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Anunciado em 2018, The Coma 2: Vicious Sisters é o terceiro trabalho da Devespresso Games, estúdio indie Sul Coreano, a chegar ao Xbox. O jogo é uma continuação direta do primeiro jogo, The Coma, e coloca os jogadores no controle da estudante Mina Park, que vive um pesadelo na escola em que estuda.

O terror continua

The Coma 2 inicia com a Mina Park visitando o amigo de infância Youngho, protagonista do primeiro jogo, no hospital. A jovem estudante adotou a rotina de visitar seu amigo enquanto frequenta a escola. Sua rotina seguia normal até que em um dia fatídico, a jovem precisou prolongar seu tempo na escola para terminar seus afazeres. Após tirar um cochilo, Mina percebe que acabou dormindo demais e, ao acordar na escola, já de noite, nota que há algo muito errado.

Corpos de cera multilados estão espalhados por toda parte. Tentáculos monstruosos, que parecem ter saído diretamente da mente H.P Lovecraft, bloqueiam portas e janelas. É como se Mina tivesse entrado em uma versão demoníaca de Sehwa High School, a escola onde nossa heroína é aluna. É preciso achar uma forma de voltar para sua realidade, e fugir desta versão aterrorizante de sua escola.

Mas se as coisas não estão ruins o bastante, uma entidade assassina começa a perseguir Mina, para impedir que ela volte para casa.

Vicious Sisters leva o jogador de volta para o mundo deturpado de Coma. Mas este não é o mesmo mundo do primeiro jogo. A Devespresso apresenta novos detalhes, ameaças e aliados. Qual será o destino da jovem Mina?

Esconde-esconde mortal

Como já mencionado, Vicious Sisters têm uma estudante como protagonista. Não é uma detetive, policial ou super soldada. Logo, as ações do jogador acabam se limitando a fugir e esconder-se de seus perseguidores.

Dentro de armários. Embaixo de mesas. Qualquer lugar que Mina couber está valendo. Entretanto, existem ocasiões onde não há nada para se esconder por perto. Será preciso correr para achar um esconderijo. Apesar de Mina ser uma ótima corredora, seu fôlego não é infinito, e na hora que ela cansar, será o fim.

Para contornar tal situação, Mina conta com seus conhecimentos acadêmicos para ajudar a fugir de seus perseguidores. É relembrar daquelas aulas de física e química, e ir para uma bancada de ferramentas para criar vários aparatos. Apesar de não acabarem com os inimigos de Mina, ao menos esses itens irão atrasá-los, para que ela consiga achar um local seguro.

A mecânica de correr e se esconder é a mesma do primeiro The Coma, mas Vicious Sister possui diversas novas variáveis. Para deixar o jogador um pouco mais tenso, ele precisa apertar uma sequência de botões corretamente para que seu perseguidor não descubra seu esconderijo.

Isso é um reflexo da evolução da própria Devespresso Games, que aproveitou toda a bagagem de projetos anteriores.

Uma aventura maior e melhor

É impossível falar de Vicious Sisters sem comentar dos jogos anteriores da Devespresso Games. O jogo melhora vários aspectos do próprio The Coma, e ainda herda inspirações de outros jogos como Vambrace: Cold Soul.

No primeiro jogo, a aventura se passava somente por Sehwa High School. Agora, o jogador explora outros bairros da região de Seoul, na Coréia do Sul. Cada cenário funciona como um pequeno labirinto, assim como em Vambrace: Cold Soul. A área para exploração não só é maior, como temos um pequeno vislumbre da cultura sul-coreana. Propagandas com bandas de k-pop, doramas e outras formas de entretenimento aparecem em diversos locais. O jogador também é apresentado ao folclore sul-coreano, com os Dokkaebi, um tipo de goblin pelas bandas de lá.

Se antes a história do jogo era contada apenas com quadros estáticos, a Devespresso agora colocou em forma de HQs, com direito a alguns trechos dublados (em sul-coreano). Falando na parte sonora, atentar-se aos ruídos é algo crucial para a sobrevivência de Mina. Você consegue ouvir o som de seus perseguidores se aproximando, podendo antecipar uma fuga segura antes que eles a vejam.

A iluminação também é outra peça fundamental nesta aventura. Como os cenários são majoritariamente escuros, Mina precisa de seu isqueiro não só para observar possíveis armadilhas do cenário, que não são poucas, como também achar objetos. Mas o uso dessa ferramenta é uma faca de dois gumes. Andar com o isqueiro o tempo todo aceso pode ser ótimo em um primeiro momento, mas também facilitará que os inimigos te encontrem.

O primeiro The Coma era bem bacana, mas oferecia uma aventura um tanto curta. A Devespresso conseguiu encorpar sua continuação, trazendo novas mecânicas, aumentando seus cenários e expandindo sua lore. O ponto alto continua sendo sua intrigante história, algo marcante do estúdio.

Opinião

The Coma 2: Vicious Sisters oferece uma boa aventura para os fãs de terror e suspense. O jogo evoluiu em vários aspectos, trazendo uma aventura bem mais completa que seu antecessor. A Devespresso ainda conseguiu trazer legendas em pt-br, para que o jogador brasileiro possa usufruir de forma plena esta jornada aterrorizante.

Um ponto negativo seria o backtracking (revisitar cenários) e o fato da aventura se resumir a fugir e completar puzzles, o que pode ser um pouco repetitivo para alguns jogadores.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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