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Análise – Ghostrunner

O gênero Cyberpunk está em alta nos últimos meses, afinal estamos no ano do grande lançamento de Cyberpunk 2077, que abriu espaço para que outros jogos ganharem a atenção devida. Ghostrunner é um desses jogos, que embarcou nessa onda, mas que assumiu seu espaço, com um estilo mais frenético e hardcore.

Desenvolvido pela One More Level e publicado pela 505 Games, Ghostrunner traz um grande diferencial para se destacar em meio tantos jogos de primeira pessoa, que é a sua rapidez e grandes doses de dificuldade. Será que a dificuldade é benéfica? Ou isso pode atrapalhar a progressão do jogador? Descubra em nossa análise a seguir.

HISTÓRIA

O enredo acompanha Jack, um soldado em busca de vingança, e que foi quase morto pela grande vilã, chamada de Keymaster. Jack, ou melhor, Ghostrunner, é salvo por um grupo de ativistas que lutam contra essa grande força opressora, e buscam a paz em um mundo cheio de tecnologia.

O protagonista é ajudado por uma IA chamada de The Architect que já foi um humano, e também quer se vingar da temida Keymaster. Ambos os personagens possuem motivação suficiente para se vingar do seu inimigo, então uma grande parceria se inicia e o jogador seguirá todo o caminho guiado por essa IA, com dicas e apresentação de novas habilidades, afinal Jack perdeu seus poderes ao ser jogado da Torre. Cabe a você voltar a ser o Ghostrunner perfeito.

Outra personagem importante apresentada é Zoe, que foi uma das pessoas que encontrou Jack quase morto. Ela adiciona um contraponto de objetivos, e oferece uma sensação de que o jogador pode fazer mais por aquele mundo. No geral, os personagens do jogo não são tão profundos, ficando o maior peso na jogabilidade e progressão de fases.

ESTUDE A SUA MELHOR JOGADA

Ghostrunner coloca a prova as habilidades do jogador desde os primeiros minutos, e quando você acha que está dominando as mecânicas, são apresentadas novas formas de complicar a sua vida. Seja correndo, pulando ou fatiando, você verá que essa mistura será complicada por dezenas de fatores. Isso demonstra a capacidade do estúdio de se reinventar a todo momento, não deixando o jogador enjoar, pois sempre teremos um desafio maior para superar.

Cada fase é um desafio diferente. Com o objetivo de avançar na torre, temos que desviar de projéteis, eliminar os inimigos e ganhar terreno, com mapas cada vez mais verticais e complexos. Então estude seus movimentos e repita quantas vezes forem necessárias. Esse tipo de jogabilidade lembra muito o ótimo Katana Zero, no qual também devemos escolher o melhor caminho dentre várias possibilidades.

Estude o melhor caminho para não morrer sem necessidade.

Para quantificar os erros temos um contador de mortes, que vamos tentando diminuir a cada fase explorada, e para efeito de desafio, no final podemos fazer um comparativo com a lista de amigos, para ver quem morreu menos, ou quem passou do trecho em menor tempo.

Voltando a falar dos inimigos, eles ganham mais força com o passar das fases. Em alguns momentos somos apresentados a um tipo de escudo bolha, onde devemos eliminar sua fonte e assim voltar a destruir os adversários.

DIFICULDADE EXTREMA

A dificuldade exagerada pode ser um peso ou um mérito, dependendo do estilo do jogador. Tomou uma pancada, já era. Morreu, tem que começar o checkpoint novamente.

Um grande problema que encontrei no jogo, é não salvar durante os checkpoints, caso deixe a fase no meio e for jogar depois, você terá que jogar desde o começo. Isso é algo frustrante, pois como a dificuldade é pesada, as vezes você quer parar e tentar em um outro momento.

 O SOLDADO PERFEITO

Para dominar cada canto da cidade, temos algumas habilidades bem interessantes, que vão sendo adicionadas e melhoradas com o passar das fases. Essa evolução acompanha a curva de aprendizado do jogo, que é bem espinhosa. Então não pense que Ghostrunner é um jogo para todos, pois ele não é. Aqui precisamos de dedicação e um pouco de habilidade.

A interface de upgrades é bem interessante.

Falando em upgrades, eles devem ser escolhidos com sabedoria, afinal o custo deles é alto e devem ser administrados de acordo com a necessidade do jogador. Eles são apresentados com uma interface de blocos que se encaixam, custeando as habilidades.

Os comandos são bem simples e intuitivos, com botões para saltar, parar o tempo, atacar, e ainda algumas habilidades especiais que gastam energia. Essas habilidades, conquistadas durante as fases, auxiliam em alguns trechos mais complicados e devem ser usadas com sabedoria, para não montar a estratégia errada.

Um item bem importante do arsenal de Jack é o seu gancho, que é usado para chegar a áreas de difícil acesso. Esse aparelho ajuda a chegar em dutos e paredes que são posicionados para forçar o jogador a sair do simples sistema de pular e correr.

UM PARQUE DE DIVERSÕES

A cidade futurista de Ghostrunner possui uma arquitetura bem interessante, com uma grande verticalidade, onde seremos desafiados a todo instante. As vastas opções de locomoção forçam o jogador a pensar, afinal, todos os objetos do cenário podem ser um caminho em potencial. Desde torres, paredes e até barreiras a laser, o perigo ronda a cada metro corrido, e você não terá muito tempo para pensar.

O design de fases é incrível, com objetos que realmente fazem sentido naquele local. Além de estarem ali para ajudar no locomoção do jogador, eles combinam com o ambiente. Seja em um prédio high tech ou uma fábrica, o jogador terá uma grande quantidade de opções para avançar no mapa.

SOM E GRÁFICOS

A direção de arte é algo incrível, com ambientes que remetem a aquela realidade distópica. Os gráficos são bem interessantes, com texturas bem acabadas e uma performance bem lisa para um console da geração passada. Mesmo com vários inimigos na tela e uma ação frenética, não percebi quedas de frames, garantindo um gameplay honesto.

A performance mesmo em um console inferior é suave.

O som atende a proposta do jogo, com uma trilha sonora composta de músicas eletrônicas, mas que não roubam tanta a cena, deixando o foco para a jogabilidade. Ghostrunner não possui dublagem em Português do Brasil, mas podemos desfrutar de legendas localizadas, garantindo um melhor entendimento da história.

OPINIÃO

Ghostrunner é uma ótima pedida para quem curte se desafiar, com mapas bem verticais e perigosos. A dificuldade extrema pode até afugentar alguns jogadores, mas o jogo nunca é desleal, e joga na sua cara que ele se trata de uma experiência mais hardcore. Então caso não tenha tempo, ou paciência, para jogos difíceis, esse aqui não é um jogo para você, pois tem que gostar de sofrer.

A historia até tenta ser legal, mas não espere algo muito profundo, pois o foco do título é em sua jogabilidade frenética e cheia de recursos. Jack é um protagonista legal, mas sem muitas camadas de narrativa.

A parte técnica não falha, e mesmo rodando em um Xbox One S não tive problemas na performance.

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*Certifique que este é o preço praticado antes de efetuar a compra. Os valores podem variar.

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