Ícone do site Xbox Power

Análise – NINJA GAIDEN: Ragebound

Ninja Gaiden é uma franquia incrível, que está na minha vida desde a era dos bits, passando pela incrível reformulação, que saiu no Xbox clássico como um exclusivo, e foi um verdadeiro marco para a saga. A franquia terá dois novos jogos ainda em 2025, mostrando uma verdadeira força ninja.

Uma dessas obras é NINJA GAIDEN: Ragebound, que promete entregar o espírito dos primeiros jogos da franquia, mas com uma pegada mais moderna e cheio de recursos de jogabilidade.

O jogo foi desenvolvido pela The Game Kitchen (Blasphemous) em conjunto com a Dotemu (Streets of Rage 4). Será que essas empresas promissoras conseguiram trazer algo de qualidade? Descubra em nossa análise a seguir.

Uma história nova, mas que respeita o legado da franquia

A história começa com Joe Hayabusa, pai de Ryu Hayabusa (protagonista da franquia Ninja Gaiden) partindo em busca de um inimigo misterioso, em uma fase inicial que serve como um tutorial de luxo, mostrando as mecânicas básicas do jogo, mas que possui uma grande importância para a história. Após os desdobramentos, voltamos nossas atenções para a vila, na qual Ryu está treinando seu pupilo, chamado de Kenji Mozu, que possui muitas habilidades, mas ainda está em processo de aprendizado.

A próxima missão, sob o comando de Kenji, é mais um tutorial de luxo, servindo para aprender as novas mecânicas, que digamos ser a grande diferença dos clássicos para Ragebound, que são técnicas para avançar terrenos verticais e que mudam de missão para missão, além, é claro, de eliminar inimigos em meio a essa dinâmica acelerada.

Assim que Ryu descobre o que aconteceu com seu pai, ele parte para América para uma nova aventura, mas enquanto isso, Kenji fica na vila, que é atacada pelos famigerados demônios, que são inimigos mortais do clã do Hayabusa. Kenji luta contra os inimigos, conseguindo defender o seu lar. Logicamente, Kenji segue os inimigos e descobre que o problema é muito maior do que um simples ataque a vila.

Após confrontar um inimigo poderoso, encontramos com outro personagem importante, chamada de Kumori, que também é uma novata, mas faz parte do Clã das Aranhas Negras, rival do Clã Hayabusa. Seguimos então para conhecer a história dessa personagem, que muda bastante a dinâmica proposta, trazendo algo diferente. Em algum momento, os dois se unirão para lutar contra os demônios, formando uma aliança bem interessante.

A história se assemelha com outras histórias da franquia, mas como temos a visão de um personagem do clã rival, fica algo bem interessante. Inclusive com diálogos do por que de alguns acontecimentos, ou mesmo vários questionamentos. Alguns personagens do passado de ambos possuem conexões, algo que explora o trama de ambos os clãs.

Jogabilidade clássica, mas com evoluções

NINJA GAIDEN: Ragebound, diferentemente dos jogos modernos da franquia NINJA GAIDEN, é um jogo de ação e plataforma em 2D. algo mais próximo do que os clássicos eram. Então o protagonista usará de bastante verticalidade para avançar terreno. Em muitas ocasiões, o jogador terá mais dificuldade para lutar contra os obstáculos do que os inimigos.

Kenji, assim como Ryu, pode desferir golpes rápidos nos inimigos, que na maioria das vezes morrem facilmente, tendo alguns inimigos mais fortes que possuem escudos, aos quais precisamos acertar inimigos específicos para carregar um ataque mais forte, que servem para quebrar defesas. Esse mesmo inimigo pode ser morto sem o ataque mais forte, mas com uma quantidade de ataques maiores ou através do uso de rolamento e ataques pelas costas.

O herói pode usar rolamento e ainda um golpe giratório para poder atingir inimigos no alto, que inclusive serve para passar por alguns lugares de difícil acesso, como um pulo duplo, mas atacando o inimigo.

Já Kumori possui ataques de longe, usando uma kunai, que serve tanto para atacar inimigos, quanto para ativar botões em locais de difícil acesso. A ninja do Clã das Aranhas Negras é bem rápida e pode atacar uma quantidade maior de inimigos, mas com o custo de ser mais indefesa de perto.

Em determinado momento da aventura, os dois heróis irão se fundir, incluindo mais dinâmicas de jogabilidade, incluindo trechos que um ou outro deve assumir o comando ou simplesmente Kenji poderá usar os ataques e poderes de Kumori. Essa mudança traz mais opções para locais ainda mais cheios de inimigos e desafios.

Além dos recursos tradicionais, o jogador deve ativar checkpoints para caso morra, não volte desde o começo da fase. O jogo possui coletáveis, que servem para comprar talismãs na loja do Muramasa, garantindo certas vantagens ou desvantagens para o jogador que deseja usar desses artifícios.

Inimigos mortais

NINJA GAIDEN: Ragebound possui uma grande quantidade de inimigos na tela, que rondam todos os cantos, trazendo dificuldade para o jogador, então não espere por uma vida fácil. Existem também chefes de fase, que se assemelham aos chefões carrancudos da franquia, com uma boa dose de dificuldade, forçando o jogador a usar todos os recursos de habilidade a sua disposição.

Os chefes possuem habilidades especiais, que fazem o jogador sair da zona de conforto e muita tentativa e erros, até acertar os padrões.

Som e gráficos

Os gráficos em pixel art de NINJA GAIDEN: Ragebound são incríveis pois resgatam o charme dos jogos do passado, mesmo trazendo técnicas novas de iluminação e de planos de dimensão diferentes. A performance funcionou perfeitamente, sem quedas, bugs ou travamentos. A história é contada com cenas estilizadas, trazendo conteúdo sem deixar de ter um dinamismo de jogos mais modernos.

O som é impecável, pois nos fornece músicas cheias de atitude ou mesmo mistério quando preciso. Existem legendas em português do Brasil, algo muito interessante, para que saibamos mais sobre o enredo.

Opinião

NINJA GAIDEN: Ragebound é uma bela aventura, cheia de desafios e que traz o espirito dos clássicos, mas rejuvenescido. Os protagonistas são cheios de recursos, se completando, sendo algo que faz o jogador nem lembrar do grande protagonista da franquia.

Se você ama pixel art, a direção de arte mandou bem demais, mas sem deixar algo datado e com cheiro de jogo velho. O som é incrível, pois cada música é escolhida a dedo para nos inserir dentro de cada missão, viciando o jogador. O jogo conta com legendas em Português do Brasil, algo que aqueceu o coração e deu ainda mais entendimento para a história.

O design de fases é incrível, pois criou muita dificuldade para o jogador, mas sem deixar a diversão de lado. Não pense que terá uma vida fácil, pois cada missão a dificuldade só vai escalonando. A jogabilidade é muito boa, pois força o jogador a ser mais rápido e habilidoso, mas sem frustrar muito, algo que vai atrair os apaixonados por esse tipo de jogo.

A história é rica em detalhes, mesmo tendo vários elementos que já conhecemos na franquia, uma hora ou outra vamos ter surpresas no enredo, então curta cada missão.

NINJA GAIDEN: Ragebound é uma grata surpresa, pois não ficou na zona de conforto de somente copiar os clássicos, ele trouxe novidades para atrair uma nova geração de jogadores, mas sem deixar de honrar quem sempre amou essa franquia.

 

Plataformas: Xbox One e Xbox Series X|S
Publicado por: Dotemu
Desenvolvido por: The Game Kitchen
Data de lançamento: 30/07/2025
Opções de compra: Microsoft Store

* O jogo foi cedido gentilmente pela Dotemu para a realização desta análise.

Sair da versão mobile