Legacy of the First Blade se trata do primeiro grande conteúdo para Assassin’s Creed Odyssey que, curiosamente, foi dividido em três episódios. O primeiro ganhou o nome de Hunted e o segundo de Shadow Heritage, trazendo uma nova trama que gira em torno do personagem Darius, o primeiro herói a carregar a Hidden Blade, a famosa arma da série, além de trazer novos detalhes sobre o passado dos Assassinos.

Agora chegamos ao terceiro episódio, que recebeu o nome de Bloodlines, e promete revelar mais sobre o culto maligno que persegue o novo personagem, bem como suas motivações em perseguir a linhagem de Kassandra/Alexios, aos quais chamam de Corrompidos. O conteúdo se esforça em conectar o novo jogo às origens dos Assassinos, mas esbarra em problemas na escolha do seu formato, que atrapalha bastante a sua execução. Vamos discutir isso nessa análise.

Uma história que corre demais

Desde o primeiro episódio acompanhamos saga de Darius, que está fugindo de um Culto perigoso e que manipula toda a Grécia, em busca de uma paz que eles buscam com base na violência. Eles também buscam eliminar a linhagem do nosso personagem, ao qual chamam de Corrompido, o que seria uma pessoa que, segundo eles, carrega o seu sangue um poder capaz de trazer guerra e destruição, e ao passo que eles não podem controlar essas pessoas, então devem eliminá-las.

O primeiro episódio trouxe uma excelente introdução para a história e seus personagens, no segundo tivemos acontecimentos que levaram nosso personagem a acreditar que poderia ter uma vida calma e normal, mas agora, no desfecho da história, essa paz foi por água abaixo, levando todos os personagens e o conflito ao seu limite.

A premissa é incrível, pois explicaria de forma definitiva como surgiram os Assassinos, no entanto tudo acontece de forma rápida demais, o que faz com que as motivações dos personagens, bem como suas tramas, não se desenvolvam bem, pois tudo passa correndo pela tela e não deixa nenhum tipo de revelação real para o jogador, que também não cria uma ligação real com a trama proposta. Os personagens são realmente muito bons, bem como as missões que eles trazem, com momentos de emoção genuína e que trazem uma onda de sentimentos para o jogador, no entanto tudo acontece com uma rapidez demasiada e faz tudo isso perder boa parte do seu brilho.

Mas nem tudo é negativo no conteúdo, pois apesar de parecer estar sempre correndo com os acontecimentos, ele traz mais profundidade para Alexios/Kassandra bem como para todo o universo de Assassin’s Creed Odyssey, com uma boa base para a existência dos Assassinos, bem como o seu conflito eterno com a organização dos Templários, mas não espere nada muito detalhado, pois existe apenas uma introdução, o que é uma pena. Acredito que o formato episódico também atrapalha essa execução, pois ao menso tempo que gera ansiedade por uma continuação dos fatos, também quebra a ação, bem como sua conexão com os acontecimentos.

Mesmo mapa, mais cultistas para caçar

Assim como nos episódios anteriores, Bloodlines se passa no mesmo mapa de Assassin’s Creed Odyssey e não adiciona uma região nova para os jogadores. O conteúdo se passa, em grande parte, na região de Messênia e não traz locais novos, o que é uma pena, pois seria interessante se adicionassem novos lugares para explorar dentro da própria região, como cavernas, por exemplo. Ainda assim, o competente gameplay do jogo deixa tudo bem dinâmico e interessante de explorar, fazendo do conteúdo uma ótima adição para quem está buscando mais aventuras pelo mundo já estabelecido de Odyssey.

O primeiro episódio foi mais focado no combate físico, e o segundo nas batalhas navais, já esse último trouxe uma mistura dos dois, adicionando uma boa variedade nas missões. Além disso, assim como nos episódios anteriores, temos acesso a novos equipamentos, uma nova habilidade e arma especial.

Uma das novidades que mais gostei em Assassin’s Creed Odyssey foi a caçada aos Cultistas, pois o sistema de buscar por pistas, expor e depois ir atrás para eliminar a ameaça funciona muito bem, e traz combates realmente bons de acompanhar e descobrir, alguns atrelados a narrativa e outros totalmente opcionais. Todo o conteúdo de Legacy of the First Blade trouxe novos ramos de Cultistas a cada novo episódio, algo realmente prazeroso não apenas por adições de informações para a história, como também embates interessantes.

Opinião

Bloodlines traz um desfecho morno para Legacy of the First Blade, mas ainda assim consegue emocionar em diversos momentos e trazer algumas informações importantes para a história da saga como um todo, acontecimentos que seriam melhor aproveitados, e criariam uma maior conexão com os jogadores, caso não acontecessem sempre de maneira rápida demais. O conteúdo enriquece bem o universo de Assassin’s Creed Odyssey, bem como seu personagem principal, e mesmo que não tenha sido tudo aquilo que eu esperava ver e saber sobre a criação dos Assassinos, ainda assim se apresenta como uma boa adição ao jogo.

A escolha do formato episódico ainda me incomoda, pois acredito que quebra muito a ação e a nossa conexão como os acontecimentos. A adição de uma nova região também poderia ter enriquecido mais o conteúdo. Agora só nos resta aguardar pelo próximo conteúdo, que recebeu o nome de The Fate of Atlantis, e que mesmo que mantenha esse formato episódio, eu torço para que nos leve, pelo menos, para uma nova ambientação.

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Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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