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Anunciado em março deste ano, RAD é o mais recente trabalho da Double Fine, o estúdio que foi recentemente adquirido pela Microsoft, e que mostra sua visão de um mundo pós apocalíptico no melhor estilo rogue-like.

Restaurando a Terra

RAD se passa em uma realidade alternativa, onde a guerra nuclear nos anos 1980 acabou dizimando quase toda a população. Bem quando a humanidade começava a se restaurar, BOOM! O apocalipse acontece novamente. Isso aconteceu quando uma segunda civilização, conhecida como Reparadores, tentavam restaurar o ecossistema dizimado pelas bombas nucleares. Porém, em algum momento as coisas deram errado e os Reparadores acabaram sumindo da face da Terra.

Todo dia um 7 a 1 diferente (1 sucesso para 7 falhas)

Essa ao menos é a história contada pelo Ancião, figura misteriosa que cuida de um de sobreviventes. Quando a energia do nosso lar começa a acabar, o Ancião incube um jovem a missão de buscar uma nova fonte de energia. Todavia, a Terra não é a mesma que conhecemos. A radiação mudou drasticamente todo o seu meio ambiente e ainda é nociva aos seres humanos. Então, o Ancião usa o poder de uma relíquia deixada pelos Reparadores que possibilita nosso personagem absorver a radiação e ganhar pontos de RAD.

Uma Terra muito mais colorida

A história criada pela Double Fine é intrigante. Por mais que não seja o foco principal do jogo, ela consegue instigar a curiosidade do jogador. Afinal, quem foram os Reparadores? Por que sumiram após falharem na restauração da Terra? Quem é o Ancião? Estaria ele contando a verdade? Perguntas que são respondidas conforme vamos explorando cada cantinho de um mundo decaído.

RADiação do bem

Quando falamos em efeitos da radiação no corpo humano, podemos lembrar de alguns desastres registrados na história. Chernobyl, Hiroshima e até do Césio-137 em Goiânia. O que todos estes acontecimentos tem em comum são os efeitos nocivos da grande quantidade da radiação em seres humanos, que é a morte. Mas no caso de RAD, a radiação em excesso funciona de forma benéfica, graças a ajuda dos Reparadores.

Meu campeão

Nosso personagem consegue transformar o corpo conforme adquire mais radiação. E isso ocorre de uma maneira bem… excêntrica. Lembram de casos de heróis de quadrinhos que sofreram com ação da radiação e acabaram ganhando poderes? A coisa é bem parecida em RAD. Nosso personagem sofre uma mutação física que proporciona novas habilidades. Que tal uma visão de raio X, para identificar objetos escondidos? Resistência ao fogo ou veneno? Porém, algumas mutações são mais agressivas. Pode ser que você ganhe asas. Um braço flamejante que solta bolas de fogo. Ou seu cérebro pode saltar para fora de sua cabeça e ganhar o poder de controlar mentes.

E como ganhamos estes tais pontos de RAD? É bem parecido com os RPGs. Há uma barra que vai sendo preenchida conforme você mata inimigos ou purifica algumas áreas. A barra encheu, nosso personagem ganha uma nova mutação. E assim o processo se repete.

Essa salada que ocorre com nosso personagem vai ajudar, e muito, nessa jornada. Afinal de contas, o jogo é um rogue-like, que vamos falar mais no próximo tópico.

A curiosidade matou o gato

RAD premia aqueles que são curiosos, e que vasculham cada cantinho do mapa. Seus cenários são gerados proceduralmente, logo, o jogador nunca encontrá os mesmos inimigos, itens e NPCs em um ambiente. Assim, o jogador que explora bem o cenário ganha mais pontos de RAD, pois mata mais inimigos e tem a chance de encontrar itens valiosos.

As vezes a gente ganha, as vezes perde. Faz parte…

Outro bom motivo para desbravar este mundo apocalíptico é o fato do jogo ser recheado de segredos. Os cenários são repletos de objetos deixados pelos Reparadores. Tomos com registro de suas atividades. Máquinas que geram mutações instantâneas. Aliás, muitos desses objetos não tem um manual, deixando com que o jogador descubra por si só como usá-los.

No entanto, tudo tem seu preço. E este pode ser bem alto. Imagine que assim como você pode ter sorte e achar bons itens, o contrário pode ocorrer. Você pode se deparar com um miniboss. Abrir um baú com armadilhas. Ou então, a máquina que gera mutação pode apresentar defeito e seu personagem acabar com uma anomalia indesejada. E, para piorar, se seu personagem morrer você volta para o início do jogo. Isso mesmo, todo progresso vai para o espaço.

A radiação e seus efeitos inesperados

O mais engraçado que tudo isso você aprende na prática. A Double Fine deixou apenas as dicas mais básicas do jogo na tela de carregamento. De resto, você precisa se virar nos 30 para aprender. Isso acaba ajudando a tornar cada jornada uma experiência única.

De volta aos anos 1980

Como já mencionado, a civilização de RAD teve seu desenvolvimento interrompido nos anos 1980. Obviamente, toda cultura daquele período se faz presente no jogo. Começando pela explosão de cores que temos na tela. O mundo parece ter virado uma danceteria, com luzes neon e um arco-íris de cores vibrantes.

Vai um neon aí?

Os personagens disponíveis parecem ter saído direto de filmes como Grease ou do clipe Thriller. Jaquetas igualmente coloridas, black power e um bastão de baseball. Isso vale também para os NPCs que encontramos pelo caminho. Até o dinheiro do jogo, a “moeda corrento“, entrou no clima, e é representada por fitas e disquetes. Já a trilha sonora é repleta de solos de guitarra e sintetizadores. 

Quem é fã dessa época certamente curtirá as referências.

Opinião

RAD traz uma visão bem diferente do que estamos acostumados de um apocalipse. Bem colorido, o jogo diverte graças as excêntricas mutações desenvolvidas pelo personagem e sua jogabilidade amigável. Não será difícil se ver jogando várias vezes para testemunhar a descoberta de uma nova mutação ou um novo segredo de seu mundo. Como de praxe da Bandai Namco, o jogo está todo legendado em nosso idioma.

Em contra partida, muitos se frustrarão ao perder todo seu progresso e ter de recomeçar do zero. A experiência pode tornar-se repetitiva e causar desinteresse pela conclusão do jogo.

Entenda nossas notas.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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