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O primeiro jogo da série me cativou (confira a análise), mesmo sendo de um gênero que não é, nem de longe, um dos meus favoritos, mas ele me prendeu com seu terror mais voltado para o psicológico, onde nunca sabemos ao certo o que está acontecendo ou o que podemos encarar a qualquer momento, ao abrir uma simples porta. Em Layers of Fear 2, a equipe do Bloober Team se aventura em um jogo com mais mecânicas, adição de puzzles mais elaborados e até mesmo uma criatura te perseguindo em alguns momentos.

Layers of Fear 2 é uma grande experiência, como seu antecessor, trazendo uma realidade distorcida, cheias de nuances de loucura e melancolia, dentro de uma trama voltada para o terror. Será que as mudanças melhoraram a fórmula ou fizeram o jogo perder a essência? Vamos descobrir nessa análise.

História

Assim como no primeiro jogo, Layers of Fear 2 deixa a história aberta para a interpretação do jogador e dá apenas pistas do que pode estar acontecendo. O personagem do jogo é um famoso ator de Hollywood, da era de ouro do cinema americano, que foi contratado para participar do elenco de um filme em um transatlântico, mas que ao chegar por lá se depara com um diretor excêntrico, que quer que o artista passe por um grande, e horripilante, método de preparação de personagem, para que ele incorpore o seu papel de forma totalmente verdadeira, e construir seu papel como se estivesse vivendo na realidade daquele mundo fictício.

Nosso personagem não possui voz e nem ao menos visualizamos ele, apenas a sua sombra, mas a direção da narrativa é feita através da impactante voz do ator Tony Todd, que dá vida ao diretor do filme, que não só guia nosso personagem, como também o leva ao limite com escolhas brutais a serem realizadas e constantes indagações sobre sua personalidade e escolhas de vida. Outra característica da trama são os momentos nos quais o personagem mergulha no seus próprios traumas de infância, e seu vínculo dramático com sua irmã, e as lembranças que ele possui e que o assombram. Quanto mais ele mergulha naquela experiência, menos consciente da realidade ele se torna, e isso é passado com maestria para o jogador.

Layers of Fear 2 traz todo aquele terror psicológico do primeiro jogo, e as transições perturbadora de cenários, onde nunca sabemos o que podemos encontrar ao abrir uma mesma porta ou ao olharmos para trás, o que traz um sentimento de tensão e desconforto constante, nos colocando, efetivamente, na pele do personagem.

Os cenários também usam e abusam da adição de manequins, que te deixam desconfortável com a sua presença nas mais inusitadas posições e ainda te assustam com movimentos desordenados e macabros, que sempre te deixam na dúvida se são apenas objetos sem vida mesmo. A criatura que te persegue também é bizarra, e não só aumenta a tensão e sensação de perigo, como também te deixa na dúvida do que diabos está acontecendo naquele navio.

A atmosfera que o jogo passa durante essa experiência pelo desconhecido é opressora e funciona bem com a proposta, ainda que os jump scares sejam muito poucos e façam falta para fazer o jogador dar aquele pulo de susto, a constância do suspense no ar agrada durante o gameplay. O jogo possui três finais diferentes que te incentivam a explorar a narrativa de maneiras diferentes para ver o que pode mudar.

Jogabilidade

O grande foco do gameplay de Layers of Fear 2 está na exploração dos cenários, onde precisamos procurar por documentos e objetos e ainda resolver puzzles para avançar na narrativa. Esses puzzles seguem sem um alto nível de dificuldade, mas alguns deles trazem uma certa complexidade para fazer o jogador pensar e observar bem ao seu redor em busca de respostas. Mas essa estrutura é proposital, para fazer com que o jogador se sinta totalmente imerso na experiência proposta pelo jogo, que segue com o seu foco na construção de uma atmosfera intensa através de efeitos visuais e sons, que continuam muito bem inseridos em cada momento da trama, brincando com os sentidos do jogador.

A grande novidade nessa sequência é um monstro bizarro e sem forma que te persegue em alguns momentos do jogo, trazendo urgência para o gameplay, pois não tem como derrotá-lo, apenas correr o mais rápido possível da criatura. É aqui que as coisas me deixam com um sentimento misto em relação ao jogo. Se por um lado é interessante a adição do monstro, que traz novas possibilidades para a jogabilidade, por outro lado tira um pouco do diferencial do foco na opressão psicológica, para embarcar em um sistema que já existe em outros jogos do gênero, como Amnésia, por exemplo, onde o fator terror fica compilado pela existência de um inimigo macabro atrás de você, e que não se pode fazer nada para que ele seja destruído.

Além disso, a jogabilidade fica caótica nessas sequências, pois os controles, que na calmaria da exploração funcionam bem, durante a perseguição, onde temos que realizar movimentos mais rápidos, não possuem a mesma eficiência, frustrando o jogador que precisa realizar toda a perseguição novamente em um claro sistema de tentativa e erro.

No geral a estrutura funciona bem, oferecendo ao jogador a tensão da narrativa e o medo do desconhecido, ao explorar um local tão macabro e cheio de tentativas para te levar ao limite da sanidade.

Gráficos e Som

Os ambientes de Layers of Fear 2 são impressionantes, cheios de detalhes, efeitos de cores e sombras que funcionam muito bem para dar aos jogadores a sensação de medo e desconforto com aquela experiência macabra pelo desconhecido. O estúdio Bloober Team sabe usar com maestria cada cômodo para dar ao jogador uma real sensação de medo e incômodo, dentro daquela experiência misteriosa e cheia de nuances.

O desempenho segue estável em todos os momentos, mesmo durante as sequências de perseguição, e eu não presenciei quedas de framerate ou travamentos.

O som é um grande ponto positivo para Layers of Fear 2, pois o jogo é genial em trazer seu clima opressor com sons de todos os tipos, sejam eles sussurros, ranger de portas e do chão, barulhos altos para te assustar do nada e até mesmo um silêncio brutal, que traz ainda mais o clima de suspense para a trama. Essas sensações passam exatamente o sentimento de ser levado ao limite não apenas por uma situação física, mas principalmente por circunstâncias psicológicas, pois você nunca sabe de onde pode vir a próxima ameaça. Jogue com fones de ouvido, pois a experiência será incrível.

A voz do narrador, vinda do excêntrico diretor do tal filme, também oferece um clima único, como se ele fosse um ser onipresente e com total poder sobre a existência do seu personagem. Cada palavra é, ao mesmo tempo, aterrorizante e deliciosa de ouvir. O jogo está totalmente legendado em português do Brasil, o que ajuda na tentativa de entender um pouco de toda aquela trama bizarra.

Opinião

Layers of Fear 2 segue a tradição do seu antecessor e oferece uma experiência realmente imersiva. A narrativa atiça a curiosidade do jogador, que busca a todo momento tentar entender o que diabos está acontecendo ali, e toda a atmosfera audiovisual criada ao seu redor ajuda de forma brilhante a trazer o sentimento de opressão, medo e até mesmo melancolia que o título pretende levar com seu terror psicológico.

A jogabilidade funciona bem no geral e o desempenho do jogo é bem instável o tempo todo. A adição de uma criatura nos perseguindo trouxe uma mecânica adicional ao pacote, mas tira um pouco do foco no psicológico e apela para o que já existe nos demais jogos do gênero, mas não atrapalha a imersão de uma forma geral.

A série segue oferecendo uma experiência interessante para os jogadores, sejam eles fãs ou não do gênero do terror.

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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