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Os anos 80/90 foram o nascer dos shooters, com grandes franquias surgindo ao som de muito heavy metal. DOOM, Duke Nukem, Wolfenstein fizeram desse gênero o que ele é até os dias de hoje. A 3D Realms era uma dessas grandes empresas responsáveis por criar um dos maiores sucessos daquela época, que foi Duke Nukem 3D. Ele trazia toda a brutalidade daquela época, aliada a piadas e frases de efeito.

Mas o velho Duke não acompanhou o tempo, se metendo em jogos que mancharam a sua imagem, algo que ele não merecia. Infelizmente, por decisões corporativas, o jogo caiu no esquecimento, e até hoje os seus fãs esperam por um retorno triunfal.

Mas podemos ter uma luz no fim do túnel, afinal a Voidpoint em conjunto com a 3D Realms ,criaram um sucessor espiritual para Duke Nukem 3D, e ele se chama Ion Fury, que tem uma protagonista com nome de durona, Shelly Bombshell.

Será que Ion Fury, com seus gráficos retrô terá os quesitos necessários para se destacar entre os grandes shooters da atualidade, que oferecem seus gráficos incríveis e jogabilidade refinada?

HONRANDO O PASSADO

Um dos grandes desafios de jogos como Wolfenstein e DOOM é criar algo novo, sem perder a essência do que o tornaram um clássico. Então para isso, tiveram que se reinventar, e atingir tanto um público novo quanto seus fãs de longa data.

Ion Fury fez o caminho inverso, fazendo um jogo novo com cara de velho. Um desafio maior, pois nem todos os jogadores conseguem enxergar as qualidades desse tipo de jogo atualmente. Torcendo o nariz, principalmente pela questão dos gráficos.

Ion Fury é considerado um sucessor espiritual de Duke Nukem 3D, que é um dos maiores clássicos do mundo dos games. O principal motivo para a comparação, é que o jogo foi construído na mesma engine de Duke Nukem 3D, além de, é claro, estar carregado de referências, tanto na sua jogabilidade como em frases de efeito e humor ácido de sua protagonista.

O rosto de Shelly fica cheio de sangue ao perder saúde, algo que foi trazido de DOOM.

Mas não é só de Duke que o jogo respira, temos claras referências a cultura pop, como o fliperama de Flyn que é uma homenagem a Tron O Legado, um Boss que lembra um vilão do filme Robocop ou até mesmo o Cyber Demon de DOOM. Com tantas referências, o jogador se sente desafiado a procurar vários segredos pelos cenários, afinal quem não gosta de um easter egg?

UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM LIGA

Ion Fury traz uma protagonista digna dos filmes dos anos 80, que é uma policial durona e vai lutar contra um cientista louco. Nem precisa embarcar muito na história para saber que o jogo não se leva a sério, e isso fica bem claro, principalmente com as brincadeiras que a protagonista faz a todo o momento. Mas não é algo que incomoda, pelo contrário, são comentários bem engraçados, até mesmo contra os chefes do jogo, que são zombados por ela.

Não existe um drama, ou mesmo uma motivação pessoal para uma vingança. A história se baseia em atirar em tudo o que se vê pela frente.

Shelly é uma mistura de Duke Nukem com Joana Dark.

Além de Shelly, temos o cientista louco que a todo momento tenta eliminá-la com armadilhas e provocações através de câmeras de segurança. Isso é bem importante para criar uma rivalidade que vai aumentando com o tempo. Mas não espere uma atuação muito impactante, pois a trama segue o mesmo ritmo imposto desde o seu começo.

JOGABILIDADE

Ion Fury possui uma jogabilidade que é feita no passado, com comandos que remetem aos shooters retrô. Com troca de armas sem roda de seleção, cura através de power ups, além da coleta de munição deixada no chão. Jogos como Wolfenstein e DOOM pegaram esse tipo de jogabilidade e incorporaram aos seus novos jogos. Mostrando que os jogadores não se prendem a somente um tipo de jogabilidade, eles querem se sentir desafiados. Falando em desafio, o jogo possui diferentes dificuldades, mas mesmo no modo normal a coisa pega fogo.

As armas do jogo são ecos do passado, esqueça os lasers e mísseis, Aqui temos Shotgun, Revólver, uma besta e até mesmo uma grande Chaingun que dispara grandes quantidades de munição. Algumas armas possuem tiros secundários, como lança granadas ou até mesmo um marque e execute no revólver.

A Shotgun é bem poderosa.

Além da jogabilidade refinada, o jogo é bem otimizado, mesmo usando um engine antiga, ele traz uma grande velocidade para o combate. Por mais que tenham muitos inimigos na tela, você consegue lidar com todos ao mesmo tempo que pula, corre e até mesmo nada para fugir dos perigos de Neo D.C. Tudo muito fluido e rodando com 60FPS.

Mas nem tudo são flores, e acabei encontrando alguns problemas de performance durante algumas batalhas contra chefes. Ao ter uma grande quantidade de disparos na tela, os frames caíram consideravelmente. Claro que isso pode ser corrigido, então não é algo tão grave, ao ponto de estragar toda a experiência.

INIMIGOS DURÕES

Um dos grandes pontos fortes do jogo são seus inimigos, que possuem vários tipos. Não consegui enjoar de eliminar meus adversários, pois quando achava que sabia lidar com aquele tipo, surgia outro e tudo mudava. Era hora de estudar as melhores armas contra aquele novo adversário.

Alguns inimigos são bem bizarros.

Além dos inimigos tradicionais de fase, temos também os chefes que são bem complicados. Por muitas vezes tive que ir salvando durante a partida, para encontrar a melhor estratégia e vencer. Com pouca munição ou vida, tive que usar muita paciência e dar o meu melhor para avançar nos níveis.

Como em jogos mais hardcores, alguns chefes aparecem um duplas para dificultar a sua vida. Ou mesmo durante algumas fases, após serem derrotados.

Um fato interessante das batalhas contra chefes, é que alguns inimigos são baseados em outros vilões conhecidos. Imagine lugar contra um vilão que parece ser tirado do fime Robocop?

OLD BUT GOLD

Uma das grandes qualidades de Ion Fury é ser perfeito no que ele se propôs, que foi transportar o jogador para aquele tempo. A imersão é tão grande que as vezes nem lembrava que estava jogando algo retrô. Quem liga para gráficos modernos, quando se tem uma jogabilidade tão gostosa e desafiadora.

Todo jogo de ação possui uma fase irada em um trem.

Outro ponto interessante do jogo é a sua exploração, que tem grandes segredos escondidos em cada mapa. Desde salas secretas a até dutos de ventilação recheados de munição. Então fique atento para descobrir seus segredos.

As fases possuem algumas animações com explosões por exemplo, mostrando um caminho diferente ou mesmo para dar foco no caos que está rolando na cidade. Foi algo que achei surpreendente, pois do nada você está em um caminho e o mapa te surpreende. Além disso, o design das fases fascina ao te levar para uma grande variedade de locações, que não se repetem em estilo.

A trilha sonora é incrível e combina muito bem com sua proposta, além, é claro, dos efeitos sonoros que são característicos dos jogos retrô.

Ion Fury não é dublado e nem localizado, mas acaba que não é algo tão importante, pois como disse anteriormente a história aqui não é o mais importante, e sim a jogabilidade. Talvez uma dublagem estragaria algumas frases de efeito que a protagonista fala.

OPINIÃO

Ion Fury é para jogadores que se importam mais com a diversão e uma boa jogabilidade, do que história ou gráficos modernos. Ele mostra que alguns jogos são tão bons que não importa qual a época, e sim a experiência em questão.

Caso goste de algo retrô, ficará satisfeito com o trabalho feito pela 3D Realms, que poderia continuar a franquia Duke Nukem nessa mesma build. Foi feito um ótimo trabalho de otimização para acelerar a jogabilidade e deixar tudo mais fluído, deixando o FPS alto mesmo no console base. Mas nem tudo são flores e o jogo tem algumas quedas de frame, que podem ser corrigidas. Mas leve em consideração que o frame ficou estável em quase todo o jogo.

As batalhas contra chefes se tornaram clássicas e ficarão na sua memória, mesmo após ter finalizado. Isso mostra uma preocupação da empresa em criar momentos únicos.

Posso afirmar que Ion Fury é um dos melhores jogos nesse estilo retrô desde o ótimo Duke Nukem 3D.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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