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A mitologia nórdica é uma das mais populares dos últimos anos, principalmente após o grande sucesso da séries Vikings, que retratou com muita competência essa cultura. Nos jogos, tivemos o ótimo Assassin’s Creed Valhala, que também explorou a fundo a cultura nórdica, e trouxe muitas informações sobre deuses e toda a sua magia.

Embarcando nesse mesmo mundo, temos um indie bem promissor, chamado de Song of IronO jogo foi desenvolvido por uma única pessoa, Joe Winter, que é um desenvolvedor bem competente e se mostrou bem engajado em fazer o projeto acontecer. Eu acompanhei por anos o seu projeto ganhar vida, e foi bem legal saber que enfim pude jogar essa obra diferenciada.

Será que Song of Iron representou bem o tema Viking, ou ele somente embarcou nessa ideia para ganhar mais popularidade? Descubra em nossa análise.

SEJA UM VIKING

Nos primeiros minutos de Song of Iron nos deparamos com uma cena bem forte, no qual nosso protagonista tem sua família morta por outra tribo, então ele parte em uma jornada de vingança. Esse começo é bem importante para dar um sentido a jornada de nosso herói, que está furioso. Assim que encontramos os primeiros inimigos temos um pequeno tutorial, para explicar as mecânicas do jogo, que são bem simples. Rapidamente já estamos em combate, lutando contra diversos adversários.

A mitologia está bem presente em Song of Iron.

Uma das coisas que mais me impressionaram nessa obra é a fidelidade acerca da cultura Viking, com dezenas de referências, desde armas, runas ou até mesmo seu misticismo. Tudo é feito de forma que o jogador possa estar imerso dentro do contexto da obra.

Uma coisa fica bem clara, aqui não temos o apego pelo personagem e sim pelo sentimento que ele carrega. Nosso herói não tem falas, então o mundo fala por ele, assim como outros personagens, que interagem com o protagonista.

UMA HISTÓRIA SUPREENDENTE

A trama de Song of Iron acompanha um guerreiro Viking em uma busca por vingança, e para atingir o seu objetivo ninguém ficará em seu caminho. Mesmo com força de vontade, teremos que buscar uma armadura sagrada, que está espalhada por todo território hostil.

Essa jornada nos leva por muitos lugares perigosos, com criaturas místicas e armadilhas mortais. Fiquei bem empolgado quando encontrei o primeiro Troll, que no primeiro encontro deu trabalho para vencê-lo. Além disso, temos orcs, monstros de pedra e até mesmo ursos enormes que te colocarão em perigo.

A história te levará para lugares incríveis.

A história navega entre altos e baixos, com pouco desenvolvimento do protagonista e dos antagonistas, deixando muito do que existe para o imaginário do jogador. Faltaram textos complementares e uma voz para o nosso herói, que daria mais entendimento para o expectador.

Existem momentos épicos e de cair o queixo, principalmente o final, que é incrível e que abre um leque incrível de opções. Quando chegamos ao clímax da história foi algo surreal e inesperado, principalmente ao descobrir a verdade do que realmente aconteceu.

O PREÇO DO DESENVOLVIMENTO SOLO

Song of Iron tem uma proposta de jogabilidade muito boa, mas peca na sua execução, pois os comandos são bem travados e estragam as vezes o combate. Durante meus testes, antes do lançamento, aconteceram vários crashes, mas eles foram sanados com o primeiro patch de atualizações. Ainda assim, o jogo está com alguns bugs de física, com travamentos de personagens, que em vários momentos me obrigou a reiniciar o checkpoint.

O protagonista pode usar várias opções de armas, incluindo espadas, escudos, lanças, machados e até mesmo arco e fecha, que funciona melhor que as armas de corte. Essas armas são encontradas no chão ou ao eliminar nossos inimigos, assim como as fechas que podem ser tiradas dos inimigos mortos.

Como disse anteriormente, conforme encontramos as tais peças da armadura, ganhamos alguns poderes, como ativar fogo nas armas, raios e até mesmo aumentar nossa velocidade com nossas botas. Ativar esses poderes não é intuitivo, confundindo o jogador em alguns momentos cruciais.

Tome cuidado com algumas armadilhas.

Além do combate, o jogo possui várias armadilhas espalhadas pelo mundo que são bem desafiadoras, e conseguem elevar o nível da jogabilidade.

Os problemas poderiam ser menores, caso o desenvolvimento tivesse uma equipe maior, então devemos reconhecer o esforço do desenvolvedor, que possui um grande potencial.

O MUNDO SOB OS OLHOS DE UM ARTISTA

O mundo de Song of Iron é uma obra de arte, com cenários variados, que vão desde montanhas gélidas, lagos deslumbrantes e até cavernas misteriosas. Tudo é feito de forma que o cenário traga imersão para o jogador, afinal a história possui poucas informações, então nada mais justo que a imagem ajude a contar um pouco mais dessa história.

O design das fases é incrível.

Um artificio bem interessante da câmera é a sua profundidade, que as vezes passa por trás de arvores e pedras, algo bem diferente do que costumamos ver.

O som também é marcante, com músicas interessantes que remetem a cultura Viking. Song of Iron possui legendas em Português do Brasil, algo bem interessante, ainda mais para um projeto de pequeno porte.

OPINIÃO

Song of Iron possui uma história interessante e cheia de potencial, com momentos épicos, principalmente no seu final. Infelizmente, por se tratar de um desenvolvimento solo, careceu de alguns recursos como mais diálogos e textos para enriquecer a sua história. Ele também pecou no seu combate, que soa pesado e em muitos momentos travado. Alguns bugs podem incomodar, mas deve se levar em conta a dificuldade de se desenvolver sozinho.

O design de fases é incrível, com uma estrutura que ajuda a contar um pouco da narrativa de seu mundo. Outro ponto que chama a atenção é o som, que combina muito bem com toda aquela atmosfera Viking. Algumas fases também possuem armadilhas, algo que traz uma boa dose de dificuldade para a experiência.

Entenda nossas notas


* Certifique que este é o preço praticado antes de efetuar a compra. Os valores podem variar.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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