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O EA Originals é uma das iniciativas mais interesses dos últimos anos, com foco em jogos que possuem cunho mais artístico, além de um potencial absurdo de sucesso. Confesso que sou um grande fã do programa, visto que sou apaixonado por esses tipos de jogos, e a cada título anunciado no programa, sinto que poderemos ter mais um sucesso em nossas mãos. Recentemente tivemos o incrível Knockout City e o possível candidato a jogo do ano, It Takes Two. Eles mostraram, de uma vez por todas, que devemos ficar de olho nesse selo, que é sinônimo de qualidade.

Agora chegou a vez de Lost in Random, desenvolvido pelo estúdio sueco Zoink Games (criador de Fe). O jogo mistura ação e aventura, com um sistema bem interessante de cartas em seu combate, algo bem diferente do tradicional. Com uma história de fantasia e um sistema de combate diferenciado, será que o jogo merece a sua atenção? Descubra em nossa análise a seguir.

UMA HISTÓRIA SUPREENDENTE

O enredo de Lost in Random começa no pequeno povoado de Onecroft, que faz parte do mundo de Random, no qual nossa protagonista Even nasceu. Ela brinca com outras crianças e sua irmã Odd, em um momento que nos faz lembrar a infância, mas nem tudo são flores. Em Random a Rainha ordenou que as crianças com 12 anos de idade e que consigam um seis no dado sejam levadas para o seu castelo. Even e Odd são caçadas, e mesmo com toda perspicácia, Odd é capturada e levada para o covil da grande vilã.

Anos se passam, e Even não tem mais noticias de sua querida irmã, até que um dia ela tem um sonho sinistro. Ao acordar, ela acaba seguindo uma figura misteriosa até o seu destino, que culmina na maior aventura de sua vida. Cada passo dado por Even nos confronta com as dúvidas da protagonista, em relação a sua missão, ou mesmo se somos capazes de salvar Odd, esse aspecto é importante para vermos o crescimento da personagem.

Alguns inimigos são bem poderosos.

Even é uma personagem incrível, cheia de personalidade, e que nos encanta a cada momento que vivenciamos essa bela história. Essa ligação do jogador é muito importante, para realmente sentirmos toda a emoção e ligação com os outros personagens que interagem com a menina.

Em determinado momento da história encontramos Dicey, o dado poderoso que ajuda a Even na missão de resgatar a sua irmã. Dicey não é somente um ser poderoso, ele também é um grande amigo, que nunca desistirá de você, e a cada momento que vivemos, entre altos e baixos, nossa relação só fica ainda mais forte, tecendo os momentos mais marcantes do jogo.

Alguns sonhos de Even explicam parte da trama.

A medida que nos aproximamos do castelo da Rainha, descobrimos mais do passado da personagem que o habita, que está no centro de tudo, com grandes revelações nas partes finais. Ela realmente é uma vilã poderosa, e que vai te fazer odiá-la, principalmente por suas ações contra toda a população de Random. A Rainha é temida por pessoas boas e respeitada por figuras de má conduta, essa dualidade nos roda em cada canto.

A história de Lost in Random foi muito bem escrita, assim como seus diálogos, que mesmo sendo longos amarram pontas soltas do enredo. Então caso queira saber mais do mundo de Random interaja bastante com outros habitantes.

O SOTURNO REINO DE RANDOM

Random é dividida em seis povoados – Onecroft, Two Town, Threedom, Fourburg, Fivetropolis e Sixtopia. Em cada cidade que conhecemos, somos apresentados a uma determinada classe social de Random, que em sua maioria sofre com o reinado da terrível Rainha. Alguns usam do regime autoritário para lucrar com o sofrimento, então veremos muito do submundo das cidades, algo que funciona como uma critica da sociedade moderna.

Random possui uma arquitetura gótica e melancólica, algo que combina com todo o sofrimento causado pela temida Rainha, cada cantinho dos locais onde passamos, conta um pouco da história desse universo, desde vielas com crianças largadas, ou bandidos falando baixinho, a até mesmo mercadores falantes.

Even conhecerá várias figuras interessantes.

Uma das cidades que mais achei interessante foi Threedom, que vive uma guerra incessante. Lá encontramos trincheiras, canhões e tudo que remete a um conflito armado. Outra cidade que mostra essa melancolia é Onecroft, que é o primeiro local que conhecemos, como uma verdadeira periferia, com crianças brincando em locais sujos e sem muita esperança de mudança.

O povo de Random tem a Rainha como seu principal medo e esperança de uma vida melhor, então cuidado com quem você fará amizade, pois pode ser o seu fim. Esse aspecto da relação com o mundo de Random é bem explorado nas missões secundárias, no qual descobrimos mais informações dos habitantes através de segredos que somente são revelados durante essas missões. Além de trazer mais conteúdo para Lost in Random, elas também são bem recompensadoras, com moedas do jogo e também as cartas, que falarei mais para frente nessa análise. As moedas são conquistadas em vasos espalhados por todas as localidades e ao completar algumas missões.

UMA AVENTURA CHEIA DE PERIGOS

Lost in Random também é um jogo de plataforma, mas com comandos bem simples, usados para se locomover nas cidades. Não espere nada muito complexo ou que faça o jogador ter dificuldades, aqui o destaque fica para a história e o combate através das cartas.

Em alguns momentos o perigo se faz presente no cenário, mas isso aparece para o jogador como uma experiência narrativa, algo que alguns jogos fazem para criar um momento de tensão para o jogador.

ESTUDE A SUA MELHOR JOGADA

Uma das coisas que mais curti em Lost in Random foi o seu combate. Ele é simples, mas possui uma grande variedade de recursos. Even pode usar um estilingue para atingir cristais em pontos específicos dos inimigos, e ao fazer isso ela coleta uma certa quantidade do mineral e assim tem o poder de rolar o seu dado. Quando atingimos um número, podemos ativar nossas cartas que consomem esse número. Digamos que para ativar uma carta de espada é necessário dois pontos, ao rolar o dado atingimos o número quatro, então sobrou dois pontos para ativarmos outras cartas e fortalecer Even com outras ações em tempo real.

Essa mecânica de cartas é muito divertida, pois quando ativamos o poder delas mudamos a realidade de Even, que pode usar armas contidas nessas cartas. A variedade é bem interessante, permitindo o jogador a escolher um deck que abrange diferentes inimigos.

Escolha sua melhor arma.

As cartas são bem divididas, temos desde opções de cura, dano, armadilhas, defesa e até mesmo invocações. No total são 45 opções diferentes, mas você pode usar apenas 15 delas em seu deck, então escolha as cartas que combinam melhor com o seu estilo de jogo. Os inimigos influenciam bastante nessa escolha, pois a medida que avançamos somos apresentados a formas mais complexas deles, com escudos, campos eletromagnéticos e até mesmo de proporções maiores.

Eu fiquei bem surpreso com as mecânicas de cartas, pois achei que seria algo mais simples como em um jogo de cartas de RPG, no entanto Lost in Random oferece algo viciante e que te prende até a batalha final, na qual colocamos nossas habilidades a prova.

O aprendizado é bem simples, principalmente pelas instruções que são dadas. Rapidamente já estamos criando estratégias e decorando qual arma é melhor para lutar com determinados inimigos. As batalhas contra chefes não estão de fora da equação, com momentos de muita ação e estratégias diferentes. Escolha suas cartas e parta para a luta com muita sabedoria.

Alguns inimigos darão muito trabalho para Even.

Outro ponto interessante é a mesa de tabuleiro, na qual temos um peão que avança a medida que eliminamos determinados inimigos. Essa parte é bem interessante, pois explora suas habilidades e como lidaremos com situações adversas. A variedade de tabuleiros agrada, com canhões no centro, ou mesmo um grande circulo onde devemos jogar bombas que caem de algumas rampas em volta do cenário, parece louco, mas faz todo o sentido quando começamos a partida.

Lembra das moedas que citei brevemente, elas são usadas para comprar novas cartas na loja do Dex, que está disponível em algumas localidades de Random. É uma parte bem divertida, pois podemos comprar cartas mais poderosas ou mesmo coleciona-las.

SOM E GRÁFICOS

Lost in Random possui fortes referências em obras bem conhecidas como Coraline, Estranho Mundo de Jack e muitas outras que encantam o expectador com algo mais soturno e melancólico. O design de personagens também beira ao bizarro, algo que está comtemplado nesse tipo de arte. A direção artística acompanha essas referências com algo bem criativo e cheio de personalidade. Em poucos minutos já estamos imersos naquela aventura.

Dex é um dos personagens mais legais que encontraremos.

O som também combina com toda essa melancolia, de forma que o jogador nunca esquecerá aquele mundo, com músicas que ficarão em sua mente. Quem não se recorda das músicas marcantes de Fable? Aqui temos algo bem similar.

Outro ponto interessante do som é a narração, que tem um narrador com uma voz marcante. Ele nos contará como Even está se sentido e ditará os acontecimentos da história. O mais legal disso tudo é que o narrador não é chato, e, literalmente, se torna um personagem da história.

Infelizmente, Lost in Random não possui legendas em nosso idioma ou mesmo dublagem, algo que faz muita falta visto que a história é repleta de diálogos interessantes.

OPINIÃO

Lost in Random é uma ótima opção pra quem busca um jogo de aventura diferente, com mecânicas de combate que fogem do tradicional. A jogabilidade com as cartas é bem divertida e cheia de possibilidades, simplesmente por trazer uma grande variedade para o jogador montar o seu próprio deck, com opções de ataque, defesa, invocações e até mesmo trapaças. O uso das cartas impressiona, com algo que lembra os jogos de ação e RPG modernos, no qual o jogador executa a ação e não fica somente assistindo.

A história é rica de conteúdo, com uma grande variedade de missões principais e secundárias, que exploram cada canto de Random e seus habitantes. Seus personagens cativam e se tornam inesquecíveis, desde a protagonista cheia de personalidade, a até mesmo a Rainha que é uma vilã cheia de maldade.

Lost in Random é uma bela viagem a mundo repleto de melancolia, mostrando que devemos ter esperança mesmo quando tudo parece estar errado.

Entenda as nossas notas


*Certifique que este é o preço praticado antes de efetuar a compra. Os valores podem variar.

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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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