A franquia Gears of War sempre foi uma das minhas favoritas, chegando a ser mais importante que Halo no meu gosto pessoal. Por isso, quando tive a chance de analisar Gears 4 e 5, foi uma sensação incrível, embora algumas mudanças, por mais positivas que fossem, ainda não despertassem aquele sentimento que os primeiros jogos transmitiam.
Quando surgiu a chance de testar a campanha de Gears of War: E-Day, só consegui comemorar, e todo aquele hype tomou conta de mim. Mesmo contando os dias para o lançamento, eu não estava preparado para o que tive a honra de vivenciar.
Uma história que precisava ser contada
Gears of War: E-Day vai finalmente contar a história do dia da emergência, que é quando os seres humanos de Sera foram atacados pela horda Locust. Um acontecimento que uniu a humanidade, que por vezes se enfrentava inclusive em várias guerras. Uma história que todo fã de Gears sempre sonhou em vivenciar, afinal, testemunhar o terror do ataque dos Locust sempre despertou muita curiosidade.
A prévia que joguei começou direto no Ato 2, com os Gears instalados em uma prefeitura, usada como base temporária para enfrentar os Locust da área. Marcus, Dom e outros chegam após batalharem no início da invasão, com carros abandonados nas ruas, sobreviventes dispersos e helicópteros sobrevoando, tentando resistir com coragem. Quem jogou os jogos anteriores lembra dos cenários devastados pelos disparos do Martelo da Aurora, que obliteraram cidades para conter a horda Locust, então ver as cidades como eram antes do ocorrido é bem legal.
É curioso perceber que Marcus ainda é mais conhecido pelo pai do que por seus próprios feitos, então precisamos ganhar o respeito dos outros soldados.
O primeiro capítulo que joguei me levou a uma missão para liberar uma ponte, com zonas de defesa tanto no solo quanto no alto, repletas de snipers e locust avançando contra o jogador. Já o segundo apresenta uma grande variedade de ambientes, incluindo missões secundárias que, ao serem completadas, garantem upgrades para as armas e, claro, revelam mais sobre a história. Essa dinâmica de mundo semiaberto que surgiu em Gears of War 5 continuará em alguns capítulos.
Fiquei muito curioso para saber como foi o início da invasão e, claro, para conhecer melhor o começo da amizade entre Marcus, Dom e Lucas Reys, sendo que este último não apareceu nos jogos seguintes, o que indica que pode ter tido um destino trágico.
Outro ponto interessante do Ato 2 é que descobrimos como a Lancer com serra elétrica foi inventada, algo que achei incrível, afinal é uma das armas mais icônicas dos jogos.
Gears of War como deve ser
Uma das principais promessas da The Coalition era mudar tudo e começar do zero, mas confesso que desconfiei disso, pois é muito cômodo seguir o que sempre funcionou, aproveitando elementos prontos dos jogos anteriores.
Claro que elementos básicos da franquia, como cobertura, tiroteio às cegas, recargas, finalizações, tiroteios e explosivos, continuam presentes, mas quando joguei a campanha pela primeira vez, tudo fez ainda mais sentido.
Começando pelo cover, agora realmente parece que os objetos onde podemos nos apoiar têm superfícies e elementos variados, inclusive paredes destrutíveis, tirando o jogador da zona de conforto. Uma das principais mudanças que notei foi a possibilidade de subir em superfícies como carros, muros e paredes, algo que facilita na hora de mudar a estratégia.
O novo Gears trará ao jogador várias opções de combate, permitindo escalar cordas, escadas e diversos outros lugares, já que a horda está ainda mais implacável, com uma IA diferenciada que, mesmo no modo normal, promete oferecer uma boa dose de desafios. Em certos momentos, os Locust subiam em carros para tentar me atingir, gerando aquela sensação de estar encurralado.
Lembra que falei dos upgrades? Agora podemos melhorar as armas em estações espalhadas pelo mapa. Além disso, é possível escolher quais armas usar, personalizando o jeito de jogar. Cada arma tem seu próprio impacto, manejo e dano, o que dá aquela vontade de experimentar todas.
O jogo mantém seus colecionáveis, trazendo elementos que narram uma história sobre o mundo ao nosso redor.
O ápice da geração
Gears of War: E-Day foi uma surpresa agradável durante o meu teste, pois, mesmo já conhecendo o excelente trabalho da The Coalition com a Unreal engine, eu não estava preparado para ver algo que realmente demonstra o poder da geração atual. Comparando com outros jogos da Xbox Game Studios, a disparidade técnica ficou bem evidente. Mesmo jogando uma demo, tive a impressão de um jogo pronto, que pode ficar ainda melhor até o seu lançamento.
Das sombras à iluminação das chamas, tudo foi um espetáculo à parte, trazendo aquela sensação incrível de estar em um lugar perigoso.
Lembra que comentei sobre criar algo do zero? Além dos gráficos, o som está incrível e, mesmo sem usar fones de ouvido, na TV tive a sensação de estar ouvindo um áudio 5.1. Cada arma possui um som característico, mostrando toda a sua brutalidade.
A direção de arte também arrasou, trazendo algo especial e inserindo vários elementos na tela para mostrar que aquele mundo está mudando aos poucos. Temos helicópteros passando no fundo, fumaças para mostrar que tudo está sofrendo um ataque colossal.
Os inimigos foram renovados, desde os locusts mais simples até os granadeiros, que agora estão ainda mais perigosos. Até mesmo os buracos abertos pelos locusts mudaram de aparência, passando aquela sensação de que ferrou e uma horda está prestes a chegar.
Opinião
Gears of War: E-Day tem potencial para ser um dos melhores da franquia, com impacto comparável ao da trilogia clássica que conquistou uma legião de fãs. Por ser desenvolvido do zero, deixou de lado alguns vícios de gameplay, resultando em uma experiência muito mais fluida e leve.
A campanha me deixou muito animado, pois além de conhecer uma das histórias mais marcantes e sonhadas, tivemos algo de qualidade, feito com muito carinho pela equipe. Descobrir a história por trás da criação da lendária Lancer foi simplesmente mágico.
Os gráficos foram um dos pontos altos do teste, me surpreendendo pela qualidade superior, mesmo utilizando a injustiçada Unreal Engine 5. Muitos jogadores afirmam que a engine tende a deixar os jogos parecidos, mas o que ficou claro aqui é que o resultado depende sempre do talento do artista, e neste caso o trabalho foi muito bem executado.
O gameplay conta com diversos elementos, oferecendo opções para o jogador criar sua melhor estratégia. Na demo, tive a sensação de que cada jogada era única. Assim, ao mudar a rota, é possível ter uma perspectiva diferente do combate.
Gears of War: E-Day pode facilmente chamar sua atenção, oferecendo uma experiência única tanto no multiplayer quanto na campanha, que revelará muitos elementos antes restritos ao imaginário de vários jogadores.
Publicado por: Xbox Game Studios
Desenvolvido por: The Coalition
Data de lançamento: 06 de outubro de 2026
Opções de compra: Microsoft Store
*O jogo foi cedido gentilmente pela Xbox Brasil para a realização deste preview.

