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O terror é um dos gêneros mais amados dos jogos, cujo interesse vem crescendo nos últimos anos. Além dos tradicionais Resident Evil e Fatal Frame, tivemos grandes jogos sendo lançados e até mesmo ditando uma forte tendência, com por exemplo Outlast e The Medium que seguem em uma pegada mais terror psicológico.

Hoje, o terror psicológico faz mais sucesso do que o popular Survival Horror, com jogos que possuem uma imersão ainda mais assustadora. Não é somente o monstro mais bizarro, e sim o que aquela experiência pode te oferecer. Dessa fórmula surgiu HORROR TALES: The Wine, um jogo criado e desenvolvido por Carlos Coronado, que trabalhou sozinho em todas as fases do projeto.

O jogo se passa em uma ilha localizada no Mar Mediterrâneo, no qual uma pandemia aconteceu, causando uma grande devastação no lugar. O protagonista chega ao local para buscar a cura para esse problema, mas chegando lá tudo que ele encontra é um terror por cada canto.

Será que HORROR TALES: The Wine tem potencial para conquistar um espaço no coração dos jogadores, ou ele é mais do mesmo? Descubra em nossa análise a seguir.

UMA BUSCA PELA CURA

Ao chegar no porto da ilha, aparentemente não localizamos nenhuma vida, todo o problema da “febre do diabo” contribuiu para o isolamento e morte da população, que sofreu com a doença e com as consequências dela.

A história de HORROR TALES: The Wine começa bem morna, mas conforme avançamos entendemos tudo o aconteceu no local e todo o terror que aquele povo sofreu, além dos problemas políticos que também estão presentes no jogo. A causa dos problemas é algo bem sinistro, pois com as informações que temos no jogo, já começamos a imaginar todo aquele desespero, que beirou a loucura, transformando as pessoas em monstros.

Alguns locais ficam bem estranhos.

Sinto que faltou mais dinamismo para contar a história, pois boa parte das informações sobre a trama está presente em cartas espalhadas pelo local, que explicam bastante daquele mundo, mas que pode passar despercebido por alguns jogadores. No entanto, isso é algo comum em muitos jogos nesse estilo. Além dos textos, alguns locais mostram fatos que ocorreram através de restos mortais, ou objetos bem sinistros. Isso aliado ao texto, traz um contexto bem pesado para alguns acontecimentos do passado.

A parte final é excelentes e cheia de surpresas, deixando o jogador empolgado até começar os créditos finais, com um final bem corajoso e que pode inspirar outros desenvolvedores.

O MEDO DO DESCONHECIDO

Nos primeiros minutos de jogo somos apresentados aos comandos bem simples, que são pular, correr, abaixar e um botão para ativar portas e outras coisas. Após esse pequeno tutorial, o jogador começa a avançar pelo estranho local para buscar a cura e deve explorar locais cada vez mais complicados. Essa exploração bruta aliada a ausência de um mapa ou personagem para te ajudar na localização contribui para a tensão, que é criada a todo instante.

Um dos maiores pontos positivos de HORROR TALES: The Wine é trabalhar com maestria essa tensão no jogador. Ele mescla bem trechos leves em meio a uma bonita paisagem, com outros locais escuros e de difícil acesso. Esse aspecto é potencializado pela aparição de uma figura estranha que vira e mexe acaba perseguindo o nosso protagonista. A música se intensifica e tudo acaba ficando mais pesado, e quase sempre somos assustados pelas suas aparições.

Além de ter que fugir dessa “assombração”, em muitos casos temos que resolver alguns puzzles e lidar com essa ameaça sobrenatural ao mesmo tempo, dificultando a vida do jogador. Poucos jogos fazem isso com maestria, e aqui fomos agraciados com esse recurso.

O antagonista do jogo é misterioso.

Outra aspecto que me deixou muito tenso, foi que durante algumas partes um gato preto passa por um corredor, ai logo após somos atacados pela assombração, o que cria uma expectativa por esse momento tenebroso.

Outro problemão que o jogador deve resolver é nosso antagonista, que anda com uma capa preta e uma arma poderosa. Essa combinação de algo sobrenatural com uma ameaça real deixa tudo ainda mais confuso, gerando curiosidade e também medo. Em vários momentos somos confrontados por ele, e inclusive ele brinca com o jogador, deixando tudo mais tenso. Pior que morrer é ser torturado psicologicamente.

JOGABILIDADE SIMPLES

Como disse anteriormente, a jogabilidade é bem simples, pois toda a mecânica do jogo é bem básica, dependendo exclusivamente da experiência do cenário. Cada nível explora a habilidade do jogador em resolver problemas e avançar.

HORROR TALES: The Wine foi desenvolvido usando Unreal Engine,  sendo muito bem feito, com uma física que é bem efetiva, dando muita liberdade para o jogador passar das fases, usando os objetos a seu favor.

Não temos armas ou qualquer coisa para nos defender, no máximo usamos uma lanterna em alguns momentos específicos, criando uma tensão bem interessante. No começo isso me soou estranho, mas depois de mergulhar no jogo acabei entendendo toda a sua experiência.

Os gráficos são bem realistas.

Além das fases principais, temos objetivos secundários que são bem desafiadores e ocultos, recompensando o jogador que busca a exploração minusciosa. Após o final do jogo, temos a opção de um modo fotografia, no qual podemos curtir todo o cenário sem preocupações.

Outro ponto que devo destacar é sobre os quebra-cabeças, que existem em uma boa quantidade, mas que se tornam bem repetitivos. Acredito que trazer maneiras diferentes de fazer o jogador raciocinar poderia trazer mais imersão. Lógico que em muitas vezes passar por certas partes no jogo pode ser considerarada como uma forma de quebra-cabeça, mas ainda sinto que faltou mais desafios tradicionais.

SOM E GRÁFICOS

HORROR TALES: The Wine possui gráficos bonitos, mostrando que Carlos soube trabalhar muito bem com a Unreal Engine. O jogo possui ótimas técnicas de iluminação e sombra, dando uma diversidade em seus cenários. A performance também é boa, sem bugs ou travamentos no Xbox Series S, algo incrível para um jogo desenvolvido por somente uma pessoa.

O som é interessante, mas falou uma trilha mais presente, dando espaço somente para momentos de mais tensão. No entanto, vale ressaltar que também é natural que jogos desse estilo se foquem mais em sons ambientes e barulhos para criar uma atmosfera mais tensa. Apesar do jogo fazer isso bem, sinto que poderia ser melhor, com mais sons, como o vento, por exemplo. Como temos bastante textos, senti falta de legendas em Português, algo que poderia ser incluído posteriormente. Quem sabe em uma futura atualização?

OPINIÃO

HORROR TALES: The Wine é um bom jogo para quem curte um terror mais psicológico e deseja fugir do tradicional. O principal sentimento que um jogo desse gênero deveria causar ele cumpre com maestria, que é dar sustos e criar tensão.

Os quebra-cabeças são parte da jogabilidade, com presença constante e bem localizados, inclusive em momentos de tensão. Mas deveriam ter mais variantes, forçando o jogador a raciocinar. A história é bem interessante, inclusive com grandes reviravoltas, mas deixa a desejar no jeito que é contada, forçando o jogador a ler muitos textos, algo que poderia ser mais dinâmico, com mais diálogos entre as partes. Ainda assim, eu reconheço que essa dinâmica é natural em muitos jogos do gênero.

No geral, HORROR TALES: The Wine  é uma ótima pedida para quem curte esse tipo de terror mais psicológico, e busca algo diferente dos grandes blockbusters. O preço vale super a pena, então seja feliz e tome muitos sustos.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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