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Uma das grandes vantagens dos games é poder se reinventar a todo momento. O poder de fazer novamente, melhorar e escrever novas histórias, leva o jogador a muitos lugares, tempos e realidades. Os jogos não possuem limites, eles vão aonde o cinema não consegue se arriscar. Afinal algumas obras se tornam intocáveis e de maneira alguma o autor recebe a liberdade de poder alterá-la.

A franquia Wolfenstein voltou ao foco quando a nova versão trouxe uma nova estética e um gameplay moderno, mas preservou alguns elementos dos jogos clássicos de FPS, onde o jogador não recupera a vida, se escondendo, por exemplo. Ele recupera a vida catando os primeiros socorros e armaduras no chão. Só esses pequenos elementos já trouxeram um grande diferencial para os jogos mais modernos, que já estavam bem saturados.

Após dois ótimos jogos, será que o novo Wolfenstein: Youngblood cumprirá o que o seu antecessor fez? E ainda trazendo grandes mudanças na maneira de jogar?

AS GÊMEAS TERRÍVEIS

Um dos maiores legados que a franquia Wolfenstein poderia deixar é o seu protagonista B.J Blazkowicz, que agora possui duas filhas que carregam o seu temperamento, que é calmo mas ao mesmo tempo usa a força quando é preciso.

As “Gêmeas Terríveis” como são apelidadas, possuem o mesmo empenho do pai para matar Nazistas. Elas foram treinadas pelo próprio B.J., mas um treino muito breve, afinal o seu maior treinamento acontecerá durante Wolfenstein: Youngblood.

As Gêmeas Terríveis causam estrago por onde passam.

O jogo começa com uma breve ilusão de paz, na qual ele acham que poderiam viver daquela maneira. Só que B.J. não mudou e continua o mesmo de sempre, ele então some sem deixar rastros e cabe a suas filhas encontrá-lo. O jogo te leva para uma Paris dos anos 80, dominada pelos Nazistas. Cheia de referências da cultura Pop, o que tem influência direta nas irmãs, que são tão loucas quanto seu pai.

Rapidamente ao jogar algumas missões, elas já começam a ser temidas, reconhecidas pelo apelido. Isso é algo legal, pois incorpora o jogador dentro da evolução dos personagens.

UM NOVO TIPO DE WOLFENSTEIN

Como disse anteriormente, Wolfenstein: Youngblood trouxe algumas mudanças importantes para a série. Alguns vão gostar, outros não. Acredito que vai depender muito das vendas dos jogo para que as mudanças permaneçam, ou não, na franquia.

Começando pelo novo sistema de Incursão, que traz um jeito diferente de jogar, pois agora o jogador tem algumas missões que exploram a dificuldade e o trabalho em equipe. Claro que mesmo jogando com a IA é possível finalizar o jogo sozinho, ela vai te ajudar com facilidade a passar por diversas situações, ou seja, ela vai te ajudar a reviver.

Jogando em dupla, o jogador pode convidar um amigo para jogar, e até mesmo se ele não tiver o jogo. Mas para isso é necessário ter a versão mais parruda de Wolfenstein: Youngblood. Você também pode deixar sua sessão em aberto, para que um jogador aleatório entre na sua partida.

Paris está linda nesse jogo.

Essas incursões forçam o jogador a completar missões secundárias, para então se preparar para um desafio mais complexo. Só que isso quebra um pouco o ritmo da narrativa ao obrigar o jogador a completar as missões secundárias. Pego por exemplo, The Witcher III e Assassin’s Creed: Odyssey que fazem uma ótima mistura envolvendo sub tramas no roteiro, fazendo o jogador ganhar level sem ser algo forçado, e quando ele se dá conta já chegou ao nível necessário para passar daquela missão.

Uma outra forte inspiração foram os shooters de MMO, como Destiny e The Division que além das famosas incursões, trazem eventos diários, semanais e missões especiais. Esse tipo de conteúdo faz com que o jogador volte ao jogo com frequência mesmo após completar a campanha.

Voltando a falar das incursões, elas possuem chefes e alguns objetivos bem simples para se concluir. Acredito que faltou um pouco mais de capricho nesses objetivos.

UMA HISTÓRIA COM POUCO CONTEÚDO

Wolfenstein: Youngblood trouxe uma narrativa que oscila entre o ótimo e o básico, deixando um ar de quero mais. Com vilões que foram explorados brevemente e uma trama que tem seus momentos, mas que carece de mais conteúdo narrativo. Existem documentos, áudios e outros coletáveis que complementam a história, mas quem nos dias de hoje não agregam tamanha curiosidade. O melhor seria inserir esses conteúdos dentro do gameplay, com missões mais complexas.

Claro que o jogo possui um importante arco que agrega mais conteúdo aos personagens da franquia, e traz certos apontamentos para o que ainda pode surgir no futuro.

UM MISTO DE SHOOTER COM RPG

Uma das grandes mudanças que o novo Wolfenstein: Youngblood incorporou para a franquia foi trazer pitadas de RPG, unidas ao gameplay de Shooter em primeira pessoa. Agora temos uma árvore de habilidades e uma seção inteira para fazer upgrades bem detalhados e que alteram boa parte da jogabilidade. Esses upgrades possuem grande influência na sua experiência de jogo. A customização é bem ampla, que vai desde as armas a até mesmo os trajes que as irmãs vestem.

Escolha o melhor upgrade para sua arma.

Alguns inimigos são vulneráveis a certos tipos de armas, então você sempre deve recorrer a essa vantagem para fortalecer seus equipamentos. Alguns acessórios aumentam dano, já outros aumentam a precisão, por exemplo. Escolha o que mais facilitará a sua jornada.

Já os poderes vão de acordo com o seu jeito de jogar, quem gosta de jogar na surdina pode optar por fortalecer esse aspecto primeiro.

GRÁFICOS E SOM

Os gráficos de Wolfenstein: Youngblood são o ápice da franquia, com ótimos efeitos de iluminação e sombras. Durante minha jogatina, mesmo com muitos inimigos na tela, não tive problemas de queda de frames. Paris é um lindo cenário, trazendo inúmeras edificações, mas com o charme que só essa bela cidade possui.

O jogo traz uma excelente dublagem em nosso idioma, trazendo uma linguagem de acordo com a época em que o jogo se passa. Pra quem gosta do áudio original, temos legendas em português também.

As músicas remetem a época em que se passa o jogo, com uma trilha sonora muito boa. Um ponto negativo são algumas falhas sonoras, pois em que alguns trechos o som fica ausente. Algo que pode ser corrigido em uma futura atualização.

OPINIÃO

Algumas mudanças trouxeram ótimas idéias para a franquia, mas sinto que a história foi mais fraca que os jogos anteriores. Faltou um certo brilho nas missões principais, algo que pode ser corrigido em um próximo jogo. Até tiveram alguns momentos marcantes, mas a diferença é bem grande em relação aos jogos anteriores.

As incursões são bem divertidas e são o grande destaque do jogo, melhor ainda se jogar em dupla, afinal o jogo traz uma dificuldade acima da média. Com inimigos que dão um certo trabalho para eliminar.

Os gráficos são top de linha e trazem o que há de melhor na franquia. A dublagem esá perfeita, com um ótimo trabalho de localização e entendimento do roteiro. A jogabilidade também se apresenta muito boa, com uma engine que se desenvolve muito bem. As armas fazem um grande estrago e possuem barulhos característicos.

Eu como fã da franquia gostei de algumas mudanças, mas recomendaria pra quem gosta de jogar em cooperativo ou é muito fã da série mesmo.

Entenda nossas notas.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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