fbpx
Xbox Game Pass Ultimate: Inscreva-se por R$1

DARQ: Complete Edition se trata de uma edição completa do jogo de terror psicológico DARQ, que além do jogo base, vem com os DLCs “The Tower” e “The Crypt”. Ele se trata de uma criação da Unfold Games, e que foi publicado pela Feardemic, que é um dos times que fazem parte da Bloober Team (The Medium). Com uma atmosfera que lembra muito Tim Burton, e um jeito narrativo aberto de contar sua história, o jogo também lembra jogos como Limbo, Inside e Little Nightmares.

Acompanhamos Lloyd, que está preso em um loop eterno dentro de um mundo de pesadelos, onde ele tem o desafio de entender as regras e os puzzles desse lugar bizarro para encontrar uma forma de acordar. Uma ideia simples e um tema recorrente em jogos do gênero.

Será que DARQ possui força para se destacar com tantas opções tão fortes no mercado? Vamos descobrir nessa análise.

Vivendo um pesadelo eterno

Tudo o que sabemos da trama de DARQ vem da descrição compartilhada pela Unfold Games, pois o jogo mesmo não nos conta absolutamente nada. Tudo fica por conta da nossa imaginação e interpretação. Nós acompanhamos o inferno pessoal de Lloyd que vive uma rotina desesperadora na qual busca acordar de um pesadelo. Todas as tentativas falham e ele sempre retorna ao ponto de partida, que sempre começa com uma experiência fora do corpo. Enquanto está vivendo esse loop, que parece infinito, as ameaças desse mundo se tornam cada vez mais bizarras e macabras.

Nós somos largados no mundo de DARQ sem saber nada sobre o que estamos vivendo. Nenhum diálogo, cutscene ou momentos narrativos para nos fazer criar alguma conexão. Tudo é extremamente vago. Eu adoro a subjetividade de jogos como Limbo, Inside e da franquia Little Nightmares, que citei acima, mas neles existem pequenas dicas narrativas que enriquecem o nosso raciocínio em busca de algum sentido para o que vemos na tela. Senti falta desses momentos em DARQ, pois eles certamente deixariam seu mundo mais rico.

Ainda assim, passei boa parte da minha experiência tentando juntar as peças da história de Lloyd. Buscando encontrar sentido em algum personagem que apareceu, ou algum objeto inserido nos ambientes. O mundo criado é interessante, só faltou lhe dar um pouco mais desenvolvimento.

Uma manipulação criativa da física

DARQ: Complete Edition se trata de um jogo de aventura side-scrolling 2D, no qual precisamos basicamente explorar os ambientes em buscas de pistas e objetos necessários para desvendar puzzles e assim progredir para a próxima área. Tudo acontecendo em um total de 7 capítulos do jogo base, mais os DLCs “The Tower” e “The Crypt”. Também existem inimigos, e como acontece na maioria dos jogos do gênero, só devemos ter cuidado para não alertá-los, pois Lloyd não tem chance alguma contra eles.

Primeiro, a exploração. O mundo de DARQ possui sua própria física e o nosso personagem consegue manipulá-la em diversos ambientes. Podemos, literalmente, girar os cenários, o que expande bastante as opções de onde podemos explorar em busca de uma solução para avançar. Em determinadas paredes, Lloyd se aproxima como se estivesse escutando algo, e isso se trata de um sinal subliminar do jogo, e que você precisa descobrir sozinho, de que aquela parede pode ser manipulada por você para encontrar um caminho para seguir em sua jornada. Aperte o botão A e veja a mágica acontecer diante dos seus olhos. Essa mecânica é uma das melhores coisas do jogo, seja em momentos mais calmos onde analisamos bem para onde podemos ir, ou em sequências mais rápidas, manipular a física desse mundo é delicioso.

O segundo pilar importante de DARQ são os seus quebra-cabeças. Cada capítulo possui sua própria série de desafios, sempre trazendo um perspectiva nova daquele mundo, bem como a nossa maneira de passar por ele. Apesar de diferentes, a maioria deles consiste em encontrar um objeto para ativar algum dispositivo e assim você encontrar uma nova pista ou avançar no capítulo. Mesmo que pareça algo manjado, o estúdio Unfold Games foi muito criativo na criação dos puzzles e eles nunca parecem repetitivos. Hora estamos manipulando imãs, em outro momento nos tornamos um condutor de energia para que consigamos explodir paredes, ou até mesmo procurando pernas e braços amputados para conseguir ativar dispositivos. Vai por mim, as surpresas são garantidas.

E por fim, como dito acima, DARQ também possui inimigos para complicar, ainda mais, a vida de Lloyd. Essas criaturas deformadas possuem os mais bizarros tipos de formas. Não vou falar muito acerca disso para que você também se surpreenda. Quando encontramos esses seres precisamos usar a furtividade, na qual nos agachamos para fazer o mínimo de barulho possível, e mesmo assim precisamos andar devagar para não alertá-los. Também existem pontos específicos com os quais podemos interagir e nos esconder. Não foi a minha mecânica favorita do título, pois achei a maioria das sequências de furtividade lentas demais, mas como o brilho, e o foco, do jogo estão na exploração da física e nos puzzles, essas sequências acabaram sendo adições válidas para adicionar essas criaturas e enriquecer, de alguma forma, a história.

O jogo é curto, com duração entre uma e duas horas, mas possui o tempo perfeito para não nos enjoar com os puzzles e exploração, e ainda nos deixar com a grande curiosidade sobre o que diabos pode estar acontecendo ali.

Gráficos e Som

A versão que joguei de DARQ: Complete Edition foi a atualizada para Xbox Series X, onde é possível jogar com o modo cinematográfico onde ele roda com 4K 30 FPS, ou através do modo desempenho com o título se apresentando com 1800p 60 FPS. Em ambos os modos o jogo se apresenta muito bem, com boas texturas e sem quedas de framerate, além disso os loadings são praticamente instantâneos. A Unfold Games também aderiu ao Smart Delivery, o que significa que aqueles que compraram o título no Xbox One poderão atualizá-lo gratuitamente para a nova geração, sem nenhuma complicação.

O mundo de DARQ, bem como a atmosfera criada pelos desenvolvedores, passam muito bem para o jogador a sensação desse mundo assustador, estranho e difícil de decifrar. Como não existem diálogos ou cenas explicativas, o reforço visual é muito importante para expressar o que se passa na narrativa, e podemos ver muito disso nos objetos inseridos, nos cenários apresentados e nos inimigos que surgem. O estúdio foi muito criativo ao transformar locais comuns como um teatro, hospital ou um trem e levá-los para esse mundo distópico dos pesadelos de Lloyd.

Já em termos sonoros, temos uma trilha praticamente inexistente, pois a atenção total está voltada para os ruídos que nos rondam. Jogue com fones de ouvidos, pois cada mínimo barulho que escutamos trazem o sentimento de agonia e medo que atingem o protagonista, que não consegue se livrar daquele mundo sombrio.

Apesar de não possuir diálogos, o jogo possui interface toda traduzida para o Português do Brasil.

Opinião

DARQ: Complete Edition foi uma grata surpresa. Me senti envolvida por seu universo com um toque delicioso de Tim Burton, sua narrativa subjetiva e puzzles inteligentes com o divertido uso da física. Apesar de achar que poderiam ter sido adicionados mais elementos narrativos para enriquecer aquele mundo, eu gostei muito de toda a atmosfera fantástica criada pela Unfold Games.

Entenda nossas notas


*Certifique que este é o preço praticado antes de efetuar a compra. Os valores podem variar.

Compartilhar.

About Author

Administradora de Empresas, mas apaixonada pelo mundo dos games e pelo Xbox!Fã da incrível e complexa franquia Halo e de seu icônico líder, o Master Chief. Também apaixonada por Dragon Age e seu universo magnífico. Ahhh e quem disse que Dark Souls não é divertido? :DSempre ligada nas notícias e novidades do lado verde da força!

Powered by keepvid themefull earn money