A franquia Final Fantasy é uma das maiores do mundo, com inúmeras histórias para contar, e posso afirmar que o clássico Final Fantasy VII é um dos melhores jogos de todos os tempos. Por isso, quando Final Fantasy VII Remake Intergrade chegou para análise, foi uma experiência incrível e muito emocionante para mim, como grande fã do original. Cada minuto jogado foi como reviver uma época da infância em que eu adorava aquela história e seus personagens.
Quando tive novamente a chance de analisar a parte 2, intitulada Final Fantasy VII Rebirth, fiquei muito empolgado, afinal, sair de Midgar e revisitar todo aquele mundo prometia ser algo mágico. Mas será que o jogo manteve a mesma qualidade da parte 1? Confira em nossa análise a seguir.
Pecados do passado e cicatrizes no futuro
A história de Final Fantasy VII Rebirth começa exatamente no final da parte 1, mas com uma grande diferença: há um gancho que conecta algo que aconteceu no futuro com o presente, e que ainda vai se desenrolar. A missão que temos pela frente não será nada fácil: encontrar o lendário soldado Sephiroth, que considero um dos maiores vilões dos games — cruel, insano e tomado pelo ódio —, características que, somadas, podem levar ao fim do mundo.
Diferente de Midgar, neste jogo vamos explorar várias localidades que aprofundam ainda mais a história central, revelando os pecados e dramas de diversos personagens e dando mais profundidade a cada subtrama. Também teremos o reencontro com personagens icônicos da primeira parte e a chance de conhecer novas figuras marcantes.

Todas as regiões foram impactadas pela ganância da corporação Shinra, que explora cada vez mais a fonte de energia vital do planeta. Essa exploração sem freios vem prejudicando o meio ambiente e alterando a vida das pessoas, já que nem todos concordam com suas ações, e a Shinra acaba fazendo muita coisa errada às escondidas.
O passado de Sephiroth e Cloud é apresentado com uma longa introdução, algo muito especial para mim, pois essa parte sombria e cruel foi mostrada com gráficos atuais, o que trouxe um drama ainda maior para o que aconteceu. Esse drama dos dois personagens atinge um climax nessa parte, pois o vilão começa a mexer profundamente com Cloud, colocando dúvidas em relação aos amigos ou sobre a sua própria vida.

Outro personagem que aparece de forma misteriosa é Zack, que é o melhor amigo de Cloud, trazendo vários questionamentos sobre o passado desses personagens.
Os novos personagens jogáveis foram adicionados de maneira bem interessante, trazendo um clima mais descontraído em certos momentos, especialmente a Yuffie, que é incrível.
Outro ponto que se desenvolveu bastante na história são os conflitos políticos entre Shinra e Wutai, que colocam o povo no meio de tudo isso sem considerar as consequências. Além disso, a luta pela sobrevivência do planeta entrará em rota de colisão com Sephiroth e também com a própria Shinra, tornando a vida de Cloud e seus amigos ainda mais difícil, enquanto eles compreendem cada vez mais o que está em jogo.

Tenha um lenço à mão, pois vai precisar, seja pela nostalgia ou por cada momento emocionante que vivemos com esses personagens marcantes e inesquecíveis.
Combate evoluído
Final Fantasy VII Rebirth evoluiu bastante em relação à primeira parte, especialmente com a adição dos golpes de sinergia, que são ataques realizados em conjunto com o grupo. À medida que fortalecemos nossos laços com os amigos, a afinidade aumenta, transformando uma simples relação em uma vantagem estratégica na hora de executar combos.
Os golpes ficaram mais organizados, assim como a disposição de matérias, equipamentos e itens. Outra melhoria significativa foi na árvore de atributos, que ficou mais simples, mas agora exige que o jogador evolua seu grupo para desbloquear novos núcleos.

O combate permanece simples e fluido, mas agora conta com melhorias nas teclas de atalho, que facilitam a execução de comandos de forma mais rápida. Acho que Final Fantasy evoluiu tanto no combate de action RPG que agora só tenho vontade de jogar algo original por turnos, e não remakes dos clássicos nesse estilo.
Há partes em que podemos usar um gancho para nos levar a outros lugares, trazendo mais dinamismo às fases que envolvem travessias.

Um mundo para explorar
Uma das grandes mudanças em relação à primeira parte é que, em Final Fantasy VII Rebirth, temos diversas áreas de mundo aberto para explorar, algo que se consolida nos capítulos mais avançados e traz de volta aquela exploração clássica da série. Em Midgar, a experiência era mais linear, mas aqui essa liberdade ganha muito mais destaque.
Além das várias missões secundárias, há muito o que fazer, seja para coletar informações sobre inimigos, encontrar melhorias para as invocações, descobrir novos Chocobos ou até mesmo localizar itens escondidos.
Nas diferentes localidades, há uma grande variedade de mini games que deixam a aventura mais leve. Ao contrário da primeira parte, em que isso não tinha tanto destaque, aqui a diversão mergulha de vez no estilo japonês. Em alguns momentos achei um pouco fora de tom ter tantas pausas para relaxar, mas acredito que serviram para aliviar o peso das partes mais dramáticas.

Alguns minigames, como a corrida de Chocobos, o tiro ao alvo, um jogo de naves ou até mesmo explorar os cenários montado em Chocobos, tornam a experiência ainda mais divertida. Assim que você conhecer a localidade Golden Saucer vai ficar maravilhado, e pra quem já conhece do clássico vai ter uma experiência ainda mais incrível.
Explorar um mundo aberto é muito empolgante, pois mostra que Final Fantasy VII Rebirth vai muito além dos limites de Midgar. Há inúmeras histórias para vivenciar e muitas pessoas para conhecer.
Outro ponto positivo do jogo é o card game Queen’s Blood, que não estava presente na versão clássica e me conquistou de imediato, pois é viciante e cheio de recursos, lembrando o que havia no clássico Final Fantasy VIII. Derrotar oponentes para conquistar novas cartas torna a experiência ainda mais divertida, pois dá vontade de revisitar vários lugares para vencer os adversários novamente.

Em nossas andanças pelo mundo aberto, podemos usar chocobos até mesmo outros veículos, que vão facilitar bastante nossa experiência de viajar para várias localidades.
Competência técnica
Final Fantasy VII Rebirth é um espetáculo técnico, tanto nos gráficos quanto no áudio, trazendo personagens carregados de emoção e dando mais profundidade a cenários que antes dependiam da imaginação, já que as limitações do clássico de 1998 não permitiam.
A variedade de cores é um espetáculo, principalmente nesse jogo, que foi além da cinzenta e moderna Midgar, trazendo uma variedade de ambientes.

O som é marcante, trazendo uma trilha remixada do passado que emociona. As legendas em português do Brasil facilitam o entendimento da história, repleta de nuances, além de ajudar na hora de entender as mecânicas, matérias e habilidades.
Opinião
Final Fantasy VII Rebirth é um dos melhores jogos de todos os tempos, pois, além de recriar toda a emoção do jogo original, não se limitou a fazer apenas o básico, trazendo melhorias no combate nesta segunda parte da trama. A história deixou o cenário de Midgar e se expandiu para um mundo aberto, repleto de novas localidades ricas em narrativas e diversão. Cada lugar tem sua própria particularidade, além de apresentar novos personagens para conhecer.
Os confrontos com Sephiroth estão ficando cada vez mais intensos, afetando Cloud e outros personagens, enquanto a Shinra volta a destruir tudo o que toca. Ao mesmo tempo, o planeta sofre com uma ameaça crescente, colocando forças misteriosas em conflito.
O sistema de combate parecia não precisar de ajustes, mas os desenvolvedores encontraram maneiras de aprimorar a experiência e cativar ainda mais o jogador.
Existe uma quantidade insana de coisas para se fazer como missões secundárias e mini games, que vão dar aquela relaxada em meio a tensão de toda a história.
Final Fantasy VII Rebirth é uma obra de arte impressionante e memorável, que vai marcar sua vida para sempre, deixando aquele gostinho de quero mais e transbordando expectativa para a parte final.
Publicado por: SQUARE ENIX
Desenvolvido por: SQUARE ENIX
Data de lançamento: 02 de junho de 2026
Opções de compra: Microsoft Store
* O Jogo foi cedido gentilmente pela Square Enix para a realização dessa análise.

