Um dos remakes mais solicitados pelos fãs da franquia Assassin’s Creed, Assassin’s Creed Black Flag Resynced finalmente estendeu suas velas rumo ao mar dos lançamentos de 2026.
Confesso que esse remake sempre fez parte dos meus sonhos desde os primeiros rumores, pois é um dos meus jogos favoritos de toda a franquia, unindo toda a lore dos Assassinos com a icônica “Era de Ouro da Pirataria”. Por isso, quando foi oficialmente anunciado, comecei a contar os dias para o seu lançamento.
Prometendo revitalizar a franquia, será que a Ubisoft conseguiu nos conquistar novamente? Confira na nossa análise a seguir.
Piratas, Assassinos e Templários
A história de Assassin’s Creed Black Flag Resynced começa igual ao jogo original, com Edward Kenway em meio a um combate naval. Depois de ser derrotado, ele acaba em uma ilha. Ao despertar, parte na perseguição de um inimigo misterioso, enfrenta-o e assume sua identidade.
Edward embarca em uma aventura em busca de riquezas e glória, cruzando seu caminho com o legado dos Assassinos, que olham para o pirata com desdém, já que ele é fascinado pelas facilidades da vida. Além disso, os piratas que estão na ilha de Nassau discordam sobre o avanço do rei, que começa a encurralar esses homens e mulheres que desejam viver de forma livre.

Do outro lado estão os Templários, que mais uma vez buscam o poder acima de tudo, manipulando quem puder para atingir seus objetivos. Mas eles contam com uma pessoa implacável, disposta a lutar até o fim e fazer o que for necessário, mesmo que isso signifique ir contra a lei.
Uma das coisas que o remake soube explorar muito bem são as expressões faciais dos personagens, que transmitem todo tipo de sentimento, graças a uma das melhores versões da Anvil Engine, sobre a qual vou me aprofundar mais adiante nesta análise.
Se você gosta de finais felizes, o Black Flag definitivamente não é a história ideal para você, mesmo que desperte várias emoções ao longo do enredo. Quem conhece sabe como certas coisas acontecem de forma dura e podem deixar você bastante emocionado, já que algumas cenas foram reescritas para transmitir ainda mais sentimento aos personagens e a tudo o que acontece ao redor deles.
A Era de Ouro da Pirataria
Assassin’s Creed Black Flag Resynced traz um elenco de piratas de peso, que vai desde o lendário Barba Negra, ainda reconhecido como um dos maiores piratas de todos os tempos, até Anne Bonny, Charles Vane e muitos outros.
Edward é ousado e pode aprender muito com esses personagens, inclusive em suas desavenças, pois isso ajudará a moldar quem ele realmente será. Também recomendo realizar as missões secundárias de alguns deles, já que isso oferece um entendimento mais profundo da história do jogo.

Alguns locais que muitos conhecem através de filmes com o tema pirataria estão presentes, Tortuga, Havana e muitos outros, inclusive com um domínio no mar, dividido entre Portugueses, Espanhóis e Ingleses, que lutam entre si, além dos próprios piratas que estão ali para garantir espólios.
Além de toda a história dos piratas, há acontecimentos no mundo que vão transformá-lo para sempre, impactando não apenas esses fora da lei, mas também diversas nações.
Mas e os assassinos?
Em Assassin’s Creed Black Flag Resynced finalmente vemos a volta dos Assassinos, algo que foi deixado muito de lado nos jogos modernos, mesmo que de forma mais reduzida do que a saga de Ezio.
Além de varias missões de assassinatos, temos missões secundárias com histórias paralelas, que contam um pouco sobre outros Assassinos daquela época, inclusive com ligações com o povo Maia.

Além disso, a história de Edward está diretamente ligada aos Assassinos, enquanto ele busca um artefato ou local de grande poder, chamado Observatório, colocando-se em um confronto direto no conflito entre Assassinos e Templários, que mais uma vez continuam a manipular os fios do destino.
Seja um Rei Pirata
Edward é um pirata extremamente ambicioso, que não se contenta em ser apenas mais um soldado dos sete mares. Ele busca fortuna, grandeza e ser lembrado para sempre. Para alcançar seu objetivo, assumiu o comando do Gralha, um navio que, embora não tão imponente quanto um Man O’ War, é tão bem equipado que pode enfrentar qualquer adversário de igual para igual — e Edward quer usá-lo para se tornar o pirata mais temido de todos.
A customização do navio ficou tão boa quanto o original e pegou algumas inspirações em Skull and Bones, trazendo mais itens para personalizar o poder da nossa embarcação. Além disso, como temos a nossa disposição uma nova versão do Animus, podemos receber novos cosméticos, que não existiam na versão clássica.

O combate entre navios é um espetáculo à parte, com canhões, morteiros e todo tipo de armamento pesado para despachar piratas e soldados de outras embarcações. Assim que afundamos o navio, podemos invadir a embarcação, usando espadas e pistolas para derrotar o adversário.
Conforme avançamos na história, encontramos a ilha de Grande Inagua, que se torna o covil de Edward e onde ele terá a missão de criar um reduto de piratas. Também é possível personalizar a mansão de Edward e administrar as riquezas, assim como melhorar as lojas presentes no local.
É muito importante aprimorar esses estabelecimentos na Ilha para desbloquear armamentos de ataque e defesa para o Gralha, além de adicionar novos itens que permitam comprar pistolas e espadas para o Edward.

Muito a se fazer
Assassin’s Creed Black Flag Resynced, assim como o clássico, oferece muito o que fazer, desde missões secundárias bem relevantes até contratos navais e de assassinato. Muitas dessas missões estão espalhadas pelas localidades, por isso vale a pena explorar cada cantinho do mapa.
Também existem as missões de invasão aos fortes, que são batalhas bem interessantes contra forças estáticas, mas que podem derrubar o Gralha. Por isso, é importante saber avaliar o real poder do inimigo e, se necessário, esperar por melhorias. Depois de derrubar as defesas, é possível entrar no forte e enfrentar vários inimigos até chegar à sala do capitão.
Também há a caçada aos Templários, que consiste em uma sequência de missões até encontrar o adversário. Ao derrotá-lo, ele libera uma chave e, juntando várias delas, é possível desbloquear uma armadura lendária. Além disso, existem as pedras maias, que, ao serem encontradas por meio de um puzzle, desbloqueiam outra armadura.

Há também diversas atividades espalhadas pelo mar, desde buscar tesouros no fundo do oceano até caçar animais, passando por assaltar comboios carregados de ouro. Claro que essas tarefas envolvem vários recursos, que podem ser aprimorados com a ajuda do Gralha, como arpões mais eficientes ou até um barco a remo mais resistente.
Algumas localidades, como ilhas espalhadas pelo mundo, oferecem atividades como caça, busca por tesouros ou até mesmo eliminar inimigos que estejam acampados no local.
Quem não se lembra dos navios lendários? No remake, essas lendas continuam imbatíveis e ainda abrem espaço para um endgame, trazendo eventos muito legais.

Uma volta as raízes da franquia
Um dos pontos fortes de Assassin’s Creed Black Flag Resynced foi permanecer fiel à essência da franquia, sem ceder às mudanças de jogabilidade para o estilo RPG. Ou seja, o jogo segue sendo de ação, incorporando elementos mais modernos, como o parry.
Assim como no Assassin’s Creed Mirage, que teve grande foco no stealth, aqui isso fica ainda mais claro, mostrando que os desenvolvedores querem retornar às raízes da franquia. Edward pode usar dardos para adormecer inimigos ou até uma corda para puxar e eliminar adversários no alto das árvores, coisas que eram possíveis na versão clássica, mas que foram refinadas no remake.
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O parkour, que critiquei em Assassin’s Creed Shadows, aqui está muito melhor, oferecendo várias formas de Edward escalar casas, árvores e outros lugares para eliminar seus adversários, transmitindo a sensação real de ser um assassino e não um guerreiro.
O combate é simples, com pequenas mudanças que o aproximam do estilo dos jogos clássicos, o que em certos momentos pode ser um problema para alguns jogadores que preferem o novo formato. Algumas animações no combate ficaram ainda mais bonitas e brutais, deixando Edward ainda mais durão.
Bem vindo ao Animus Sombrio
Uma das grandes mudanças do remake foi a remoção das partes fora do Animus, substituídas pelo Animus Sombrio, um lugar misterioso que não está nem dentro do Animus nem no mundo real, levando o jogador a um ambiente totalmente estranho, mas com uma dinâmica bem interessante.

O jogador poderá explorar realidades paralelas, revelando diferentes escolhas na vida de Kenway e mexendo com a mente dos jogadores. Essa adição foi importante para situar o remake dentro do contexto de toda a nova linha do tempo dos jogos modernos.
Um remake de respeito
Por ser um remake, uma das maiores preocupações era que alterassem a base da história ou colocassem “modernidades” no texto, mas isso não aconteceu. Pelo contrário, tudo ficou ainda melhor que o original, com textos reescritos de forma incrível.
Os gráficos da Anvil Engine estão entre os melhores da indústria, com cores vibrantes que dão vida a praias, oceanos, rios e florestas. Cada canto das ilhas e cidades é rico em detalhes, repleto de animais, frutas e objetos que transmitem a sensação de estar vivendo naquela época.
Os efeitos climáticos também receberam destaque, trazendo tempestades furiosas, cheias de trovões, furacões, neblinas e até mesmo ondas gigantes, algo que existia no clássico, mas que com o poder da geração atual, partiram para um novo patamar.

O modo fotografia está disponível desde o lançamento, oferecendo ao jogador a chance de capturar belas paisagens.
O som está simplesmente incrível, com uma trilha sonora que emociona profundamente. Cada momento vivido se torna ainda mais memorável, especialmente nas cenas de drama. Como todo bom pirata, a cantoria permanece impecável, trazendo músicas que embalam a aventura pelos mares.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced conta com uma dublagem excelente, trazendo um dialeto em português de época que deixa a nossa aventura ainda mais imersiva.
Nem tudo são flores, e alguns bugs antigos da Ubisoft apareceram durante a minha jornada, mas começaram a sumir após a instalação do primeiro update.
Opinião
Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um dos melhores remakes já feitos, provando que a Ubisoft sabe investir seus recursos em jogos com potencial para encantar novamente os fãs, equilibrando lançamentos inéditos com clássicos de sucesso.
A história é cheia de aventura, emoção e personagens que marcaram gerações de jogadores, agora ainda mais intensa com um texto reescrito para transmitir mais sentimento. Edward está mais humano do que nunca, sentindo na pele todas as perdas e frustrações de uma vida dedicada apenas à busca por riquezas.
O jogo é um verdadeiro parque de diversões da pirataria, pois, além das batalhas, há inúmeras atividades para aproveitar, desde caça e busca por tesouros até combates contra fortes e o clássico saqueamento de outras embarcações.
Os gráficos da Anvil Engine me surpreenderam ainda mais, com efeitos climáticos realmente intensos e toda a beleza das ilhas e até do fundo do mar. O som completa o pacote, revitalizando a trilha sonora com canções que despertam nostalgia e tocam o coração com emoção, afinal, esses personagens são inesquecíveis. O jogo apresentou uma dublagem impecável, utilizando um dialeto da época que aumenta a imersão do jogador e ainda garante boas risadas com o sotaque.
O remake também acertou em cheio ao ajustar o combate, que não se deixou levar pelas mudanças dos jogos modernos, aprimorando um sistema de ação já existente e adicionando novas mecânicas, como o parry. Encontrei alguns bugs no clássico da Ubisoft, mas nada que comprometesse a jogatina, que rolou perfeitamente com muitos frames de diversão.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced mostra que, se a Ubisoft quiser revitalizar os jogos mais antigos da franquia, há um caminho promissor a seguir, assim como fez a Capcom ao resgatar o melhor de seu legado. Quem sabe não veremos o retorno de Ezio ou até mesmo de Altair?
Publicado por: Ubisoft
Desenvolvido por: Ubisoft
Data de lançamento: 09 de julho de 2026
Opções de compra: Microsoft Store
*O jogo foi cedido gentilmente pela Ubisoft Brasil para a construção dessa análise.

