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Lançado para PC em Abril de 2020, Gears Tactics finalmente chega aos consoles juntamente com Xbox Series X|S. O jogo é um prequel spin-off, se passando antes dos acontecimentos da franquia principal. Seu principal diferencial é deixar o clássico shooter para trás e apostar no gênero de estratégia em tempo real, similar a franquia XCOM da 2K Games. Confira o que achamos desta inusitada empreitada.

De volta a guerra, Gear

Gears Tactics se passa 12 anos antes do primeiro Gears of War (Xbox 360). Prestes a autorizar um dos mais infames acontecimentos da Guerra Locust, o contra-ataque do Martelo da Aurora, o Presidente Prescott envia o Major Sid Redburn em uma missão para recrutar o Sargento Gabriel Diaz.

Nossa missão é assassinar Ukkon, o cientista dos Locusts. Responsável por criar Brumaks, Corpses, Reavers e outras atrocidades. Eliminar Ukkon é essencial para impedir a investida Locust sobre o que restou das cidades, após o contra-ataque do Martelo da Aurora.

Diaz terá de improvisar para completar sua missão e recrutar outros Gears que achar pelo caminho. Afinal, para uma missão de assassinato, é bem mais viável controlar um pequeno pelotão do que um batalhão inteiro. Assim, seguimos em uma perseguição desenfreada que promete trazer as mais sombrias revelações sobre as origens dos Locusts.

Tático, mas ainda um Gears

A primeira coisa que vem em mente, quando se pensa em um jogo da franquia Gears é no tiroteio desenfreado, armas com motosserras e sangue, muito sangue, pra todo lado. Porém, essa é uma visão superficial. São jogos que na verdade exigem muita estratégia, e Gears Tactics consegue evidenciar esse fato.

Comparações com a franquia XCOM são inevitáveis, é claro, mas ainda falamos de essencialmente um Gears. O sistema de cover está lá. As finalizações. As armas. Tudo que é característico de um Gears, está presente de forma muito bem adaptada pela Splash Damage, estúdio responsável pelo desenvolvimento do jogo.

A diferença primordial, e é quando aparecem as semelhanças com XCOM, é que você comanda várias unidades ao mesmo tempo, cada uma com uma classe específica, e com cada uma delas possuindo um número limitado de ações por turno. São 3 pontos de ação que cada unidade poderá usar. Cada ação gasta um ponto. Mover-se, -1 ponto. Atirar, -1 ponto. Execuções, recarregar, reviver etc. Uma mecânica interessante é a patrulha. Se você é daqueles jogadores cautelosos, que prefere esperar os inimigos irem até você, a patrulha será muito útil. Basicamente, sua unidade estaciona em uma posição e você escolhe uma área em forma de cone para ser patrulhada. Assim, qualquer inimigo que passar pela área demarcada receberá uma saraivada de balas.

Parece complexo? Sim, mas não se assuste, se você já tem familiaridade com a franquia Gears ou com jogos de estratégia, vai perceber que Tactics não é um bicho de sete cabeças. A maior dificuldade será saber como administrar as ações de cada unidade.

Equilíbrio, a chave para vitória

Vamos imaginar que você está jogando uma partida de Gears e cada jogador possui afinidade com tipo de arma diferente. Existem aqueles mais agressivos, que gostam de atirar o tempo todo ou partir para cima de seus inimigos com uma gnasher. Outros preferem ficar na retaguarda, em uma zona de segurança distante dos inimigos, mas sempre dando suporte com armas de longo alcance. Dá para dizer que é algo similar ao modo Horda do Gears tradicional.

Agora é preciso ter em mente que você controla todas estas unidades ao mesmo tempo, e deve saber como antecipar o movimento do inimigo para sair vitorioso. Felizmente, diferentemente de Halo Wars, as batalhas de Gears Tactics são travadas em turnos. Você pode pensar bem, sem se preocupar com o relógio, em como gastará os pontos de ação de cada unidade. Tenha em mente que, dependendo da dificuldade, a IA do jogo é bem desafiadora. Então, nada de avançar todas as suas unidades para o ataque sem ter uma boa estratégia definida.

Usar bem o sistema de cobertura para evitar danos, e avançar de forma segura. Ficar atento quando será necessário recarregar suas armas. Uma ação mal calculada e você pode enviar sua unidade diretamente para uma armadilha Locust, onde ele será fuzilado sem piedade. É hora de avançar e atacar? Ou ficar na defensiva, patrulhando as áreas onde inimigos poderão atacar? Um pouquinho de xadrez para os jogadores.

Uma pitada de RPG

Para aumentar o leque de opções na hora de montar a estratégia do seu time, a Splash Damage ainda incluiu alguns elementos de RPG em Gears Tactics. Levar seus personagens ao seu nível máximo permitirá que cada unidade tome mais ações por turno, que combinem mais habilidades e consigam suprimir ações de seus inimigos. E acredite, você vai precisar de personagens com níveis bem elevados quando precisar enfrentar um Brumak ou um Corpse. As criaturas dão tanto trabalho aqui como no jogo de tiro em terceira pessoa.

Mas não é somente isso. O jogo também possui um sistema de loot, onde realizar ações específicas durante as missões, ou achar baús pelas fases irá premiar com itens poderosos. A cor de cada item classifica sua raridade. Você poderá modificar peças de cada arma e equipamento de suas unidades, garantindo bônus maiores de precisão, vida, dano, entre outros.

Ainda no quesito customização, você pode mudar a aparência de seus personagens de forma cosmética. Roupa, penteado, cor de seus equipamentos. Assim, você poderá deixar seu pelotão mais com sua cara.

Gráficos e som

Gears Tactics não fica atrás em nenhum quesito se comparado com a franquia principal. Durante as partes com cenas não interativas, você pode muito bem dizer para alguém que está jogando uma versão canon de Gears, que ela nem notará a diferença. É claro, tudo muda de figura ao começar as batalhas, onde temos a visão de cima, mas essa também é igualmente bem trabalhada.

Mas o jogo não está salvo de alguns tropeços. A interface é um pouco poluída, o que pode dificultar a adaptação dos jogadores ao novo estilo. Por diversas vezes me perdi procurando qual botão do controle fazia cada ação. Ou demorava muito para achar, ou acabava usando uma ação errada.

Quanto a parte sonora, ela também é impecável. Os sons de armas e as vocalizações dos inimigos são exatamente os mesmos de qualquer outro Gears. O jogo ainda é totalmente localizado em nosso idioma, com dublagens excelentes. Algo já característico da maioria dos jogos da Xbox Game Studios. Um verdadeiro respeito ao consumidor brasileiro.

Opinião

O trabalho da Splash Damage com Gears Tactics é simplesmente excelente. Com grande potencial de agradar aqueles que se aventurarem nesta nova abordagem da franquia. Salvo alguns tropeços, a impressão que fica é tão boa, que já imagino um novo capitulo desta vertente, ou até um Halo Tactics, que também seria muito bem vindo.

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About Author

Aficionado pela cultura geek. Se o cinema é a sétima arte, os games são a oitava. Entrou no mundo dos consoles no NES e desde então vem acompanhando a geração dos games até o Xbox One. Caçador de indies, nas horas vagas tenta ser biólogo.

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