GreedFall: The Dying World chega em 12 de março e promete testar sua paciência, moral e habilidade. Portanto, se você achava que decisões difíceis eram exclusivas da vida adulta, pense novamente.
Desenvolvido pela Spiders, o título retorna ao universo criado no primeiro GreedFall. Contudo, agora tudo parece maior, mais denso e, curiosamente, mais cruel. Ou seja, exatamente o que os fãs esperavam.
Desenvolvedores que aprenderam com o passado
A Spiders não é novata quando o assunto é RPG ambicioso. Entretanto, ela sempre caminhou entre ideias ousadas e limitações técnicas. Dessa vez, o estúdio francês parece mais confiante.
Após o sucesso moderado do primeiro jogo, a equipe decidiu ouvir a comunidade. Assim, GreedFall: The Dying World surge com sistemas mais profundos e escolhas mais impactantes. Além disso, o estúdio promete um mundo mais reativo.
Segundo informações oficiais, o jogo foi pensado desde o início como uma experiência mais madura. Portanto, espere menos concessões e mais consequências. Afinal, ninguém cresce sem tropeçar.
Enredo: quando o mundo está morrendo, ninguém sai ileso
Diferente do primeiro título, a sequência funciona como um prelúdio. Ou seja, a história se passa antes dos eventos conhecidos. Dessa forma, o jogador acompanha o colapso gradual de um mundo à beira da extinção.
Você assume o papel de um habitante de Teer Fradee, agora ameaçado por forças internas e externas. Enquanto isso, conflitos políticos, doenças misteriosas e disputas culturais se intensificam. Portanto, cada decisão pesa.
O roteiro aposta em tons mais sombrios. Ainda assim, há espaço para ironia e momentos inesperados. Afinal, até no fim do mundo alguém precisa fazer piada ruim.
As escolhas narrativas influenciam alianças, regiões inteiras e até o destino de personagens importantes. Consequentemente, não existe caminho totalmente seguro. E isso é ótimo.
Jogabilidade: mais estratégia, menos apertar botão
Se no primeiro jogo o combate dividiu opiniões, agora a Spiders resolveu mexer fundo. GreedFall: The Dying World adota um sistema mais tático, inspirado em RPGs clássicos.
O combate acontece em tempo real com pausa estratégica. Assim, você pode planejar ações, posicionar aliados e usar habilidades com mais precisão. Portanto, sair apertando tudo raramente funciona.
Além disso, o gerenciamento do grupo ganhou destaque. Cada companheiro possui habilidades únicas e opiniões próprias. Logo, ignorar isso pode custar caro.
A progressão de personagem também ficou mais flexível. Você pode misturar estilos, criar builds híbridas e experimentar sem medo. Ou quase sem medo.
Exploração e mundo: bonito, perigoso e nada acolhedor
O mundo de GreedFall: The Dying World é amplo e cheio de contrastes. Florestas exuberantes dividem espaço com vilarejos decadentes. Enquanto isso, ruínas contam histórias silenciosas.
A exploração recompensa curiosidade. Entretanto, ela também pune descuido. Inimigos surgem onde você menos espera. Portanto, caminhar distraído não é recomendado.
Missões secundárias não servem apenas para ganhar experiência. Muitas delas aprofundam o lore e apresentam dilemas morais interessantes. Assim, ignorá-las parece quase um desperdício.
Visualmente, o jogo evoluiu. Embora não seja um espetáculo técnico, ele apresenta identidade forte. Além disso, a direção de arte compensa eventuais limitações gráficas.
O que esperar do jogo no Xbox
No Xbox Series X|S, GreedFall: The Dying World promete desempenho estável e tempos de carregamento reduzidos. Portanto, menos tempo olhando para telas pretas.
A interface foi adaptada para controle, o que facilita a navegação. Ainda assim, o jogo exige atenção e leitura. Logo, não espere algo totalmente casual.
O suporte a escolhas complexas e múltiplos finais aumenta a rejogabilidade. Assim, terminar uma vez provavelmente não será suficiente.
Além disso, o jogo chega totalmente localizado em português. Isso ajuda bastante na imersão e compreensão do enredo.
Data de lançamento e expectativas finais
Marque no calendário: 12 de março. GreedFall: The Dying World chega com a missão de provar que a Spiders amadureceu. E tudo indica que sim.
O jogo não tenta competir com gigantes do gênero. Em vez disso, ele aposta em identidade própria. Portanto, quem busca algo diferente pode se surpreender.
Claro, nem tudo será perfeito. Entretanto, a ambição e o cuidado são evidentes. E, às vezes, isso vale mais que gráficos ultrarrealistas.
Se você gosta de RPGs com escolhas difíceis, personagens complexos e mundos que não pegam leve, este jogo merece atenção. Afinal, nem todo herói precisa salvar o mundo sorrindo.
Confira o jogo na Loja Microsoft.

