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Análise: Xbox Series X

A caminhada do Xbox Series X começou, oficialmente, em junho de 2019, quando a Microsoft revelou que o Project Scarlett seria o novo console da família Xbox. É obvio que o projeto já estava em desenvolvimento, mas esse foi o chamado marco zero do que conhecemos hoje como Xbox Series X.

Com ele a empresa inicia uma nova era para o mercado dos consoles, com seu foco em oferecer o máximo de poder possível para elevar a qualidade dos jogos para um novo nível. Além disso, a máquina fortalece recursos como a retrocompatibilidade, melhora outros como o Quick Resume, e adiciona diversos componentes para que ele seja realmente o console mais poderoso já feito. Ele chega com o propósito de colocar o jogador no centro da experiência, com diversos recursos pensados e criados para fazer isso funcionar com maestria.

Pude receber um Xbox Series X em acesso antecipado através da Microsoft, e agora vou conversar com vocês sobre tudo o que achei da máquina, que segundo a empresa “Come monstros no café da manhã”.

A análise foi realizada com uma versão final do console, que é a mesma que será enviada para as lojas. Dessa forma, não se trata de um protótipo, mas a mesma experiência do consumidor.

As especificações

Já adianto que caso esteja procurando uma análise técnica do Xbox Series X, esse não é um texto para você. Eu não sou uma pessoa que conhece termos e funcionalidades com profundidade, e também não possuo instrumentos de medição. Então recomendo outros textos ou vídeos como complemento, já que o meu objetivo é oferecer uma visão da experiência do consumidor e jogador geral, sobre o que ele pode esperar desse novo console.

Na caixa, além do Xbox Series X, também temos um cabo de força, um cabo HDMI Ultra High Speed, manual de instruções, e o novo controle.

A parte traseira possui duas portas USB, entrada para cabo de rede, entrada para cartão de expansão de SSD, saída HDMI 2.1, e a entrada do cabo de força. Sim, a entrada HDMI IN não existe mais, então não é mais possível conectar a TV, ou até mesmo outros consoles, no seu Xbox Series X, o que era um recurso popular na era Xbox One.

Um design corajoso, uma máquina extremamente silenciosa, e com calor controlado

Quando anunciado, o Xbox Series X surpreendeu o mundo por abandonar os tradicionais modelos horizontais e mais achatados, para dar lugar a uma torre, que lembra muito um gabinete de PC. O design arrojado chama a atenção, mas diferente do que pode parecer, ele é pequeno e dá um toque elegante e imponente para sua sala ou o seu cantinho gamer. Suas dimensões são 15,1 cm x 15,1 cm x 30,1 cm. Então já reserve o local para o seu bichão.

Já em relação a sua posição, eu confesso que parece errado deixar o console deitado, pois ele foi, claramente, pensado para ficar na vertical. A sua base não é removível, o que também não deixa o console muito bonito se colocado deitado. Mas caso deseje usá-lo na horizontal pode fazê-lo sem complicações, pois basta deitá-lo. Simples assim.

O material é bom e resistente, mas sua textura requer cuidado, pois seu aspecto mais poroso, fica mais suscetível a marcas de dedos, por exemplo. Já a sua parte superior possui uma ampla saída de ar, que também possui uma criativa pintura verde em seus círculos, que simulam uma luz de led. Não, o console não possui as famigeradas luzinhas, mas o design das cores oferece essa curiosa impressão.

Quanto ao peso, ele é bem pesadinho, o que é natural já que tem muito poder dentro dessa caixa. Ele pesa 4,45 kg.

Uma das coisas que mais me impressionou é o quanto o Xbox Series X é silencioso, você nem nota que ele está ligado. Se não fosse pela luz emitida pelo botão ligar, ele parece que está desligado. Isso é realmente impressionante, pois com a super engenharia de ventilação que ele possui, eu esperava um certo barulho, mas o resultado é surpreendente. Com certeza, o console mais silencioso que já tive. Mesmo usando a entrada de disco, ele se manteve silencioso.

Já quanto ao famigerado calor, o Xbox Series X também emite menos do que eu imaginava. Mesmo testando o console exaustivamente por horas a fio, ele manteve uma boa temperatura, esquentando menos do que o Xbox One X, por exemplo. Isso é favorecido por toda a engenharia da câmara de vapor, que puxa todo o ar interno do console, passa pelo cooler, e joga pela saída de ar. Tudo de forma muito eficiente. Depois de jogar por muitas horas, coloquei as mãos nas paredes da máquina e tudo estava morno. Na parte superior, onde fica a saída de ar, o calor é um pouco mais intenso, mas não chega a ser nada anormal.

Fica óbvio que as famosas luzes vermelhas do Xbox 360, que esquentava demais e era inutilizado, marcou a Microsoft, e a empresa investiu pesado, desde então, em tecnologias e engenharia para que isso não acontecesse mais. E o resultado é essa máquina impressionante chamada Xbox Series X.

O novo controle

O controle dos consoles Xbox sempre foram muito elogiados como referência de qualidade, justamente por isso não vemos novidades gritantes no novo dispositivo. Ainda assim é fácil perceber que a ergonomia foi aprimorada, a latência foi reduzida e o botão Compartilhar foi uma bela adição.

O novo material do controle, que é mais poroso, adere na mão com mais facilidade. Os botões dos gatilhos (LT, RT, RB, LB) estão mais responsivos e mais fáceis de pressionar devido ao novo material texturizado. Os direcionais da cruz (D-pad), agora oferecem uma solução mais parecida com o modelo do Controle Elite, e a mudança é muito positiva, pois oferece mais precisão para os comandos. As alavancas estão levemente mais firmes, o que também favorece a precisão. O sistema de vibração segue muito bom, trazendo imersão para a ação da tela.

Outra novidade interessante é o novo botão Compartilhar, como ele é possível capturar suas telas e clipes com apenas um botão, oferecendo uma opção mais simplificada para compartilhar seus grandes momentos nos jogos com seus amigos, principalmente naquelas cenas de ação mais frenéticas. Para capturar uma tela (screenshot) basta apertar o botão uma vez, já para gravar um clipe é necessário segurar o botão. Tudo muito fácil e simples. Era algo que já existia nos controles da concorrência e que trouxe um belo toque para os novos acessórios do Xbox Series X.

As mesmas entradas P2 e de expansão para o uso de headsets continuam presentes. Já para a alimentação a mudança fica por conta da entrada USB-C, para um carregamento mais rápido. O Bluetooth também está melhorado, e até mesmo uma atualização do controle pode ser feita sem cabo nenhum, pois o recurso se parece realmente melhorado e mais potente para reconhecimento de dispositivos.

Falando em alimentação, o controle segue suportando pilhas (recarregáveis ou não) e as baterias do já conhecido pacote Play and Charge. Eu sou fã de opções, e gosto dessa postura de você poder utilizar seu controle da maneira que preferir. Uma decepção para mim foi a falta de um kit Play and Charge na caixa, e apenas a adição de duas pilhas AA. Um produto premium merecia adicionar essa opção mais avançada em seu pacote.

O novo controle possui a tecnologia Dynamic Latency Input (DLI) que foi criada para reduzir a latência e o atraso de entrada, para que as informações sejam enviadas com mais frequência do controle para os quadros exatos do seu jogo na tela. Algo muito importante já que os novos consoles poderão rodar em até 120fps. Eu notei sim um tempo de resposta melhor, mas acredito que isso será sentido com mais precisão pelos aficionados em jogos de luta. Quanto a jogos de tiro e corrida, eu pude sentir uma resposta melhor.

Acima eu falei de opções, e além dos jogos, os controles do Xbox One também funcionam no Xbox Series X, o que é um recurso importante. Durante meus testes, as pilhas do meu controle acabaram, e enquanto a bateria carregava eu pude pegar o meu controle do Xbox One para continuar minha jogatina. Esse novo controle também funciona no Xbox One, inclusive com a funcão Compartilhar funcionando normalmente. Mais uma vez dentro do pensamento da Microsoft de respeitar o legado criado pelos jogadores.

Qualidade de imagem, desempenho e loadings impressionantes

Algo muito dito desde o anúncio desta nova geração Xbox, era oferecer um novo nível de qualidade para os jogos, tanto na questão da resolução, quanto no desempenho com framerate e loadings. Durante meus primeiros dias com o Xbox Series X pude testar jogos que foram otimizados, e outros que ainda não receberam uma atualização específica e vou conversar com vocês sobre as impressões obtidas.

O Xbox Series X é uma máquina que roda 4K e 60FPS, podendo chegar em até 8K, e alcançar 120FPS, que são recursos impressionantes para mundo dos consoles.

No centro de todos os recursos do Xbox Series X está a Xbox Velocity Architecture, que oferece uma combinação de hardware personalizado e profunda integração de software, que permite que os desenvolvedores melhorem radicalmente o fluxo de ativos e multipliquem efetivamente a memória disponível. Na prática, a arquitetura possibilita a apresentação de mundos mais ricos, vivos e dinâmicos, além de tempos de carregamento mínimos. Já foi amplamente dito que o console possui 12 teraflops de desempenho de GPU e utiliza SSD. A Velocity existe para que esse poder seja usado de forma otimizada.

Logo de cara, senti os jogos mais fluidos, com uma performance mais suave, e sem oscilações. Jogos como Battlefield V, que lutava para manter os 60FPS no Xbox One X, consegue manter esse Framerate no Xbox Series X durante todo o tempo, para uma experiência sem igual, e sem atraso das ações.

Existe diferença entre os jogos que foram otimizados para aproveitar o poder da nova máquina, e outros que apenas rodam sem otimização, ou ainda com diversos modos diferentes para privilegiar framerate ou resolução da imagem.

Os jogos otimizados são aqueles que foram lançados no Xbox One e receberão uma atualização específica para Xbox Series X|S. Esses jogos apresentam resolução mais alta, framerate mais estável, possibilidade de utilizar Ray Tracing, HDR, além dos loadings ainda mais rápidos.

Durante os testes, eu joguei Gears 5 e Forza Horizon 4 com as melhorias da nova geração. E o resultado realmente impressiona. Os loadings são verdadeiramente mais rápidos, algo que realmente melhora nossa “qualidade de vida” com os jogos. Tudo está rapidamente pronto para você aproveitar, sem ter que esperar longos tempos só para o jogo carregar a sua diversão.

Mas voltando a falar de Imagem e framerate, Forza Horizon 4 impressiona pela fluidez e quantidade de detalhes na tela. Tudo funciona de forma natural. Gears 5 é um jogo que também nos dá um belo gostinho do que podemos ver no futuro, quando mais jogos forem otimizados e feitos exclusivamente para o console. Ele mantem 60FPS estável com resolução 4K na campanha, além de claras melhorias de iluminação, texturas, reflexos e partículas na tela, trazendo um espetáculo visual impressionante. Além disso, existe a opção de jogar o multiplayer em 120FPS, o que é simplesmente insano para quem curte a experiência competitiva.

No lançamento, haverão 30 jogos otimizados para Xbox Series X|S, o que é uma boa lista inicial.

Já os jogos não otimizados também apresentam melhorias apenas por rodar no console. Como sou muito adepta dos jogos online, quis muito testar jogos desse tipo, que além do loading do próprio console também dependem do servidor do próprio jogo para realizar o carregamento, o que traz um ciclo mais complexo.

O primeiro jogo que testei foi The Elder Scrolls Online, que possui tempos de loadings bem grandes, até mesmo no Xbox One X. O jogo não só carrega muito mais rápido no Xbox Series X, como também é possível sentir uma maior fluidez e beleza nos ambientes. Destiny 2 e Warframe também me impressionaram bastante com os tempos de carregamento, principalmente no jogo da Bungie, que possui loadings irritantes de grandes. Esse resultado é possível graças ao uso do SSD em conjunto com a Xbox Velocity Architecture. Um combo impressionante, e que possibilita essas grandes melhorias mesmo sem uma atualização específica.

Vale lembrar que tanto The Elder Scrolls Online quanto Destiny 2 receberão atualizações específicas para os consoles Xbox Series X|S, o que deve melhorar ainda mais o resultado acima.

Também existem os jogos com diversos modos de desempenho, priorizando resolução ou framerate. E desses eu posso falar das experiências que tive com Dirt 5 e Yakuza: Like a Dragon. Dirt 5 possui três tipos de modos, um que possibilita a maior qualidade de imagem (que no caso do jogo é 4K), com mais detalhes na tela e com foco em atingir 60FPS; um outro mediano com framerate mais estável em 60FPS e resolução dinâmica; e o modo 120Hz, focado em oferecer uma experiência com 120FPS, mas como muito menos detalhes na tela e uma resolução mais baixa. Em Yakuza: Like a Dragon haviam dois modos disponíveis. O normal busca se manter em 60FPS, mas com resolução1440p; já o de alta resolução oferece 4K, mas com 30FPS; e por fim ainda haviam revelado o modo de alta taxa de quadros, que priorizaria manter os 60fps, mas com resolução 1080p. No entanto, esse último não estava disponível.

Todos os modos acima são uma escolha do desenvolvedor, que escolhe adicionar essas opções ou não ao seu jogo. Acredito que quanto mais os estúdios aprendam a tirar o maior proveito possível do console, modos melhores e com recursos mais impressionantes sejam adicionados. Nesse início, apesar de boas possibilidades, o resultado dos modos dinâmicos ainda é tímido.

Vale ressaltar, mais uma vez, que o uso de todos esses recursos como até 8K, 120FPS, Ray Tracing, e outros mais como Dolby Vision, por exemplo, são uma escolha do desenvolvedor. O Xbox Series X possui essa capacidade, mas está nas mãos dos desenvolvedores utilizar isso ou não.

Outro ponto importante para maximizar a qualidade de imagem é a sua TV. No meu caso eu adquiri, justamente por causa do console, uma LG OLED CX 55’’ que possui suporte para 4K, 120FPS, HDR, Dolby Vision, além da própria qualidade de uma tela Oled.

Respeitando o legado dos jogadores

Como dito acima, os consoles Xbox Series X|S possuem como um dos seus pilares, respeitar o legado dos seus jogadores, e possibilita trazer sua biblioteca de jogos, e alguns acessórios para a nova geração, como o controle e headsets que já funcionavam no Xbox One. A retrocompatibilidade que começou sua jornada no Xbox One, agora brilha intensamente na nova geração.

O fato de você ligar o seu novo videogame e simplesmente ter acesso a todos os seus jogos na nova máquina é impressionante. Você pode acessar todos os seus jogos do Xbox One, além de jogos do Xbox Original e Xbox 360 suportados. A única exceção fica por conta dos jogos de Kinect, já que não existe mais suporte para o aparelho.

Mas muito além de quantidade, a qualidade também é um fator importante para a retrocompatibilidade de Xbox Series X|S. Como dito acima, alguns jogos estão rodando melhor no Xbox Series X, independente de receber uma atualização específica ou não, o que é muito bom.

Eu estava muito curiosa para ver o tal “HDR automático” e ver se realmente na prática ele funciona. Parti logo para a parte mais distante da linha do tempo, e joguei Fuzion Frenzy de 2001, e além de se aproveitar de loadings mais rápidos, imagem mais limpa e um framerate mais alto, ele realmente estava com HDR, o que é impressionante, já que a tecnologia nem existia quando o título foi lançado. Mais impressionante ainda é o fato dessas melhorias terem sido implementadas sem que o desenvolvedor precisasse implementar uma atualização, tudo foi realizado automaticamente pelo Xbox Series X.

Também é óbvio que a máquina não faz milagres. Jogos com o framerate travado, como Dark Souls 3, irão manter seu FPS e resolução originais. No entanto, jogos sem esses tipos de limitações irão buscar oferecer ao jogador o melhor resultado possível, até mesmo dobrando a taxa de frames original. Mesmo com limitações de resolução e framerate, os jogos se beneficiam de tempos de loadings bem mais curtos, o que é uma ótima melhoria.

Dessa forma, você não só inicia uma geração com uma biblioteca impressionante de milhares de jogos, como eles também apresentam melhorias. Vale lembrar que o Xbox Game Pass também faz parte dos serviços para Xbox Series X|S, o que expande, ainda mais, as possibilidades da biblioteca de jogos de cada usuário.

A revolução do Quick Resume e o respeito com o Smart Delivery

A dashboard do Xbox Series X também apresenta melhorias, sendo mais rápida e prática, onde podemos acessar qualquer conteúdo rapidamente, assim como customizar a sua tela inicial da maneira que acharmos melhor, organizando itens e seções de acordo com nossos gostos. O design é exatamente igual à do Xbox One, mas ela se apresenta muito mais rápida.

Uma novidade muito interessante é a possibilidade de logar em mais de um console. Por exemplo, eu estava logada no Xbox Series X, e também entrei no Xbox One. Eu não fui desconectada em nenhum dos consoles. Quando iniciei um jogo, o sistema abriu uma tela para me dá a opção de deslogar do atual console, ou no outro onde minha conta também estava ligada. Uma adição simples, mas que pode ser interessante para alguns usuários.

Essa rapidez na dash, e no sistema como um todo, também é importante para um dos recursos que mais me impressionaram no console, e estou falando do Quick Resume. Com ele é possível alternar entre diversos jogos, sem ter que passar por todos aqueles carregamentos iniciais, voltando exatamente do ponto onde parou. No Xbox One isso é possível com apenas um jogo, mas no Series X isso se expandiu para vários. Não sei ao certo o limite de jogos, mas pude testar com até 5 simultaneamente e funcionou normalmente. Ao que parece essa quantidade depende do jogo, e do quanto ele utiliza dos recusros do console.

Em jogos online, como era de esperar, o Quick Resume não funciona, pois nesses jogos você também está conectado em um servidor. Então ao sair do jogo para outro, ele te desloga automaticamente. Já os jogos que possuem um modo offline, eles te transferem para o ambiente single-player.

O recurso é mais voltado mesmo para experiências single-player, onde você pode retomar seu jogo mesmo após uma reinicialização total do sistema. Sabe aquela situação onde a luz acaba e você perde seu progresso? Isso não acontecerá mais com o Quick Resume. Além dos jogos instalados no SSD, ele também funciona com os jogos do HD externo, e os de mídia física.

Os loadings mais rápidos e o Quick Resume são mudanças significativas na maneira como encaramos nossa experiência com os jogos.

Os aplicativos não funcionam com Quick Resume, então caso feche eles, deverá voltar para a sua tela inicial. Falando em aplicativos, Crunchyroll, YouTube, Netflix, Prime Video, Spotify, e Twitch, que são os apps que eu mais acesso, estão todos funcionais.

Mas nem tudo foram flores com os meus testes com o Quick Resume. Alguns jogos, mesmo os sem recursos online, não retomaram de onde deixei, e voltaram para a tela inicial, e algumas vezes isso ocasionava em uma tela preta, com a qual eu era obrigada a fechar o jogo totalmente. Outro ponto que também não encontrei foi uma forma de gerenciar os jogos que estão em Quick Resume, para substituir ou retirar algum deles da fila.

Eu recebi o Xbox Series X algumas semanas antes do lançamento oficial, e durante meus testes o console recebeu algumas atualizações. Então acredito que haverá alguma outra grande atualização, antes do lançamento, para sanar esse tipo de problema, pois a Microsoft está ciente do ocorrido. De toda forma, acho importante compartilhar com vocês que houve esse tipo de ocorrido durante meus testes.

O Smart Delivery também foi uma tecnologia interessante implentada pela Microsoft, que possibilita que os estúdios otimizem seus jogos para a nova geração, aproveitando todos os seus recursos, sem que seja necessário lançar o jogo novamente, ou cobrar de novo por ele. A tecnologia está sendo utilizada por todos os estúdios da Xbox Game Studios, e também esta disponível para todos os desenvolvedores que queiram utilizar.

Algo importante de lembrar é que a progressão dos jogadores também é carregada para o novo console, pois como os dados de salvamento ficam na nuvem, basta sincronizar e você pode continuar seu jogo normalmente.

SSD x HD externo

Uma das peças mais importantes de toda a estrutura do Xbox Series X é o seu SSD NVME personalizado interno, que também é visto como o coração de toda a Xbox Velocity Architecture. Ele permite que todo o sistema funcione de forma suave e rápida, e possibilite não só os loadings muito mais rápidos citados acima, como também recursos como o Quick Resume e uma dashboard mais leve.

O console possui SSD interno de 1TB, mas apenas 802GB estão disponíveis. Isso acontece pois é necessário reservar espaço para o sistema operacional, e recursos novos como o Quick Resume. Também é possível expandir esse espaço para mais 1TB, com um cartão SSD acoplado na entrada da parte traseira do console. Nesse início de geração, apenas o SSD de 1TB da Seagate será compatível, mas a Microsoft já adiantou que mais fabricantes e espaços de armazenamento estarão disponíveis no futuro, mas que optou por oferecer apenas essa opção para manter a qualidade do desempenho da Xbox Velocity Architecture.

Os jogos que rodam internamente possuem uma rapidez assustadora, seja nos loadings iniciais de cada título, quanto em loadings dentro dos jogos, como nas viagens rápidas. Depois de viver essa nova experiência com os loadins do Xbox Series X, se torna muito difícil se acostumar com os consoles anteriores. A mudança é realmente impressionante.

Mas não é só de SSD que vive o Xbox Series X. Como a postura da Microsoft está focada em oferecer opções para os jogadores, também é possível trazer o seu HD externo do Xbox One e usar no Xbox Series X. Basta plugar e toda a sua biblioteca de jogos estará disponível. É necessário que seja um HD USB 3.1.

Para minha surpresa, mesmo no HD externo os jogos se aproveitam do Quick Resume. Então eu consigo alternar entre um jogo instalado nesse HD externo para outro que está dentro do SSD do console, algo que impressiona.

Por outro lado, os jogos instalados no HD externo não se beneficiam dos tempos de loadings mais rápidos por exemplo, pois para isso é necessário acessar o SSD, e para tanto é preciso transferir o jogo para o console. Parece problemático ter que ficar transferindo jogos para ter o máximo desempenho dele, mas já adianto que é mais simples do que parece. E isso acontece graças a velocidade extrema de transferência de dados da arquitetura da máquina, e você consegue transferir jogos de forma super rápida.

Na minha experiência, eu recomendo só transferir para o SSD aqueles jogos que receberam uma atualização específica para o console, ou que você jogue com frequência e queira pular aqueles loadings mais demorados. Para os demais jogos, pode deixá-los dentro do HD externo e jogar direto dele, pois funcionam normalmente.

Levando o mundo dos games e consoles para um novo nível

O Xbox Series X realmente oferece uma experiência ímpar para o mundo dos consoles, com uma máquina robusta e com um futuro brilhante adiante. Ele vai além de poder, imagens belíssimas e cheias de detalhes, loadigns super rápidos e um framerate deliciosamente estável e mais alto em muitos títulos, ele também se trata de recursos para mudar a experiência do jogador, que cada vez mais a empresa deixa claro que está no centro de tudo que fazem.

A retrocompatibilidade respeita o legado dos jogos e acessórios do usuário, o Quick Resume possibilita alternar por diversos jogos sem telas de carregamento iniciais, o Smart Delivery permite que os jogadores atualizem seus jogos para a nova geração sem pagar nada a mais por isso. Todo o potencial, e estrutura, da Xbox Velocity apontam para um futuro cada vez mais impactante, conforme os estúdios aprendem a tirar mais proveito do poder que a máquina possui.

Como conclusão do que disse acima, apesar de resultados que já impressionam, é justo dizer que o console não vai alcançar o seu potencial gráfico e de desempenho nesse fim de ano, pois é algo que não depende só dele, mas do trabalho dos estúdios. Acredito que no próximo ano, as coisas começarão a ficar realmente impressionantes, tanto com as atualizações feitas especificamente para ele, quanto nos jogos pensados com toda essa tecnologia. Ainda assim, o resultado nos jogos, e nos recursos que podemos ver agora, é uma chamativa pista do que ele pode fazer, e realmente revolucionar o mundo dos consoles para sempre.

Eu realmente estou rendida a toda proposta do console, e já se tornou impossível me acostumar novamente com a experiência do meu Xbox One X velho de guerra. Usar todos os recursos do Xbox Series X é um caminho sem volta.

Onde comprar e qual o preço?

No Brasil, o Xbox Series X está com preço sugerido de R$ 4.599. O console já está em pré-venda em alguns revendedores autorizados, e o seu lançamento está confirmado para o dia 10 de novembro.

Vale lembrar que o Xbox Series S também chega ao Brasil nesse mesmo dia, e o seu valor sugerido é de R$ 2.799. Ele é a versão menos potente, e sem leitor de disco, da nova geração de consoles da Microsoft.


E essa foi a minha análise do Xbox Series X. Fique a vontade para deixar seu comentário abaixo.

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