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Quando Ori and The Blind Forest foi lançado em março de 2015, o mundo foi surpreendido por um jogo magnífico e que beirava a perfeição. A Moon Studios surgiu do nada, mas com a parceria estabelecida com a Microsoft teve os recursos e apoio necessários para criar o jogo que sempre sonharam. E agora chegou a vez de mostrar a evolução do seu belíssimo universo com Ori and the Will of the Wisps, que chega para nos agraciar com uma jornada audiovisual exuberante, uma narrativa emocionante e uma jogabilidade desafiadora.

Tudo parece bem familiar com o primeiro jogo, mas rapidamente podemos sentir uma evolução em tudo que vemos na tela. O espetáculo de som e gráficos está ainda mais impressionante, a jogabilidade possui mais elementos e a história te cativa desde o seu prólogo. Se no primeiro jogo Ori era um pequeno e vulnerável ser, em Will of the Wisps ele aparece mais crescidinho e o jogo evolui junto com ele.

Uma nova jornada emocionante

Um dos pontos marcantes da série Ori é a sua história, que sempre nos carrega para uma espiral de sentimentos fortes, e no novo jogo isso não seria diferente. Ori and the Will of the Wisps continua os acontecimentos de Blind Forest, onde Ori e sua família estão ajudando Kun, um filhote sobrevivente de Kuro, o grande antagonista do primeiro jogo. Kun está com dificuldades de voar, pois nasceu com uma grave deformação em uma das asas, mas sua nova família está fazendo de tudo para ajudá-lo. Quando descobre uma forma de fazer isso, Ori e Kun voam juntos pela primeira vez, mas uma tempestade inesperada, e sinistra, faz com que os amigos caiam na Floresta de Niwen. E assim começa a nossa jornada junto com Ori em busca do seu amigo Kun.

Durante nossa jornada iremos conhecer também os habitantes desse novo local, pois diferente do primeiro jogo temos uma série de personagens para conhecer, e que enriquecem muito a narrativa e expandem nosso conhecimento de Niwen. Eles nos introduzem novas informações conforme avançamos na trama e são parte importante na nossa aventura, criando um belo vínculo de amizade e confiança com Ori. O pequeno personagem não só se compromete em encontrar seu amigo, mas também em ajudar aquele povo, que está sofrendo com a Degradação, uma espécie de corrupção que está destruindo toda a beleza e vida de Niwen. Uma das grandes ameaças para a floresta se trata do sinistro e colossal pássaro conhecido como Grito, que amedronta a todos por onde passa, e parece ter influência em todo o clima sombrio que envolve o lugar. Então enquanto procuramos por Kun também vamos ajudá-los nesses tempos dificeis.

Conforme vamos desvendando os mistérios desse novo lugar o senso de urgência só cresce, tudo isso enquanto somos bombardeados com acontecimentos chocantes e dramáticos, mas sempre com espaço para belas lições sobre amizade e inclusão social. Sim, Will of the Wisps traz toda aquela carga emocional do primeiro jogo, e você vai se emocionar em diversos momentos. Mas tudo isso é feito sem apelação, e com uma grande sensibilidade, que faz com que a nossa experiência seja inundada com uma imersão sem igual, pois nos sentimos parte daquela jornada e queremos muito ajudar aqueles personagens.

A inclusão dos novos personagens também trouxe missões secundárias que enriquecem o mundo do título, pois elas não foram adicionadas apenas para aumentar a duração do jogo, mas incentivam a exploração do mapa e adicionam informações importantes sobre o povo e a história de Niwen. Elas fazem com que o mapa pareça vivo e são uma boa desculpa para voltar em áreas iniciais.

A jogabilidade cresceu junto com nosso querido Ori

Ori and the Will of the Wisps mantem a estrutura do jogo anterior, mas mostra que cresceu junto com seu protagonista, oferecendo mais recursos para uma jornada mais vasta e com mais perigos. Ele segue sendo um jogo com grandes desafios de plataforma, requerendo habilidade e precisão do jogador para passar por trechos que ficam cada vez mais complicados e com mais elementos, fazendo com que usemos, com criatividade, cada nova habilidade adquirida. Não se deixe enganar pela aparência fofa da série Ori, pois ele continua bem desafiador, e te leva ao limite mais uma vez.

Para a alegria dos jogadores, a Moon Studios continua muito competente na execução da jogabilidade, e os comandos são precisos tanto para o combate quanto para as travessias de plataforma, deixando a experiência ainda mais agradável. Muitos jogos plataformas pecam nessa precisão, frustrando o jogador, mas Ori está longe de ser um jogo com esse resultado. Existem diversos trechos no jogo onde precisamos correr contra o tempo, dentro de um percurso cheio dos mais variados e complexos obstáculos que oferecem um nível bem alto de desafio, testando a habilidade do jogador ao máximo. Você vai falhar, mas isso é uma questão de memorizar o trajeto, e não por causa de comandos mal desenvolvidos. Will of the Wisps é extremamente competente em sua jogabilidade, o que incentiva ainda mais o jogador a se aventurar pelo seu mundo.

Outro fator que melhorou foram os combates. Além dos inimigos espalhados pelos mapas, e que se tornam cada vez mais agressivos e desafiadores conforme avançamos na história, Ori and the Will of the Wisps ainda adiciona eletrizantes lutas contra bosses, que requerem grande entendimento não apenas das habilidades de ataque, mas também dos seus talentos de plataforma, conferindo um grande desafio, além de um belo espetáculo na tela. Quanto a variedade dos inimigos, ela é muito boa, e não apenas em seus tipos, mas também nas habilidades que usam. Muitas vezes nos vemos em combate com diferentes tipos de inimigos e isso requer muita movimentação e ataques rápidos, mas como os comandos funcionam muito bem, e as possibilidades de ataque são muito interessantes, entrar em batalha é extremamente divertido.

Não pense mais em Ori como aquele ser extremamente vulnerável de Blind Forest, pois agora ele cresceu e já pode lutar suas próprias batalhas, sem depender do seu companheiro Sein. Podemos utilizar diversos tipos de ataques, como o uso de espada e flechas espirituais, ataques de fogo, ou um ataque pesado que não só repele inimigos, como sua batida no chão confere um efeito em área belíssimo na tela. Além dessas habilidades de ataque, ainda existem outras de travessia, como dar pulos mais distantes ou criar luz na escuridão. Você pode equipar até três ao mesmo tempo, mas pode alterá-las de forma simples e rápida a qualquer momento, podendo adaptar seu arsenal para cada desafio enfrentado.

Ainda existem habilidades passivas, que possibilitam a Ori se grudar em paredes, puxar orbes como um imã, ou ainda aumentar vida, energia, resistência ou dano em combate. Inicialmente podemos equipar três dessas habilidades, mas podemos ampliar as possibilidades vencendo os Santuários de Combate, uma novidade onde devemos enfrentar diversas ondas de inimigos até chegar ao final e receber esse upgrade. Esses desafios podem ser encontrados em determinados pontos do mapa, e foi algo bem interessante adicionado ao jogo, não apenas como uma fonte de melhorias, mas para que possamos testar habilidades e suas combinações.

Muitas dessas habilidades são encontradas escondidas pelo mapa ou como recompensa de missões, mas também podem ser adquiridas e melhoradas com os NPCs adicionados ao mundo de Ori. A moeda de troca são os Orbes Espirituais que coletamos pelo ambiente e ao derrotar inimigos. Um novo recurso adicionado é o Minério Gorlek, que está bem escondido pelo mapa, e se for entregue para um determinado personagem expande alguns locais da sua área segura para encontrar novos itens e missões secundárias. Sim, Ori tem uma espécie de base, onde pode comprar e melhorar habilidades, além adquirir e completar missões, e ainda desfrutar de diálogos bem interessantes sobre sua jornada.

Um belo e vasto mundo para explorar

Quando a Moon Studios revelou que o mapa de Ori and the Will of the Wisps seria três vezes maior que o de Blind Forest eles não estavam exagerando. Niwen é, definitivamente, bem maior que Nibel. O mundo de Ori não só ficou mais vasto como também os elementos metroidvania estão ainda mais fortes. Conforme exploramos o gigante universo do jogo, encontramos diversos obstáculos que impedem nossa progressão, e que só poderão ser ultrapassados após obtermos determinadas habilidades. Então você se verá constantemente indo e vindo pelo mapa para descobrir novas áreas e novos desafios. Não espere que o jogo te pegue pela mão e te indique onde deverá ir, pois mesmo que algumas missões fiquem marcadas pelo mapa, o caminho para chegar até elas deverá ser descoberto por você. Algumas missões não ficam marcadas e você deve se virar para descobrir o que fazer. Mesmo que você fique perdido algumas vezes, isso deixa a exploração ainda mais viciante.

O jogo também possui diversas áreas secretas, que ficam muito bem escondidas pelos mapas, e que escondem melhorias para nosso pequeno personagem. Ou seja, vale a pena explorar cada cantinho do mundo de Niwen.

Outra novidade são as Corridas, que assim como os Santuários, ficam escondidas em determinados pontos do mapa. Esse desafio serve para testarmos nossas habilidades de plataforma contra fantasmas de outros jogadores. A ideia é tentar bater o tempo deles naquele trecho. Um conteúdo bastante divertido e que confere um bom fator replay ao jogo.

O sistema de salvamento também mudou, e não existe mais a habilidade de salvar em qualquer ponto do mapa com o uso de energia. Agora, além dos pontos fixos de salvamento, o jogo possui diversos momentos onde ele salva automaticamente, trazendo um pouco mais de confiança em não perder longos, e preciosos, períodos de progressão. Esses pontos fixos também servem para a viagem rápida, e ajudam bastante na exploração de locais cada vez mais distantes da sua área segura.

Quanto a sua duração, Ori and the Will of the Wisps traz uma boa quantidade de horas para o jogador, podendo ser finalizado em torno de 14 horas na dificuldade normal (existem os níveis Fácil, Normal e Difícil). É claro que isso varia de acordo com a habilidade e a exploração do cenário feita pelo jogador, o que pode mudar drasticamente esse tempo. Eu terminei a história do jogo com 14 horas e alcancei 81% de progressão, o que indica que eu ainda preciso explorar mais áreas em busca de mais itens e missões secundárias para, definitivamente, fazer 100% em seu mundo.

Um grande espetáculo audiovisual

Analisar a parte gráfica de Ori and the Will of the Wisps é fácil, mas ao mesmo tempo uma grande responsabilidade, já que a Moon Studios apresentou, novamente, um trabalho soberbo. Uma verdadeira obra de arte. Os cenários, pintados à mão, continuam impressionantes, e conseguem transparecer sua magnitude frente ao pequeno Ori.

O mundo de Will of the Wisps é bem mais reativo ao jogador, sem estruturas estáticas e que não reagem ao toque do nosso personagem. Então podemos ver a água de uma cachoeira espirrando para os lados ou ainda pular em estruturas e ver ela reagindo a isso, o que mostra que o mundo dessa jornada é vivo. Além disso, tudo no jogo é rico em detalhes, e podemos sentir que os desenvolvedores colocaram seu coração em cada peça dos cenários, e em cada personagem criado.

A fluidez do título, que roda a 60 FPS, também impressiona, pois mesmo em uma tempestade pesada e com diversos elementos na tela, tudo se apresenta de forma leve e natural, que intensificam toda a beleza e carga emocional dos acontecimentos. Jogando no Xbox One X pude ter uma grande experiência, sem engasgos ou travamentos, o que aumenta ainda mais a imersão dentro da jornada de Ori.

Os detalhes de partículas postos nos ambientes são impressionantes, assim como os efeitos de iluminação que estão incríveis, e conferem ainda mais beleza e vida para o título. Tanto na resolução 4K quanto em 1080p o jogo se apresenta de forma espetacular. As cores são vivas e hipnotizam com todo o espetáculo que vemos na tela, e mesmo em ambientes mais escuros e sombrios a desenvolvedora soube como utilizar as paletas de cores, bem como a iluminação e sombras ao seu favor, fazendo um uso competente da tecnologia HDR. Enfrentei alguns raros problemas com certos glitches visuais, mas o próprio estúdio garantiu que haveria um patch Day One para corrigir isso, então quem jogar no lançamento não deve encontrar esse tipo de problema.

Ori and the Will of the Wisps oferece uma das melhores, senão a melhor, apresentação visual dessa geração, e se Blind Forest já impressionou o mundo com o talento da Moon Studios, esse novo jogo mostra que o estúdio consegue subir, e muito, o nível das suas criações.

Outra característica marcante dos jogos da série Ori é a sua trilha sonora, que é arrepiante e emociona a cada nota. Assim como no jogo anterior, ela foi composta e orquestrada por Gareth Coker, com a execução fantástica da Nashville Music Scoring Orchestra e ainda toda a sensibilidade dos vocais de Aeralie Brighton, um pacote que dá o tom certo para cada momento, seja em combates mais tensos ou acontecimentos mais dramáticos. Mas isso não acontece apenas em momentos específicos da aventura, pois as melodias estão sempre presentes, como se fossem um personagem vivo do jogo. Elas te envolvem e emocionam durante todo o gameplay. As canções são orquestradas de forma magistral, e a qualidade excede toda e qualquer expectativa.

Ori and the Will of the Wisps possui bem mais diálogos que o jogo anterior, e os novos personagens possuem voz para dar vida ao dialeto próprio criado pela Moon Studios para seus jogos. A escolha das vozes foi precisa, já que cada uma traz personalidade para seu personagem, deixando a trama ainda mais interessante de acompanhar. Destaque, mais uma vez, para o narrador, que aparece com sua voz impactante em determinados momentos importantes da narrativa, dando peso para o que estamos acompanhando.

Todos os diálogos e menus do jogo estão legendados em português do Brasil, o que, mais uma vez, mostra o cuidado especial da Xbox Game Studios e da Moon Studios com os jogadores brasileiros.

Opinião

Ori and the Will of the Wisps chega para colocar a franquia de vez na história dos games. Se o primeiro jogo foi soberbo, esse novo consegue ser ainda melhor. A história é profunda e possui um apelo único, onde estamos conectados desde o início, com a sua proposta. A trama possui contornos dramáticos, mas é recheada de sensibilidade e temas interessantes como preconceito, importância da inclusão e amizade. Tudo bem encaixado com o universo criado.

A jogabilidade está mais fluida e responsiva do que nunca, deixando o jogador no controle de cada movimento, o que é crucial em um bom jogo de plataforma. Os novos elementos expandem o gameplay de forma coerente, eles não estão ali apenas para inchar o jogo, mas fazem sentido dentro do crescimento de Ori e da magnitude da sua jornada. Já a apresentação audiovisual segue perfeita, com cenários belíssimos e uma trilha sonora marcante.

O único problema de Ori and the Will of the Wisps é que você não consegue parar de jogar, pois além ser um jogo competente e bonito, possui muito para o jogador explorar e conhecer.

A Moon Studios fecha a geração com chave de ouro, e eu mal posso esperar pelo que irão criar no futuro.

Entenda nossas notas

Ori and the Will of the Wisps chega amanhã, dia 11, para os jogadores. Vale lembrar que os assinantes do Xbox Game Pass poderão jogar já no primeiro dia. O pré-download já está disponível.

Clique e confira na Microsoft Store

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About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

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