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Lançado no início de 2019, Fell Seal: Arbiter’s Mark é um RPG de estratégia em turnos produzido pela 6 Eyes Studio. O jogo é claramente inspirado em clássicos como Final Fantasy Tactics e Ogre Battle, com batalhas e um enredo bem elaborados. Confira abaixo nossas impressões.

O Conselho dos Imortais

Fell Seal: Arbiter’s Mark conta a história de sete guerreiros que uniram forças para acabar com um mal que assolava seu mundo, Teora. Ao derrotar a fonte deste mal, os guerreiros adquiriram grandes poderes e o dom da imortalidade. O grupo de heróis então criou um Conselho, jurando proteger seu mundo de qualquer mal por toda a eternidade. Porém, esse mundo era muito vasto para que apenas sete integrantes pudessem resolver todos os seus problemas, e então o Conselho começou a recrutar mortais para realizarem suas tarefas, criando a Ordem dos Mediadores. Enquanto os Imortais cuidam apenas da parte política, os Mediadores representam a autoridade absoluta, sendo júri, juízes e executores.

Conselho dos mandachuva

Muitos anos depois, somos apresentados a Kyrie e seu grupo de Mediadores. A capitã fazia uma patrulha de rotina com seus recrutas, quando flagram um assassinato. O grupo então captura o assassino, um nobre conhecido como Alphonse, e o levam para julgamento. Para surpresa de todos, Alphonse é inocentado de seus crimes e, para complicar ainda mais as coisas, sai como um Marcado de seu julgamento. Marcados são aqueles que recebem a marca de um Imortal, para então suceder seu lugar no Conselho.

Apesar do Conselho ser formado pelos membros originais, há a possibilidade de um Imortal aposentar-se, deixando seus deveres a um sucessor. Quando um mortal é marcado, seu status coloca-o acima da lei comum, onde apenas outros Marcados podem julgá-lo. Logo, Kyrie e seus amigos se veem de mãos atadas, sem entender como um assassino poderia tornar-se um Marcado. Há algo de errado no Conselho dos Imortais. Os longos anos no poder parecem ter corrompido seus membros. 

Começando nossa aventura

Mas paremos por aqui. Essa é apenas a ponta do iceberg preparado pela 6 Eyes Studio. O desenrolar da trama de Fell Seal: Arbiter’s Mark promete muitas reviravoltas, muitos jogos de interesse, e a volta de um antigo mal. No meio deste turbilhão estão nossos heróis. que farão de tudo para impedir a ascensão dos vilões, assim como manter a justiça.

Xeque-mate

Como mencionado na introdução desta análise, Fell Seal: Arbiter’s Mark bebe da fonte dos clássicos RPGs por turno, tendo como exemplo Final Fantasy Tactics e Ogre Battle. Aqueles que já jogaram esses títulos, ou qualquer outro jogo do gênero, se sentirão bem familiarizados. Na verdade, Fell Seal traz alguns elementos interessantes que aumentam ainda mais o leque de estratégia dos jogadores.

Em sua essência, as batalhas funcionam como um jogo de xadrez. Você tem seus personagens, que funcionam como peões, e você deve derrotar os peões inimigos. Dependendo da classe, a unidade terá um número de casas em que pode mover-se ou realizar uma ação. Cavaleiros, por exemplo, precisam estar ao lado de uma unidade inimiga para poder atacar. Já o arqueiro pode atacar a distância, contanto que seu alvo esteja dentro do raio de ação.

Xeque-mate!

Entretanto, um fator que deve ser levado em consideração é o tipo de terreno em que a batalha acontece e os atributos de suas unidades. Vejam bem, isso é algo que já acontece em outros jogos do gênero, mas a 6 Eyes Studio conseguiu da uma aprimorada neste aspecto. Por exemplo, algumas classes não conseguem mover-se por terrenos alagados. Você confere ao verificar se há um símbolo que lembra um pé de pato no status do personagem em questão. Se, por ventura, este personagem for jogado propositalmente na água, ele morrerá afogado. Algo parecido acontece também no caso de terrenos elevados. Empurre uma unidade de um terreno alto e ela sofrerá um dano crítico.

O destaque da batalha ganha bônus de pontuação

Por isso, as batalhas conseguem ser ainda mais desafiadoras em Fell Seal: Arbiter’s Mark. A IA de seus inimigos fará uso de todos os recursos disponíveis para derrotá-lo. É preciso atenção para não cair na própria armadilha (eu caí várias vezes). Cada movimento de seu personagem deve ser minimamente calculado, para que você saia com a vitória.

Observando e aprendendo

Uma das mecânicas que merece destaque em Fell Seal: Arbiter’s Mark é o gerenciamento de classes do jogo. Ele conta com diversas classes, mas a maioria está bloqueada no início. O interessante mesmo é a forma como o jogador desbloqueia essas novas classes.

Cada unidade sua possui uma classe base e uma sub-classe. A classe base você evolui da forma mais clássica, derrotando inimigos e ganhando experiência. Já a sub-classe, sua unidade aprende observando uma outra unidade aliada de classe diferente. Parece meio confuso, não? Inicialmente, sim. Mas depois que você aprende como funciona, aí que fica divertido.

Várias árvores de habilidades para explorar

Você possui um bruxo, uma reparadora (ou curandeira), um cavaleiro e um patrulheiro. Cada um com suas habilidades únicas. Conforme essas quatro unidades lutam juntas no mesmo campo de batalha, elas vão aprendendo habilidades de sua classe e da classe de seu companheiro. Um bruxo que inicialmente possui magias elementais, pode acabar técnicas de combate de cavaleiro. Ou um cavaleiro aprendendo técnicas de cura. Assim, novas classes são desbloqueadas, como paladinos, médico da peste, assassino, entre muitas outras. Você pode mudar a classe do seu personagem para uma nova contanto que possua os requisitos necessários. Exceto no caso de classes exclusivas de personagens, como a protagonista Kyrie.

Uma infinidade de classes

É uma forma interessante de “forçar” o jogador a realizar um rodizio de classes. Você pode planejar novas abordagens. Você desbloqueia só uma classe, com novas habilidades ainda mais poderosas para suas unidades. Logo você se vê liberando todas as classes.

Gráficos e áudio

Visualmente, Fell Seal: Arbiter’s Mark possui uma apresentação decente. O destaque fica por conta do desenho do perfil dos personagens, que parecem pinturas. Os cenários também são repletos de detalhes, desde seu mapa-múndi até os campos de batalha. Em contrapartida, os “bonecos” de seus personagens são bem genéricos, caindo um pouco a qualidade da direção artística.

Cenários são muito bem trabalhados

A trilha sonora cumpre bem seu papel. Bater de martelos, espadas cortando, flechas zunindo. Tudo isso com belas melodias ao fundo. Seu campo de batalha sempre será animado.

O jogo é legendado em pt-br, até por que não há comunicação oral, apenas caixas de texto. Infelizmente, há alguns erros na gramática, como concordância verbal e/ou gênero. Parece ser algo recorrente entre desenvolvedores indies quando procuram localizar seus jogos para o nosso idioma.

Opinião

Os fãs de RPG táticos não podem perder esta pequena pérola escondida que é Fell Seal: Arbiter’s Mark. Uma história intrigante, batalhas muito bem elaboradas e mecânicas que trazem novos ares ao gênero, podem agradar também quem nunca se aventurou por esse gênero de RPG. Isso mostra o exemplar trabalho da 6 Eyes Studio. Detalhe interessante, o jogo foi produzido por apenas duas pessoas!

Apesar do sistema de gerenciamento de classes ser um pouco confuso inicialmente, e dos erros de tradução, são detalhes que não atrapalham na ótima qualidade do jogo.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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