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A nossa infância é repleta de brincadeiras e momentos em família, que até hoje são lembrados por nós. Eu, por exemplo, tive grandes momentos com minha família nos quais fiquei centenas de horas jogando com meu pai, irmã e primos. Quem não se lembra de Pitfall, River Raid, Mario, Sonic e tantos outros que marcaram a nossa infância?

Um dos títulos que mais me marcaram foi o querido Alex Kidd, um jogo divertido, viciante e muito difícil. Lembro, até hoje, da minha irmã tirando onda comigo sobre ter finalizado o jogo. Lembro que poucas pessoas conseguiam o feito. Também me recordo de horas assistindo meus primos tentando passar daquelas fases difíceis, e eu morrendo logo nas primeiras. Quem não se recorda das batalhas contra chefes de “pedra, papel e tesoura”? Até hoje em conversas com meu primo eu citava esses grandes momentos.

O momento chegou para os fãs de Alex Kidd, pois esse grande símbolo está de volta após 35 anos. Alex Kidd in Miracle World DX se trata de uma reimaginação com novos níveis, que pela primeira vez chega com legendas em Português do Brasil.

Será que após 35 anos, o jogo ainda tem a mesma magia ou ele ficou no passado? Descubra em nossa análise a seguir.

O MUNDO MÁGICO DE ALEX KIDD

A história do jogo conta as aventuras de Alex Kidd, um dos herdeiros de Radaxian, um reino que foi tomado pelo terrível  Janken, o Grande, que transformou algumas pessoas do reino em pedra. Essa premissa foi mantida para a nova versão, mas foi melhorada através de novos diálogos para os personagens, que deixaram a história mais coesa.

Alex Kidd in Miracle World DX leva os jogadores para uma aventura maior do que a obra original, na qual você reconhecerá diversas localidades, que mesclam ar, terra e mar. Algo que para a época era incrível, e ainda se mostra hoje como um grande diferencial.

Cada aspecto dos mapas foram totalmente refeitos, desde a vegetação, inimigos, armadilhas e até mesmo cada efeito sonoro que ele possui. Esse cuidado com o jogo foi extremamente louvável e aquece o coração de quem é fã.

Mesmo trecho capturado nas duas versões.

Além dos veículos que foram repaginados, Alex conta com alguns itens especiais, como um anel do poder que solta fogo, vidas, esferas de proteção e até uma vassoura que voa, essa última era invisível no jogo original, agora, nessa nova versão, ela ganhou um design.

Quem não se lembra das eternas lutas contra os chefes? Na nova versão o design dos chefes se mostra mais ameaçador, com interações que não existiam antes.

Outro aspecto interessante do jogo é resolução de puzzles, que foi mantida, e era algo quase que inédito para a época. Mesmo após anos, essas partes ainda continuam especiais.

Por mais que Alex Kidd in Miracle World DX tenha uma ótima jogabilidade, ele ainda peca na precisão dos direcionais, que mesmo sendo repaginados, ainda não são 100% precisos, fazendo com que o jogador tenha dificuldade onde não deveria. Esse aspecto realmente me incomodou bastante, pois eu tive problemas desnecessários para passar em trechos que pareciam ser fáceis.

As lojinhas ainda existem em vários trechos do jogo. Nelas,  Alex pode comprar veículos e itens que dão mais poder ao jogador. Esses itens são comprados através de dinheiro encontrando no jogo, algo que já existia no original.

MAIS É SEMPRE MELHOR

Como na maioria dos jogos dos anos 80\90 a dificuldade era um grande parâmetro, seja pela jogabilidade que muitas das vezes era limitada na época, ou mesmo pela essência do título. Era um grande prazer finalizar esse tipo de jogo. Aqui essa premissa foi mantida, mas caso o jogador queira somente relaxar e jogar, ele pode escolher ter vidas infinitas. Nesse caso eu sentia que estava trapaceando, mas é algo que em muitos caso era necessário, visto que o jogo necessita de mais treinamento para vencer certas fases sem morrer.

Os chefes estão ainda mais ameaçadores.

Um detalhe importante para quem escolher ter vidas infinitas, é que esse modo não destrava algumas conquistas, então caso queira completar 100% terá que jogar sem esse recurso.

Outro adição importante é o modo clássico, que traz o jogo original, como era feito em 1986, algo bem legal para quem era daquela época. Esse modo somente é destravado após terminar o jogo pela primeira vez.

No final podemos jogar o modo clássico.

O modo batalha contra chefes também é uma ótima adição, afinal temos a possibilidade de lutar contra os chefes do jogo, que nesse modo estão mais difíceis. Uma diferença das fases normais, é que não conseguimos ver qual jogada no pedra, papel  e tesoura o chefe está pensando.

SOM E GRÁFICOS

Um dos grandes destaques de Alex Kidd in Miracle World DX é a sua direção de arte, que colocou totalmente o jogo para o nosso tempo, com uma variedade de cores para as fases. A cada mapa que avançamos somos surpreendidos por ambientes totalmente diferentes, algo que não acontecia com tanta frequência no jogo original, pois a limitação técnica era uma realidade.

Algumas fases ganharam efeitos lindos.

A performance do jogo está incrível, onde notamos que ao trocar do jogo atual para o modo clássico, o SSD do Xbox Series S ajuda nessa mudança que ocorre com muita rapidez.

O som atinge em cheio nosso coração, com músicas reimaginadas, mas que não perdem a essência do material original. O jogo também disponibilizou legendas em Português do Brasil, uma vitória para os fãs brasileiros.

OPINIÃO

Alex Kidd in Miracle World DX é a volta de um grande clássico, com uma direção de arte incrível, revitalizando todos os aspectos visuais e colocando o jogo visualmente nos dias de hoje. Ele também é mais extenso, com fases que não existiam no original. O som também cumpre o seu papel, com músicas que lembram as clássicas. Além disso, ter a possibilidade de trocar para modo clássico e atual em um apertar de botão é bem legal. Pela primeira vez, o jogo recebeu legendas em português do Brasil, uma vitória para os fãs. A inclusão dos modos batalhas contra chefes e clássico dão mais uma opção para o jogador, que após a conclusão tem mais horas de diversão.

A jogabilidade, que sempre foi um destaque na época, hoje parece datada, com controles que não são precisos como deveriam. A dificuldade ainda oferece mais trabalho para o jogador, tanto que ainda existe o modo vidas infinitas que pode facilitar a sua jornada.

No geral, Alex Kidd in Miracle World DX consegue satisfazer o desejo dos jogadores pela volta do jogo, mas expõe que mudanças na jogabilidade são tão importantes quanto visuais, e deveriam ter sido feitas.

Entenda nossas notas

*Certifique que este é o preço praticado antes de efetuar a compra. Os valores podem variar.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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