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Final Fantasy XV foi um jogo que me conquistou em diversos aspectos, gostei muito do sistema de combate e me emocionei com sua história, ainda assim a sua narrativa também foi algo que me incomodou também, pois é inegável que diversos acontecimentos aconteceram de forma sem contextualização, o que acabou deixando diversos buracos na trama proposta. A Square Enix lançou diversos DLCs após o lançamento de Final Fantasy XV, como os episódios Gladiolus, Prompto e Ignis, que não só trouxeram mais informações sobre esses personagens, como também responderam algumas questões que ficaram abertas no jogo base. Para fechar mais dessas brechas narrativas, o estúdio havia anunciado mais três episódios que sairiam em 2019 sobre os personagens Aranea, Lunafreya e Ardyn, mas eles foram cancelados, e apenas o último teve o seu desenvolvimento mantido.

Final Fantasy XV: Episódio Ardyn traz o foco total no vilão do jogo base, que assim como muitas outras coisas, não teve suas origens e motivações muito bem explicadas. No entanto, desde o anúncio do jogo era evidente que o ruivo com roupa e chapéu estilosos, chamaria a atenção dos jogadores com seu jeito debochado e irônico, e isso se concretizou no jogo base. Ele aparece pouco, mas sempre roubava a cena com sua presença imponente e suas frases carregadas de rancor e ironia, mas sempre ficava aquela sensação de que mais poderia ter sido desenvolvido sobre ele, e é justamente essa a premissa do DLC.

No conteúdo, que se passa antes dos acontecimentos de Final Fantasy XV, iremos conhecer mais do passado de Ardyn e os caminhos que o levaram a se tornar essa grande força do mal.

Nascido para a luz, renascido nas trevas

Como dito acima, Final Fantasy XV: Episódio Ardyn funciona como um prólogo para o jogo base, e serve não apenas para mostrar as motivações do vilão, mas também traz mais informações sobre toda a guerra que eclode em Final Fantasy XV. Tudo começa 35 anos antes dos eventos do jogo principal, quando Verstael Besithia, um pesquisador pertencente ao Império de Niflheim, libera Ardyn Lucis Caelum, que já estava aprisionado há 2.000 anos. Levado para a instalação de pesquisa Imperial, Ardyn descobre algumas coisas e decide se vingar do Reino de Lucis.

A história se concentra nos acontecimentos que levaram a vida de Ardyn seguir uma trajetória bem diferentes do que todos esperavam, até ele mesmo. Ele surge como um dos herdeiros do trono de Lucis, e possui poderes de curar as pessoas, até mesmo de uma doença maligna que está destruindo diversas cidades do seu povo. Quando vai assumir o trono, ele é traído por seu irmão mais novo Sonnus, e também perde a sua amada, que era a Oráculo daquela época. Tomando pelo ódio, ele tenta derrotar seu irmão, mas estranhos poderes emergem dele, fazendo com que os outros o vejam como um monstro. Ele acaba derrotado e é preso em um local remoto por 2000 mil anos, até que é solto para que ajude os propósitos do Império de Niflheim, nação inimiga de Lucis. Os poderes de Ardyn são de origem demoníaca, e emergiram nele conforme ele curava as pessoas e absorvia a tal doença maligna que afligia seu povo, e agora o sombrio e poderoso Verstael Besithia quer usar esses poderes para fortalecer seu exército.

O conteúdo também mostra como Ardyn possuiu o controle do poderoso Summon Ifrit e o motivo pelo qual a poderosa criatura luta ao seu lado, o que fecha mais uma brecha que ficou aberta no jogo base.

Ardyn se junta ao exército de Niflheim e os ajuda em seus propósitos nefastos, pois vê uma brecha para que consiga se vingar de Lucis e da família real, que o exilou e limpou seu nome da existência. Acompanhamos o vilão despejar todo seu ódio contra o povo que virou as costas para ele, mas tudo com doses maravilhosas de muito sarcasmo, para não perder a personalidade excêntrica do personagem. Depois de finalizar o conteúdo, é mais fácil entender o comportamento do vilão, e entender os motivos que o levaram a seguir por um caminho que o tornaram uma criatura maligna, que só pensa em trazer escuridão para o mundo. Se é certo ou errado, é uma conclusão pessoal de cada um, mas pelo menos agora temos um contexto para entender suas motivações, e com informações que realmente enriquecem o universo de Final Fantasy XV.

Assim como aconteceu no jogo base, a Square Enix expandiu a narrativa em outra mídia, então para entender ainda mais o passado do personagem é recomendado assistir o curta animado Final Fantasy XV Episódio Ardyn – Prólogo, que está disponível no YouTube e possui legendas em Português do Brasil.

Sinta-se super poderoso

Em Final Fantasy XV: Episódio Ardyn estamos no controle do grande vilão do jogo, então nada mais coerente do que ter acesso aos seus grandes poderes e que nos sintamos super poderosos. E o DLC faz isso com maestria, pois essa base do personagem foi mantida e ele não foi enfraquecido de maneira alguma. Assim que passamos a controlar Ardyn, já sentimos o seu poder incrível, pois o vilão possui um extenso arsenal de habilidades, que claramente fazem com que ninguém tenha condições de pará-lo. Até mesmo nas batalhas contra os chefes podemos sentir o quão poderoso o vilão é, e se isso não deixa o conteúdo desafiador, por outro lado faz dele algo extremamente divertido.

A grande fonte de força do vilão está nos seus poderes demoníacos, com os quais ele pode desferir golpes usando essa força maligna, se teleportar por grandes distâncias e até mesmo possuir pessoas quando ficam enfraquecidas em combate, lhes dando um poderoso golpe de finalização. Além disso, caso perca todos os seus pontos de vida e entre em estado de Perigo, não é o fim do jogo para você, pois nesse caso não teria alguém para trazê-lo de volta aos combate, então a saída encontrada foi deixá-lo ainda mais forte. Nessa situação Ardyn se torna totalmente dominado pelo poder demoníaco e entra em estado de Execução, onde seu dano aumenta e sua barra de vida pode ser diminuída até zero gerando a morte, mas caso isso não aconteça ele volta ao estado normal e com a barra completa de vida preenchida. Será que o cara é forte? Sim ou claro? E como não bastasse todo esse poder ele ainda pode manipular as espadas reais, o que expande, ainda mais, seu arsenal de destruição.

Achou pouco? Então tem mais! Ardyn também pode convocar Ifrit, e traz um sistema de Summon da forma como eu gostaria de ter visto em Final Fantasy XV. No jogo base, as poderosas criaturas, que já são tradição da franquia, só aparecem de forma aleatória, conforme alguns requisitos acontecem em batalha, o que pode fazer com que nenhum deles apareça durante todos os seus combates pelo jogo. Já no Episódio Ardyn, podemos convocar Ifrit sempre que nossa barra de poder é preenchida e ainda podemos adquirir até três habilidades especiais para ele. É um sistema fácil de colocar em prática e que traz uma sensação de poder e diversão que faltou no que existe no jogo base.

Durante a aventura exploramos a cidade real de Insomnia, o centro do poder de Lucis. Lá devemos destruir as fontes da energia do escudo mágico, para que Niflheim consiga invadir. No entanto, Ardyn possui também seus próprios desejos de vingança contra aquele povo e sua família real, então além de destruir essa barreira, ele ainda irá destruir tudo o que encontra em seu caminho até chegar ao palácio onde a realeza se abriga, que agora tem em seu trono o rei Regis Lucis Caelum, o pai de Noctis, o protagonista do jogo base e que ainda nem era nascido nessa ocasião. Apesar de ser interessante poder explorar a cidade pela primeira vez, seu mapa é bem limitado, e sem muitas variações do que fazer nele, o que acaba deixando a exploração desinteressante. Os inimigos não são muito variados, o que torna o combate repetitivo rapidamente, mesmo que seja muito divertido. Além disso, o fato do nosso personagem ser muito poderoso, deixa com que as batalhas contra inimigos normais se tornem previsíveis demais rapidamente, uma sensação que só passa, um pouco, nas lutas contra os bosses, que demandam mais estratégia.

Para fazer com que os jogadores se sintam um pouco mais incentivados a explorar o mapa e se envolver em combate, invés de seguir direto para as missões principais, foram inseridas algumas opções para que possamos customizar Ardyn. A principal delas é uma árvore de habilidades onde podemos adicionar e melhorar habilidades para o vilão e também para Ifrit, além de melhorar a barra de vida e magia dele. Isso é feito com base nos AP que conquistamos ao causar o caos em Insomnia, seja destruindo todos os seus pontos de defesa, derrotando seus soldados e os possuindo em combate, ou até mesmo ao destruir as decorações do festival que a cidade está realizando. Por fim, ainda existem diferentes chapéus que você pode comprar em máquinas pela cidade, que trazem alguns tipos de buffs para Ardyn, e para comprá-los é necessário adquirir itens eliminando inimigos e explorando a cidade em busca de tesouros.

Por fim, uma das caraterísticas da jogabilidade que trazem uma personalidade bem caraterística do vilão, é o seu comportamento e falas enquanto ele espalha o caos pela cidade. São falas cheias de cinismo, ironia e sarcasmo, refletindo a sua personalidade perturbada. Há ainda um modo extra ao finalizar o conteúdo, onde é possível enfrentar chefes em busca de melhores tempos, nada muito especial, mas pode ser um atrativo para quem curte esse tipo de desafio.

Gráficos e Som

Graficamente, Final Fantasy XV: Episódio Ardyn não difere muito do que já existe no jogo base e em seus conteúdos extras, mas dentre os episódios já lançados, ele é o mais polido e mais bem trabalhado. Os personagens estão bem desenvolvidos e conseguem trazer bem as personalidades que expressam com suas falas, as cinemática estão muito bem produzidas e conseguimos ver o carinho dos desenvolvedores para trazer qualidade para a trama proposta. Já os cenários estão bem apresentados, mas ainda sim esperava mais, pois estão simples demais e poderiam ter mais detalhes e diversidade, principalmente Insomnia. É impactante poder explorar a cidade em seus dias de glória, mas é decepcionante que tão pouco tenha sido compartilhado com o jogador.

A trilha sonora possui bons temas que vão desde o épico orquestrado a até canções mais modernas, justamente para mostrar a diferença entre a atual personalidade de Ardyn e da família real e seus defensores. Assim como no jogo base, esse conteúdo está totalmente legendado em Português do Brasil.

Opinião

Se por um lado é incrível acompanhar a narrativa desenvolvida em Final Fantasy XV: Episódio Ardyn, por outro lado é triste ver que o jogo precisou de tantos anos para trazer uma história realmente completa. O episódio traz uma grande narrativa e é obrigatório para quem curtiu Final Fantasy XV, pois enriquece grandemente a trama principal. É muito interessante acompanhar a jornada do personagem e sua transformação de um herói a até um nefasto vilão recheado de trevas, rancor e ódio.

A jogabilidade é divertida e você se sente super poderoso tendo o controle do personagem, que até mesmo traz um sistema de summon bem mais interessante, do que frustrante que existente no jogo base. No entanto, isso torna o jogo pouco desafiador, o que deixa sua duração bem curtinha, podendo ser finalizado em cerca de três horas. No entanto, pelo valor cobrado e pelo conjunto da obra, vale muito a pena para os fãs.

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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