas por aí, e mesmo com elas atendendo consumidores e empresas bem com uma enorme variedade de opções de PCs, a Microsoft ainda segue adiante com sua linha Surface.

Por que ele faz isso? É um caso simples, porque eles podem, e porque há vantagens que vêm com o casamento de hardware e software sob um único teto. Entre Surface e Xbox, a Microsoft agora possui alguns dos mais avançados recursos de design industrial deste planeta. Surface é um negócio crescente de bilhões de dólares e representa o melhor que o Windows tem para oferecer, mostrando todos os recursos, seja de toque, hardware adaptável 2 em 1, o Surface gera um “efeito de halo” sobre o Ecossistema Windows, representando um fator interessante de forma que a Dell, a HP e outras, em sua maioria, não o fazem.

O hardware do Xbox fará o mesmo com os jogos do Xbox, mesmo que a maioria das pessoas opte pelo streaming do Project xCloud.

2 – VAREJO AINDA IMPORTA (POR ENQUANTO)

Enquanto as tendências caminham para o digital, o varejo ainda é um grande impulsionador de vendas e informações gerais, especialmente para os pais que buscam jogos para os mais jovens. Algumas pessoas simplesmente gostam de possuir o disco físico também, e há coisas como as edições de colecionador que muitos jogadores têm prazer em possuir.

Se a Microsoft se retirasse inteiramente do cenário de varejo, removendo hardware e jogos físicos, isso prejudicaria a exposição das pessoas à plataforma e prejudicaria a percepção do Xbox como uma plataforma de jogos. Claro, existem alguns exemplos em contrário. O Steam foi virtualmente capaz de, sozinho, destruir o mercado de jogos de PC físicos, transferindo os jogadores de PC para opções digitais mais convenientes. O hardware de PC geralmente também seguiu o exemplo, com a maioria dos laptops e PCs modernos dispensando os drivers de disco óptico, impulsionados por uma mudança para a distribuição on-line não apenas para jogos, mas para software, música e filmes.

A Microsoft não tem o luxo de dominar a plataforma no nível do Steam em jogos e, até certo ponto, ainda depende da distribuição física do varejo para ajudar a impulsionar sua plataforma.

3 – PROJECT XCLOUD É ALIMENTADO POR HARDWARE XBOX

Outra razão bem óbvia pela qual a Microsoft não está prestes a abandonar o hardware de console doméstico do Xbox é o simples fato de que o próprio Project xCloud é alimentado por hardware de console doméstico Xbox, convertido em racks de servidor.

Hoje, o xCloud é alimentado por hardware de nível do Xbox One S limitado a 1080p, mas à medida que a velocidade da Internet aumenta, aumenta a necessidade de atualizar o hardware do rack do servidor, eventualmente para o nível do Xbox One X (ou os próximos consoles). Se a Microsoft já está criando racks de servidor que suportam sistemas de entrega de jogos Xbox, por que não simplesmente empacotá-lo e vendê-lo como um console doméstico também? Não há desvantagem real em fazer as duas coisas.

4 – ENIGMA DE LICENCIAMENTO COM O XCLOUD

Embora não tenhamos uma percepção real dos contratos de licenciamento que os desenvolvedores assinam com o Xbox, devido a acordos muito restritos de não divulgação, parece completamente improvável que o Project xCloud de repente simplesmente permita o acesso a todos os seus jogos do Xbox de repente.

Os benefícios para os desenvolvedores do Project xCloud (se funcionar como esperado, é claro) são bastante óbvios. O acesso a bilhões de telas adicionais de celulares, PCs de gama baixa, TVs inteligentes e quem sabe, talvez até consoles concorrentes como o Nintendo Switch, vão muito além da base de instalação do Xbox One. Os benefícios estão aí, mas isso não significa que a Microsoft não tenha que renegociar muitos de seus acordos de licenciamento.

Os desenvolvedores de jogos e os editores vão, sem dúvida, querer opinar sobre como seu IP e conteúdo são monetizados e transmitidos, e até mesmo os proprietários de plataformas de middleware e jogos de videogame podem discordar sobre como a tecnologia está sendo usada. A EA e outras empresas também estão explorando a criação de seus próprios serviços de streaming concorrentes, e podem simplesmente não querer apoiar o Project xCloud por vários motivos.

Espero que o Project xCloud tenha uma tonelada de conteúdo quando for lançado posteriormente em 2019 ou 2020, mas o local para jogar todos os jogos do Xbox provavelmente permanecerá no Xbox em um futuro previsível.

5 – SERVINDO TODOS OS GAMERS

Filosoficamente, simplesmente acredito que a Microsoft quer atender a todos os seus clientes, não importa como eles querem jogar. O Xbox Adaptive Controller é um exemplo de um dispositivo em que a Microsoft investiu, não para fazer montes de dinheiro, mas simplesmente porque eles querem servir os jogadores independentemente de quem sejam, onde quer que estejam e o que precisarem.

A Microsoft não fez segredo da realidade de negócios do Xbox (e consoles em geral), que você ganha dinheiro vendendo jogos, em vez de consoles. No entanto, se houver muitos milhões de jogadores que ainda querem essa experiência de consoles caseiros, a Microsoft os entregaria para a Sony e outros concorrentes se optasse por abandonar essa plataforma. Isso é tudo sobre dar opções aos jogadores, e é por isso que a Microsoft está explorando SKUs adicionais, como o Xbox One S All Digital Edition, sem uma unidade de disco, e serviços de assinatura como o Xbox Game Pass.

Mesmo que acabemos em algum mundo bizarro onde o Project xCloud e serviços similares de streaming se tornem a maneira preferida de jogar pela maioria das pessoas, o hardware do Xbox continuará a ser a melhor maneira de experimentar o ecossistema. Ele contará com os melhores visuais, perfeitos para os grandes aparelhos de TV em sua sala de estar. Assim como o Spotify e o Netflix não conseguiram matar CDs, salas de cinema, Blu-ray e shows ao vivo, o Project xCloud não vai matar o hardware do Xbox, simplesmente porque a Microsoft continuará querendo oferecer a melhor experiência possível.

O hardware do Xbox não será abandonado

A pressão para os serviços digitais e de streaming pode dar preocupação aos tradicionalistas de consoles, mas realmente não precisa. Mesmo que você não tenha interesse e não tenha a intenção de experimentar o Project xCloud, o acesso ao ecossistema que a Microsoft poderá (potencialmente) trazer para a plataforma será sem precedentes. E com esse acesso, mais usuários, mais dinheiro e mais reinvestimento em conteúdo, como jogos.

A Microsoft e seus concorrentes reais, ou seja, Google, TenCent, Amazon e outras grandes empresas de tecnologia estão se preparando para uma guerra de plataforma de streaming no futuro próximo. Optar por ficar de fora dessa batalha prejudicaria o Xbox de maneiras incomensuráveis, especialmente se os desenvolvedores de jogos enxergarem os benefícios dos ecossistemas que fornecem esse tipo de opção de entrega, em comparação com as plataformas que não oferecem esse tipo de opção.

O Google está, sem dúvida, explorando parcerias com os grandes editores para sua própria plataforma de streaming e, sem dúvida, alavancará suas vantagens, como o YouTube e a pesquisa do Google, para tentar afastar o público casual dos consoles com a pura conveniência. A diferença entre a Microsoft e o Google, no entanto, é que o Google não está em dívida com a tradicional plataforma de hardware do console e ficaria feliz se fosse mais irrelevante se significasse mais dinheiro para eles.

A Microsoft moderna mostrou que tem uma filosofia diferente. Acredito firmemente que, apesar de não se afastar da próxima guerra de plataforma de streaming com empresas de tecnologia, a Microsoft continuará a atender aos jogadores tradicionais, desde que haja usuários suficientes que ainda queiram essa experiência.

 

*Lembrando mais uma vez que os créditos deste artigo são do site Windows Central e seu redator, Jez Corden.

 

 

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