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Quando Darksiders Genesis foi revelado, muitos ficaram com medo, pois mesmo que a franquia seguisse se reinventando a cada jogo, o estilo isométrico era bastante audacioso. Ainda assim, a expectativa foi criada, já que seria um spin-off canônico (oficial) que serviria como um prólogo para os jogos já lançados, onde temos a estreia do aguardado Cavaleiro Strife, que junto com War iriam atrás de Lúcifer, que estava colocando em prática um sórdido plano para destruir o Equilíbrio.

Além disso, o jogo foi desenvolvido pelo estúdio Airship Syndicate, que é formado por membros que eram da Vigil Games, responsáveis pelos dois primeiros jogos de Darksiders, o que traz uma bagagem imensa de conhecimento do universo da franquia, tanto sobre sua história, quanto sua jogabilidade.

Será que essa nova aposta para mostrar o mundo de Darksiders deu certo? Vamos conferir nessa análise.

História

A trama de Darksiders Genesis nos leva a uma caçada por Lúcifer, que começou uma cruzada recrutando os lordes do inferno para destruir o Equilíbrio. Para conter essa séria ameaça, o Conselho envia dois dos seus quatro Cavaleiros para cumprir seu papel, que é o de manter o Equilíbrio, e para isso eles terão que se aventurar pelo inferno. Os dois Cavaleiros escolhidos são Strife, que faz sua estreia como personagem jogável na franquia, e War, o famoso protagonista do primeiro jogo.

Já na cena de introdução, vemos como a escolha dos dois Cavaleiros foi certeira. Strife segue uma linha mais irreverente, que contrasta perfeitamente com toda a seriedade de War. Se por um lado Strife cumpre suas ordens, mas sempre questiona se estão fazendo o certo mesmo, por outro lado temos War que é um guerreiro que cumpre suas ordens sem questionar, sempre relembrando seus papéis e o dever de manter o Equilíbrio do mundo. O mais legal é que conforme os diálogos acontecem, e a história avança, podemos sentir que um está tendo algum impacto no outro, e que a proximidade também está fortalecendo os laços que os unem, já que eles se consideram como irmãos.

Os diálogos são deliciosos de acompanhar, sejam os momentos mais leves e engraçados de Strife, que certamente te farão rir, ou os mais sérios de War, que te fazem pensar sobre muitas coisas acerca do mundo de Darksiders. Toda essa dinâmica traz um brilho essencial para a trama, que ainda nos delicia com personagens já conhecidos de outros jogos e que agora podemos conhecer mais um pouco sobre eles.

A história, com seus 16 capítulos, segue bem e é gostosa de acompanhar, conseguindo te prender até o fim, dando um gancho bem interessante para o que vemos nos jogos já lançados da franquia, o que enriquece muito o universo de Darksiders.

Jogabilidade

Apesar de trazer um estilo de jogabilidade bem diferente, já que Darksiders Genesis se aventura pelo isométrico, trazendo toques de Torchlight, Diablo e Path of Exile, a Airship Syndicate conseguiu manter a alma da série com um gameplay recheado de ação, além de habilidades e armas icônicas da franquia. Dessa forma, nos sentimos dentro de um projeto novo, que ousa em um novo estilo, mas sempre estamos conectados com o tom familiar de Darksiders.

O jogo nos oferece uma série de habilidades, combos e melhorias que transformam a jornada. Alguns deles são ganhos durante a progressão na campanha, outros podem ser encontrados escondidos nos mapas, ou simplesmente caindo dos inimigos derrotados. São melhorias para sua barra de fúria ou vida, novas habilidades para expandir o poder de fogo de Strife e War, ou os Cernes que são inseridos na árvore de habilidades e adicionam interessantes efeitos passivos aos personagens. Esses Cernes podem ser potencializados conforme encontramos outros iguais a eles, o que incentiva a matança infinita de inimigos para maximizar o poder dos Cavaleiros. Além, é claro, da obtenção de almas, pois a já conhecida moeda de Darksiders está presente para você comprar itens e melhorias com um certo comerciante.

Dentre os 16 capítulos de Darksiders Genesis existem alguns que são totalmente dedicados a luta contra um boss, mas a maioria deles é focada na exploração de mapas que alternam entre trajetos lineares e outros mais abertos, onde precisamos invocar os amados cavalos para facilitar a movimentação e assim encontrar segredos e áreas secretas, como um bom Darksiders deve ter. Os cavalos seguem tendo função no combate, mas o jogo brilha mesmo é no combate com os Cavaleiros em solo, onde podemos alternar entre a pancadaria corpo-a-corpo de War, ou estratégia das pistolas de longo alcance de Strife.

O combate de Darksiders Genesis é delicioso, e conforme vamos abrindo novas habilidades e maximizando os Cernes, tudo vai se tornando ainda mais divertido, e ficamos com sede de encontrar inimigos e colocar esse pacote de possibilidades de batalha em ação. Os comandos funcionam bem e sua simplicidade faz com que o sistema de combate brilhe ainda mais, deixando o jogador no comando da ação.

Assim como nos jogos anteriores, Darksiders Genesis traz elementos metroidvania, então muitas áreas de capítulos iniciais terão partes que não poderemos explorar naquele momento pela falta de alguma habilidade ainda não adquirida. Conforme vamos expandido o nosso arsenal de habilidades, o jogo te incentiva a voltar em capítulos iniciais para saber o que havia nessas áreas até então não exploradas. E o sistema de voltar é bem simples, basta selecionar o capítulo e refazê-lo. Você também pode optar em aumentar a dificuldade, já que está acima do nível daquela região. Dessa forma, o fator replay é altíssimo, não só por causa dessas novas áreas para conhecer, mas também pela busca de itens para melhorar os personagens.

O jogo também traz diversos puzzles, que é uma das marcas registradas da série. Alguns são bem simples de resolver e outros requerem mais atenção. No geral, eles são claramentes feitos para fazer o jogador pensar um pouco, mas nada tão complexo que possa quebrar a ação.

Mas não é só de capítulos de história que vive Darksiders Genesis, pois o jogo ainda tem uma divertida Arena, onde o jogador pode colocar suas habilidades em prova contra 10 hordas de inimigos, que aumentam de dificuldade conforme se sobre o nível da Arena. Esse conteúdo serve para adquirir itens de melhoria, além de outras recompensas para maximizar o poder dos seus personagens.

Por fim, não pense que os inimigos estão no mundo de Darksiders Genesis só para ser saco de pancadas dos Cavaleiros, pois eles oferecem um bom nível de desafio. Existe uma boa variação de inimigos, e cada um deles possuem suas habilidades próprias, o que deixa o combate sempre interessante.

Aventura cooperativa

Uma das grandes mudanças que Darksiders Genesis trouxe foi a possibilidade de jogar toda a aventura com um amigo, já que o jogo permite o co-op online ou local. Um jogador fica no comando de Strife e o outro no de War. Lembrando que caso não tenha um amigo para jogar junto, o jogo permite que quando sozinho você alterne instantaneamente entre os dois personagens, sem complicações.

Essa adição caiu como uma luva, já que os jogos com estilo isomêtrico possuem como característica incentivar a cooperação entre amigos para limpar masmorras em busca de melhorias, e como isso também faz parte da estrutura de Darksiders Genesis, o co-op não só foi um recurso natural como funciona muito bem, trazendo dinamismo para o combate e para os puzzles.

Mas não pense que com o co-op o jogo se torna mais fácil, pois tanto o combate quanto os puzzles são adaptados para o número de jogadores da sessão, oferecendo uma padrão para a jogatina solo e outro para a cooperativa. Para chamar um amigo também é bem simples, basta encontrar uma pedra de invocação que fica em pontos do mapa.

Gráficos e Som

Para a apresentação visual, a Airship Syndicate trouxe todo o seu estilo caraterístico, que vimos em Battle Chasers: Nightwar, mas sem tirar a essência e a alma de Darksiders. Os personagens possuem os seus já consagrados estilos físicos, assim como suas personalidades, e isso foi mantido tanto para os dois protagonistas, quanto para todos os outros personagens que surgem durante a história.

Os ambientes estão muito bem desenvolvidos, cada um com seu estilo próprio e único, o que nunca deixa a exploração enjoativa, já que sempre existe algo para descobrir. Os efeitos das habilidades na tela também são incríveis, oferecendo um belo espetáculo durante os combates. Os inimigos também não ficam para trás, e trazem estilos próprios, com destaque para os chefões que são muito bem apresentados e inseridos na trama.

A parte sonora de Darksiders Genesis é outro deleite para os fãs. As vozes são as originais dos jogos já lançados, o que traz uma imersão sem igual para o que vemos na tela. Além disso, as canções dos mapas, dos combates e da exploração funcionam muito bem, potencializando ainda mais nossa jornada por aquele mundo. O jogo está todo com menus e legendas em português do Brasil, o que proporciona o total entendimento, não só da história, como também das mecânicas do jogo. A legenda perde sincronia em diversos momentos, talvez pela escolha da fonte, mas ainda assim não é nada que prejudique a leitura.

Mas nem tudo são flores, pois Darksiders Genesis apresenta muitos bugs, principalmente na jogatina cooperativa, alguns deles tornam o jogo injogável em algumas partes. Em diversos momentos, eu ou meu irmão não conseguíamos dar procedimento em um puzzle, pois não conseguíamos interagir com os objetos. Não adiantava trocar de personagem, pois a mecânica não ativava. Muitas vezes era necessário reiniciar o jogo para refazer o trajeto, mas em muitas vezes era necessário avançar sozinho para poder achar uma maneira de reiniciar o co-op. Em outros casos surgiam barreiras invisíveis ou buracos, que nos colocava em um loop infinito de morte, ou caindo em baixo do mapa. Isso sem falar de erros de salvamento, que nos fez ter que refazer um mapa inteiro para conseguir avançar na história juntos.

Foram momentos frustrantes, onde só não desanimamos, pois estávamos curiosos com a história, e estávamos nos divertindo com a jogabilidade.

Opinião

Darksiders Genesis é um deleite para os fãs, com uma trama que traz acontecimentos importantes, adiciona novas informações e ainda agrega personagens já conhecidos dos outros jogos, onde podemos conhecer mais sobre eles. Isso tudo recheado com uma jogabilidade divertida e cheia de ação, oferecendo um pacote que faz os veteranos se sentirem em casa, e que certamente atiça a curiosidade dos novatos em saber mais sobre o que acontece a seguir com a história.

Os bugs que o jogo apresentou foram desanimadores, mas não conseguiram tirar o brilho do jogo como um todo, que mesmo com os seus problemas, eu me mantive conectada com seu mundo até o final.

Entenda nossas notas.

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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