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Análise – Death’s Door

Revelado durante a /twitchgaming Showcase: ID@Xbox, Death’s Door foi um dos destaques do evento. Este é o mais novo título dos criadores de Titan Souls, que chega exclusivamente para Xbox nos consoles. O jogo é situado em um mundo de fantasia onde ‎corvos são encarregados de colher as almas dos mortos. Confira o que achamos desta curiosa aventura.

Corvos ceifadores

Um dos maiores tabus da humanidade, a morte, é o tema principal em Death’s Door. No mundo criado pelo estúdio Acid Nerve, a figura do Ceifador Sinistro dá lugar à um grande empreendimento onde corvos são responsáveis por coletar as almas daqueles que deixaram o mundo dos vivos. Bater o ponto. Coletar almas. Entregar almas. Repetir o ciclo. A morte parece apenas mais um negócio por aqui. O jogador assume o papel de um pequeno corvo dentro desta indústria.

Tudo seguia nos conformes até que, em uma atividade corriqueira de coletar almas, a Alma Designada incumbida a nós é surrupiada por um velho corvo. Após uma breve perseguição, o ladrão usa nossa Alma Designada em uma tentativa em vão de abrir uma porta trancada. Ele explica que precisa abrir esta porta a qualquer custo, pois atrás dela está a Alma Designada que ele perdera há muito tempo. Caso contrário, ele perecerá.

Assim, o problema de um velho corvo, que falhou em sua missão, vira nosso problema também. Super bacana.

Para abrir a fatídica porta, um grande número de almas é necessário. Nosso corvinho então embarca em uma épica aventura, onde terá que derrotar três tiranos que burlaram a morte por muitos e muitos anos. Criaturas que criaram seus próprios reinos, intocados pela morte, acumulando ganância, poder e almas.

Jogabilidade

A Acid Nerve não enrola e coloca o jogador em combate logo nos primeiros momentos do jogo. Uma maneira prática de ensinar o básico. Com sua espada de ceifador, você pode realizar golpes rápidos com pouco dano ou um golpe forte e lento. Realizar ataques a distância com seu arco. Por último, esquivar. Os inimigos não possuem barras de vida. Você só consegue calcular o quanto falta para derrotá-lo com base no número de golpes que ele recebe até cair.

Já no nosso caso, o corvo possui um conjunto de barras verdes para indicar a vida. Cada golpe recebido é uma barra a menos. Também temos um contador para ataques a distância. Cada ataque consome um contador, que pode ser regenerado conforme você acerte golpes em inimigos ou objetos.

Mais do que simplesmente sair matando e coletando alma de tudo e todos que vê pela frente, Death’s Door possui muita exploração e resolução de puzzles. Nada que fará você criar fios brancos, mas eles são bem elaborados.

A exploração em si merece um destaque especial. É bem bacana sair por aí conhecendo o curioso mundo criado pela Acid Nerve. Você encontra coletáveis e vários itens que o facilitarão sua jornada para recuperar sua Alma Designada.

Death’s Door é um jogo de ação e aventura com clara inspiração nos clássicos do gênero. É quase inevitável jogá-lo e não comparar com os antigos títulos da franquia The Legend of Zelda. Visão por cima. Uma jogabilidade simples e amigável. Muita exploração. Tudo com um toque original do estúdio.

A morte sempre está ao seu lado

Apesar da temática um tanto mórbida, Death’s Door nos apresenta um adorável mundo. Cenários incríveis e muito bem detalhados. Personagens adoráveis. Dá gosto de sair explorando cada canto do jogo, conhecendo mais sobre seu mundo e aqueles que o habitam. Ainda há uma trilha relaxante, que consegue trazer um ar de serenidade ao jogo.

Tudo isso para contrabalancear um tema tão delicado como a morte, que é algo recorrente nos diálogos do jogo. Muitos a temem, cada um com seus motivos. A Bruxa das Urnas, por exemplo, resolveu amaldiçoar sua família para impedir que suas almas deixassem seus corpos. Tudo por não poder aguentar a dor da partida. Outros não aguentariam deixar seu legado de conquistas para trás.

Mas há aqueles que se perguntam o preço da imortalidade. Valeria a pena viver eternamente em troca de sua liberdade? Sempre servido alguém, sem poder escolher seu destino. O que seria pior, morrer ou viver com a dor de um coração partido?

Nós somos abordados em diversos momentos pelo tema. Será que devemos temer a morte tanto assim? Bom, cada um pode encará-la de uma forma, mas a única certeza é que, tudo que começa tem um fim. Não importa quanto tempo leve.

Opinião

Death’s Door tem potencial para se tornar um dos melhores indies do ano. Personagens adoráveis e marcantes. Belos cenários. Uma excelente trilha sonora. Ainda está legendado em português do Brasil!

Minha experiência com o jogo foi tão positiva que só parei de jogá-lo assim que o terminei. Mas devo voltar em breve, pois ainda há muitos segredos para descobrir. Um excelente trabalho da Acid Nerve em parceria com a Devolver Digital.

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