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Com a aproximação do Xbox Games Showcase, o evento super especial focado em mostrar as novidades que os estúdios internos da Microsoft estão fazendo, o Xbox One recebeu uma leva de demonstrações de jogos que estarão disponíveis em breve na plataforma.

São ao menos 70 demos disponíveis (confira aqui) dos mais diversos gêneros. Dentre eles está Cris Tales, jogo publicado pela Modus Games e desenvolvido pela Dream Uncorporated, que me chamou atenção logo que fora anunciado na E3 2019. Com visual 2D desenhado a mão e descrito como uma carta de amor aos clássicos JRPGs, eu não poderia deixar passa a oportunidade de testar sua demo. Abaixo você acompanha as impressões deste jogo que tem tudo para ser uns dos destaques do ano.

História

Cris Tales conta a história da jovem Crisbell. Era apenas mais um dia comum para Crisbell, que cuidava das rosas do orfanato onde vivia, até que um sapo com uma cartola (sim, com uma cartola) rouba uma das rosas do local. Crisbell sai em busca da rosa furtada, mas ninguém parece ter visto um sapo tão singular. Após tanto procurar, a jovem acaba encontrando a rosa e o sapo ladrão na catedral da cidade.

Para sua surpresa, o sapo pode falar e tem um nome, Matias. Matias revela que Crisbell é uma maga do tempo, com a habilidade de ver o passado e o futuro. Inicia-se então uma épica jornada, onde Crisbell deverá usar suas habilidades de manipular o tempo a fim de evitar um destino catastrófico.

O breve enredo apresentado na demo já mostra claras inspirações em clássicos JRPG. Uma protagonista predestinada a deixar sua vida pacata para salvar o mundo é, sem dúvidas,  uma das plots mais usadas no gênero. Viagem no tempo também já foi tema em Chrono Trigger e Chrono Cross, mostrando a influência destes títulos em Cris Tales.

Jogabilidade

Com os recém descobertos poderes de Crisbell, três primas triangulares aparecem na tela do jogo, representando o presente, passado e futuro. Enquanto Crisbell vê os espaços temporais, Matias consegue viajar por eles, possibilitando a dupla resolver as mais variadas quests.

Como o caso da boticária da cidade onde Crisbell vive. Ela precisa preparar um medicamento, mas um dos ingredientes é uma fruta que está em falta. A jovem maga do tempo então planta a semente da espécie da fruta requisitada e observa a árvore na linha temporal do futuro, já com o fruto maduro pronto para ser coletado.

Mas essa interação com o tempo não se limita somente a missões com NPCs. Durante batalhas, a habilidade será de suma importância.

As batalhas em si são em turnos. Na parte superior da tela fica a ordem dos personagens que irão agir. Ataque, defenda, use itens, magias…nada de novo por aqui. Um dos diferenciais é que se vc apertar o botão A na hora de atacar ou defender, você causará um dano crítico ou mitigará boa parte do dano recebido. Lembrando mais um JRPG, The Legend of Dragoon.

Em determinado momento, nos vemos em uma batalha contra o chefe, que possui uma impenetrável armadura de ferro. Não importa o tipo de ataque é desferido, seja elemental ou físico, o chefe parece não sofrer nenhum dano.

Aí entra a grande sacada envolvendo os poderes de manipulação temporal de Crisbell. Ao combinar um ataque de água de um dos companheiros de Crisbell, e o poder de olhar o futuro, a armadura do chefe acaba se corroendo com a oxidação, que levaria anos, em apenas alguns segundos. É apenas uma pequena amostra de como os jogadores deverão realizar as mais diversas estratégias parar superar seus inimigos.

Gráficos e Som

Um dos aspectos que mais se destaca em Cris Tales é, sem dúvidas, a direção de arte. Com gráficos 2D desenhados a mão, os personagens e cenários do jogo são um verdadeiro capricho. Eu ficava vagando pelos cenários apenas para apreciar sua arte. O fato de Crisbell ver diversas fases do tempo de um mesmo cenário deixa tudo ainda mais interessante. Você vê uma cidade fadada ao desastre no futuro, mas caso Crisbell haja para evitar este destino, a visão do futuro também muda.

A parte sonora não fica atrás. A dublagem está muito boa, e a trilha sonora que conta com nomes de peso, como Norihiko Hibino, mais conhecido por seus trabalhos em Metal Gear e Zone of Enders. Isso mostra o carinho e dedicação da Dream Uncorporated.

O pecado fica só pelo fato da demo não possuir legendas em pt-br. Resta torcer que adicionem no lançamento.

Opinião

A demo de Cris Tales oferece um gostinho de um promissor RPG, com influência de vários outros jogos de sucesso. Caso nenhum desastre ocorra, como o jogo ser lançado repleto de bugs, será facilmente um dos destaques do ano.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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