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HALO é uma das maiores franquias do mundo, com mais de 20 anos desde o lançamento do primeiro jogo, chamado de Halo: Combat Evolved, que redefiniu todo um gênero e ditou tendências de como funcionaria um  multiplayer online e pavimentou todo sucesso da Xbox LiveMaster Chief, o protagonista da série, é um símbolo tal como Sonic ou Mario são para outras plataformas, tamanha a importância dessa obra para a indústria. Quando você pensa em Xbox, não tem como não lembrar do Spartan 117.

Halo nasceu nas mãos da Bungie, que alavancou a plataforma Xbox ao seu enorme patamar de qualidade que temos hoje. A Bungie deixou o comando da franquia, e trilhou seu caminho com Destiny, ficando a responsabilidade nas mãos da 343 Industries, um estúdio criado exclusivamente para trabalhar com a saga. Entre mais erros do que acertos, minha desconfiança só aumentou com o estúdio, mesmo fazendo um trabalho bom em Halo 4 e depois na média com Halo 5, nada poderia ser mais estranho do que as primeiras apresentações de Halo Infiniteno qual tive um grande receio do que a franquia se tornaria. Foram anos de espera, para que finalmente pudéssemos colocar as mãos no jogo.

Primeiramente tivemos o lançamento do multiplayer, com testes que sairam meses antes do lançamento da campanha. Como falamos em nossa análise, fomos agraciados com um ótimo jogo, que ofuscou o lançamento de outros jogos do gênero. Mas a campanha, que sempre foi parte importante da franquia, era uma grande incógnita.

Será que a 343 conseguiu trazer mudanças necessárias, ouvindo seus jogadores, ou o estúdio cavou sua cova de vez? Descobriremos a seguir se tivemos um vislumbre do futuro da franquia ou sua condenação…

A LENDA MASTER CHIEF

Quem não conhece o famoso Spartan 117? Master Chief, como disse anteriormente, é um símbolo de esperança e força, que além de colocar medo nos inimigos, é uma fonte de inspiração para os aliados. Logo nos primeiros minutos de Halo Infinite, somos impactados com acontecimentos, que colocam Master Chief em perigo. Essa fragilidade do soldado é importante em nossa jornada por Zeta Halo, que esconde perigos cada vez mais reais.

Master Chief está ainda mais humano.

Toda nossa aventura é uma jornada de crescimento para o personagem, que mesmo sendo um veterano, ainda possui questionamentos e precisa colocar um ponto final em certos acontecimentos. Como uma fênix, precisamos nos reerguer e começar algo novo.

Fiquei bem feliz com a humanização do protagonista, que mesmo sendo um grande brucutu, possui fortes sentimentos. Ele está ali para completar sua missão, mas também possui motivos pessoais, e isso quebra qualquer simplicidade no roteiro. Nunca fomos tão conectados Chief, pois sentimos o que ele sente e isso é mágico.

UM RECOMEÇO INTERESSANTE

Um dos maiores símbolos de Halo Infinite é o recomeço, sim, por mais que o jogo não seja um reboot, ele pode funcionar como um. Nos primeiros minutos ainda temos algo bem semelhante a transição de ambientes lineares, algo que sempre funcionou na franquia. Após toda a introdução, nos deparamos com um mundo bem vasto para explorar. Zeta Halo está disponível para viver nossas aventuras da maneira que desejarmos. Lógico que muitas coisas não estão disponíveis, afinal fazem parte da trama, mas sim, Halo Infinite pode ser considerado um jogo de mundo semi-aberto.

A primeira comparação que logo vem na minha cabeça é a franquia Far Cry, que possui um mundo com muitas coisas interessantes para se fazer. Halo Infinite pegou essas inspirações e trouxe bases para serem tomadas, alvos para serem eliminados e alguns coletáveis. A grande diferença é a recompensa em completar esses objetivos secundários, que trazem novas variações para armas e mais conteúdo para a história. Caso queira conhecer mais da história da franquia, tanto do passado quando do presente, é importante que colete os áudios espalhados pelo mapa e que estão escondidos em algumas bases.

O Zeta Halo é extenso, mas temos maneiras diferentes de se locomover.

Outro aspecto interessante dessa exploração por Zeta Halo é que assim que dominamos uma base, temos a possibilidade de escolher um veiculo e armas. Conforme você avança mais na história e no mapa mais coisas são liberadas, trazendo mais facilidade para nossa aventura. Falando em facilidade, a curva de dificuldade está muito boa, com variações em alguns locais. Caso escolha a dificuldade padrão, terá dificuldades razoáveis em alguns pontos da trama, mas nada que seja tão impossível.

UMA NOVA ERA

A história de Halo Infinite é contada de forma exemplar, com muitos diálogos entre o Piloto, Master Chief e a nova inteligência artificial chamada de Arma. Esse trio de protagonistas funcionou, pois conseguimos mesclar o passado e o futuro. Master Chief conhece tudo sobre o universo, assim como o piloto, mas a arma é um novo ser, que esta ansiosa para ter conhecimento de tudo a sua volta.

Tudo na história caminha para um reinicio, digamos que mesmo sendo uma continuação das histórias de Chief, realmente sentimos que estamos fazendo um novo caminho a ser trilhado, uma nova jornada.

A paisagem do Zeta Halo é linda.

Amei a forma de contar a história, que mesmo sendo algo parecido com um mundo aberto, temos pontos chaves da trama, que culminam em algo maior a cada passo dado por Chief. Lembra que citei Far Cry como uma possível inspiração? Alguns acontecimentos lembram os encontros com vilões, algo que causa surpresa ao jogador.

Os vilões de Halo Infinite também roubam a cena, principalmente Escharum que nos ameaça desde os primeiros minutos de nossa aventura. Nunca em um Halo tivemos um inimigo que coloque Chief tão em perigo. Pra piorar, Escharum não está sozinho, ele possui um exército enorme ao seu lado, que fará de tudo para que não alcancemos nosso objetivo. No exército dos banidos temos alguns que se destacam e teremos muitos problemas para lidar com esses chefes.

Falando em chefes, as batalhas são incríveis e nos surpreendem a cada perigo que vivemos, com inimigos que realmente nos ameaçam, colocando nossas habilidades a prova. Inclusive em alguns momentos tive que mesclar as habilidades de Chief para enfrentar alguns inimigos, e isso é bem interessante.

JOGABILIDADE CLÁSSICA, MAS RENOVADA

Um dos pontos que mais tinha curiosidade, era como seria a jogabilidade no novo motor Slipspace Engine, algo que foi saciado no multiplayer e depois confirmado no modo campanha. O gunplay de Halo Infinite é prazeroso, deixando o jogador sentir as diferenças de cada arma. Além disso, a engine faz um ótimo trabalho de precisão, mesmo jogando em um controle, temos facilidade em atirar.

Diferentemente dos outros Halo, aqui podemos fazer melhorias em Master Chief. Essas melhorias são usadas como habilidades, que envolvem escudo, aquele dash poderoso ou mesmo uma sonda para detectar inimigos. Muitas dessas habilidades já foram vistas antes nos jogos anteriores.

Os ambientes internos são bem familiares.

A grande novidade fica para o Grappling Hook, que é uma das coisas mais incríveis adicionadas a franquia. Muitos irão dizer que não é uma novidade no mundo dos jogos. Sim, é algo que já existe. Mas da forma que foi incorporada, acabou se tornando algo crucial para a jogabilidade. Primeiro que você pode se locomover pelo mapa rapidamente, além de poder subir em locais ainda mais difíceis e encontrar várias surpresas. Segundo, que temos uma nova maneira de jogar, com ações de evasão e roubada de armas ou veículos, além de usar como combinação de ataques contra nossos inimigos.

Nem tudo são flores, pois um dos maiores erros de Halo Infinite é a sua seleção de habilidades e granadas, que é usada com o direcional, ficando algo bem impreciso. Espero que eles possam mudar esse aspecto, talvez incluindo uma simples roda de habilidades, algo que existe na maioria dos shooters.

Outro ponto importante que faltou foi o modo campanha em cooperativo, no qual muitos jogadores sentem falta. Alguns momentos claramente foram feitos para jogar em cooperativo, principalmente para andar com o Warthog com o amigo atirando em uma torreta. Se trata de um elemento clássico de Halo, e fez falta em Infinite. Vale lembrar que o Co-Op para a campanha será adicionado, gratuitamente, junto com a chegada da segunda temporada do multiplayer.

SOM E GRÁFICOS

Mesmo com um mundo semi-aberto, Halo Infinite não peca em seu desempenho. Todo meu trajeto foi feito em um Xbox Series S e posso afirmar que o caçula se manteve de pé.

O Zeta Halo mesmo sendo uma paisagem homogênea é bem bonito, mostrando a capacidade da Slipspace Engine em criar ambientes vastos. Sinto que faltou variedade de biomas, mas essa simplicidade é algo que está presente no contexto do jogo.

As armas e veículos possuem designs bem construídos, trazendo nuances novas, mas sem deixar o ar original de lado. Os inimigos não trazem detalhes tão primorosos, mas estão longe de serem feios. O grande destaque fica para Master Chief, que está com uma armadura danificada pelas inúmeras batalhas, algo que mostra uma atenção a cada detalhe da construção do personagem.

O Zeta Halo possui alguns ambientes bonitos.

O som é espetacular e chama muita atenção, temos desde uma trilha sonora incrível, até mesmo efeitos sonoros bem construídos. Fica bem notório que o tempo de adiamento foi muito importante para lapidar esses aspectos.

Outro ponto que se destaca no som é a dublagem, principalmente nos grunts, que possuem os diálogos mais engraçados de toda a franquia, é sério. O vilão Escharum também é um destaque, possuindo uma voz imponente, adicionando aquele ar de ameaça.

OPINIÃO

A campanha de Halo Infinite sacramenta o trabalho de renascimento da 343 Industries, que foi muito questionada por jogadores e veículos de imprensa. Muitos sabiam do desafio que era começar uma engine do 0, mas mesmo assim nossa paixão falava mais alto e nos questionávamos se realmente Halo seria Halo, e foi o que realmente aconteceu.

A jogabilidade é primorosa como o multiplayer, dando prazer do jogador entrar em um combate ou simplesmente explorar os segredos de Zeta Halo. O ponto alto desse quesito é o Grappling Hook, que mesmo não sendo uma novidade no mercado, se tornou algo obrigatório para Halo. O trabalho técnico com a engine é espetacular, mesclando bons gráficos e um som que encanta. Obrigado grunts por seus diálogos incríveis, vocês são a cereja do bolo. Master Chief também foi melhor aproveitado, com uma humanização nunca antes vista, algo que une os sentimentos ao jogador, honrando o passado, mas de olho no futuro.

O futuro já começa a ser pavimentado para Halo Infinite , principalmente por criar novos arcos narrativos e fechar com chave de ouro os já existentes. A história ainda pode contar muita coisa sobre outros personagens, afinal, segundo a 343 teremos um jogo que viverá por bastante tempo, então não se assuste caso recebamos algo grandioso ainda em 2022 para essa jornada.

Entenda nossas notas.

Vale lembrar que a campanha de Halo Infinite é paga, mas faz parte do catálogo do Xbox Game Pass. Já o multiplayer é free-to-play, aproveite e confira nossa análise completa dele.


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About Author

Desenvolvedor Web e Analista de TI, gamer assíduo desde a época do Atari, fã de Metal Gear(menos o Phantom Pain) e Gears of War. Ter a oportunidade de trabalhar um pouco com games é um sonho realizado. Falta só ir para E3!!!

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