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A cultura é uma ferramenta poderosa, que atravessa gerações, e em alguns casos resiste ao tempo e a modernidade. Por gerações esse conhecimento é passado através de escrituras, livros e artefatos encontrados em países que preservam sua história.

O hinduísmo é uma das tradições mais interessantes do mundo, cujos costumes ainda estão intocados pela globalização. Sendo assim, a cultura ainda está enraizada em seu pais, garantindo que as pessoas ainda sigam os seus dogmas e crenças.

Fiquei extremamente empolgado quando conheci Raji: An Ancient Epic, pois o mundo sempre tratou das mitologias Grega, Egípcia e Nórdica com mais propriedade. Então conhecer uma nova cultura é algo mágico, e uma experiência única.

Mas será que o jogo só se trata de cultura, ou tem algo que pode prender o jogador? Descubra em nossa análise a seguir.

UMA HISTÓRIA ÉPICA

Raji: An Ancient Epic acompanha a história dos irmãos Raji e Golu, que são envolvidos em uma guerra bem antiga entre o bem e o mal. Golu é sequestrado por alguns demônios junto com outras crianças, e então cabe a Raji viajar a lugares inimagináveis para salvá-lo.

Pode parecer uma história bem simples, mas ela não é, pois tudo que está no meio disso é algo quase que inédito para muitos jogadores, como para mim também foi. Então prepare para ter muitas surpresas ao longo de sua jornada.

Alguns caminhos levam a momentos inesperados. Durante sua viagem, Raji consegue encontrar uma pista que leva ao seu irmão, mas que novamente a deixa um pouco mais distante do seu objetivo. É nesse ponto que o jogo muda, e temos a ajuda de uma das principais divindades Hindu, chamada de Vishnu (A deusa da preservação), que se junta a outras divindades para auxiliar no caminho tortuoso de nossa heroína. O grande ponto de vista é que Raji: An Ancient Epic quer mostrar que trilhamos o nosso caminho, mas que somos comandados pelo destino, que é tecido por esses deuses.

A história do jogo prende até o final, por trazer algo interessante a cada ambiente em que Raji atravessa. Somos contagiados por essa cultura incrível e também muito bela. São centenas de diálogos e ilustrações reais que contam um grande acervo de histórias.

O mal também tem destaque, com o grande vilão do jogo, que é bem perturbador, apresentando toda a ameaça que aquele mundo pode sofrer. Ele dará muito trabalho ao jogador, ao reunir criaturas que levam o mal consigo.

A MITOLOGIA HINDU

Um dos principais pontos positivos, e mais encantadores de Raji: An Ancient Epic, é o seu grande acervo cultural. Temos desde acontecimentos que são mesclados com o desenrolar da história, até colecionáveis que contam histórias paralelas daquele mundo, mas se juntam naturalmente com a bela história do jogo, então não deixe passar nada em branco.

Pense como uma grande aula de mitologia Hindu, onde o jogador deve viajar e entender toda aquela cultura tão diferente do que conhecemos. A cada fase que passamos, somos apresentados a figuras cósmicas e que fogem ao nosso entendimento. Se prepare para uma viagem linda e cheia de surpresas.

JOGABILIDADE DIFERENCIADA

Raji: An Ancient Epic possui uma câmera distante e vista de cima, algo parecido com o que alguns jogos mobile fazem, mas isso tem um propósito. Somos pequenos em relação aquele mundo gigante controlado por deuses. Sim, os deuses são retratados com imensidão e beleza, algo que foi bem construído dentro da proposta do jogo.

Alguns cenários mostram o seu tamanho em relação aquele mundo.

A locomoção do personagem é bem simples. Podemos escalar e pular, para algo bem parecido com os primeiros Prince of Persia, que praticamente elevaram esse tipo de jogabilidade. Mas não espere que seja somente um jogo de escalar e pular, ele é muito mais profundo do que isso. Foi exatamente essa questão que causou alguns pontos bons e ruins na minha experiência, pois tentaram alcançar um patamar que o jogo ainda não tinha condições de chegar agora, mas que futuramente, com mais investimentos, poderá atingir.

Começando pelo combate, que está bem presente no jogo, mas que falta mais profundidade, principalmente nos movimentos que lembram um jogo mobile bem simples. A física não gera tanto impacto, parecendo que estamos lutando contra marionetes. Por outro lado, algo bem positivo no combate, são as armas e habilidades, que são obtidas com o passar da história. Essas mesmas armas também possuem uma história, então se maravilhe com cada detalhe.

As habilidades são ligadas a cada arma, que podem variar de acordo com cada elemento selecionado. Além disso, eles podem ser melhorados com os pontos de habilidades que são encontrados em altares, espalhados por todo o cenário.

Outro ponto interessante da jogabilidade é a resolução de puzzles, que além de avançar a história, conta um pouco mais da história dos personagens principais, então não deixe nenhum de fora. Eles são bem fáceis de se resolver, logo não terá grandes problemas nesse quesito.

SOM E GRÁFICOS

Os gráficos são bem interessantes, com uma direção de arte incrível, que encanta a cada figura misteriosa a qual somos apresentados. O capricho com detalhes, e na maneira como a história é contada, é algo que encanta, simplesmente por fazer diferente do que o mercado acaba exigindo.

O som também cumpre o seu papel, com músicas que retratam aquela cultura. As vozes dos personagens estão bem interpretadas, mostrando o sentimento de cada situação.

Raji: An Ancient Epic possui legendas em Português do Brasil, que ajudam ao jogador a entender o vasto material apresentado.

OPINIÃO

Raji: An Ancient Epic possui uma histórica rica em cultura, que levará o jogador a lugares nunca antes visto em nosso meio Ocidental. Além de ter um ótimo acervo cultural com vários contos e ilustrações da cultura Hindu.

A história é bem contada e cheia de reviravoltas, com pontos de virada e algumas surpresas para o delírio do jogador. A quantidade de horas é bem satisfatória, de 5 a 6 horas em média, caso o jogador queira saber mais a fundo da história. A jogabilidade é interessante e tenta ousar, ao criar diversos aspectos, mesmo com poucos recursos. Mas alguns aspectos, como a física no combate, evidenciam o baixo orçamento.

Uma grande pedida para quem gosta de mitologia, e deseja fugir do convencional dos grandes lançamentos.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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